Capítulo 81 — Nós vamos cuidar
Dominic Costello
— Ihaaaaaa… — minha mulher disse, fazendo as meninas rirem. — Por favor, grandão, deixa? Só uma vez? — Tay pediu, fazendo aquela cara de cãozinho sem dono, e eu assenti.
Mike ainda estava desorientado com o meu soco e não esperava pelo golpe da Taylor, que deu um chute bem no meio das pernas dele.
— Isso foi pela Fer — Taylor disse. Mike caiu no chão, gemendo de dor pelos dois golpes. Minha mulher caminhou até ele, que tinha uma mão entre as pernas e a outra no nariz sangrando. Ela levantou um pouco o pé, colocou a ponta do salto na mão dele e disse: — E isso… — ela apertou o salto sobre a sua mão, e ele gritou — É por mim, para você se lembrar o quanto foi burro ao levantar a mão para mim seu babaca. — minha mulher concluiu.
— Tay… — chamei sua atenção, mas ela não recuou. — Chega — mandei, e ela me olhou. — Pega a moça e sobe.
— De jeito nenhum! A Fernanda vai comigo! — Mike, mesmo ferido e cercado, ainda insistiu.
Olhei para a moça, que negava desesperada com a cabeça.
— Você está com ele? — perguntei.
— Não, senhor. Não estou. Ele não é nada meu, não mais. — ela respondeu, e a Emma a abraçou de lado.
— Então sobe, Tay. — Minha mulher veio até mim e me deu um selinho.
— Não faça nada que eu não faria, grandão — ela disse com deboche; depois, seguiu com as meninas para a casa principal.
— Chefe, ela não pode ir! A Fernanda precisa ir embora comigo. Comigo! — ele tentou levantar a voz, e eu só o encarei, fazendo-o se encolher. Peguei meu celular e liguei para o Gayer.
— Dom. — Ele atendeu no primeiro toque.
— Chama o Coletti e traz homens com vocês no caminho de pedras ao fundo da casa.
— Entendido — ele disse e desligou. Agachei para ficar na altura do Mike, que agora estava sentado, com o nariz quebrado, a mão fodida e as bolas doendo pelo chute da minha mulher.
— O que passou pela sua cabeça? Entrar na minha propriedade, agredir a minha esposa e ainda apontar uma arma para a cabeça dela?
— Chefe, eu juro, eu só vim… eu só vim buscar a minha mulher.
— Mulher? Até onde sei, você não é casado. E aquela moça... — apontei por onde as meninas seguiam — acabou de dizer que não está com você.
— Foi uma briga de casal, ela está nervosa, eu não sei por que ela disse isso.
— Acha que sou idiota, Mike? Sabe com quantos homens como você eu já lidei?
— Chefe…
— Cala a boca! Eu não te autorizei a falar. — o segurei pelo colarinho. — Você não devia estar pedindo para ir embora com uma mulher que nem é sua; você devia era estar implorando pela sua vida — falei, dando-lhe uma cabeçada que quase o desligou.
— Chefe… por favor — ele pediu, e eu o soltei com tudo, o fazendo cair no chão.

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