Capítulo 84 — Te fazer minha
Damien Knight
O casamento estava sendo mais agitado do que imaginei. Verônica, Emma e eu juntos de novo, o sumiço das meninas, o agressor cretino, Fernanda ferida... Mas o que realmente me preocupava era o Ozzie; era o que toda essa situação poderia desencadear nele.
— Relaxa, amor… — Emma disse, abraçando minha cintura. — Você está exalando preocupação. Fora que essa sua cara está afastando todos os garçons — ela disse com um sorriso.
Desci meus lábios aos dela e dei-lhe um selinho demorado.
— Te amo — murmurei, ainda com os lábios nos dela. Emma riu antes de soltar a minha cintura e envolver os braços no meu pescoço.
— Estou adorando ouvir isso a cada gole que dá no seu uísque. — Sorri para ela e a beijei novamente. — Mas é sério, Dam, tenta relaxar.
— Eu estou me esforçando, querida. Eu juro. — Passei um braço por sua cintura, a puxando ainda mais para mim. — Mas você sabe o que aconteceu, ele me disse que te contou. E hoje, com aquela garota, eu vi o que despertou nele.
— Eu sei… — ela disse. — Quando a Ellie ficou internada, o Ozzie e eu conversamos bastante nos dias em que ele ia nos visitar. Ele me contou sobre o que aconteceu e o motivo do celibato.
— Então sabe bem o porque desse meu sentimento, desse medo por ele. Queria não me preocupar, mas me preocupo.
— E é por isso que eu te amo — ela disse, dando um beijo em meu queixo. — Porque, por baixo de toda essa fachada de homem de gelo que está espantando os garçons dos drinques deliciosos… — Emma puxou meu rosto para baixo, colando sua testa na minha. — Existe esse primo, amigo e homem incrível.
Eu sorri para minha mulher e a beijei. Fomos interrompidos por Tay e Bree, que a puxaram para curtir com as meninas um pouco. Mesmo relutante, eu a soltei. Fiquei ali do lado dos caras, conversando, tomando nossas bebidas e vendo nossas mulheres dançarem.
Mas, enquanto eu olhava para a minha mulher, sentia um par de olhos em mim. Quando nossos olhares se encontraram, Verônica levantou a taça na minha direção com um sorriso que eu não retribuí.
— Ela apareceu no hospital se oferecendo para estar aqui — a voz de Atlas chamou minha atenção. Dei um gole na minha bebida, desviei os olhos dela e me virei para meu amigo.
— Eu estava me perguntando o motivo de o Eli a ter convidado. Agora eu sei: ela não mudou nada.
— A Esther quase surtou quando soube. Ela deu trabalho para o meu sogro, pois queria deixar a Verônica careca. — Nós dois rimos.
— Que a Emma não escute isso. Se conheço bem minha mulher, ela ia adorar.
— A Sammy também. Ela já não queria a Verônica aqui só de saber pela Esther a história; imagina agora que ela se tornou amiga da sua mulher. — Ele apontou com o copo na direção das duas, que conversavam como se se conhecessem há anos.
— Sim. E tudo isso graças a você — ela disse, e eu a beijei.
Minha língua invadiu sua boca e ela a recebeu com a vontade de sempre. Apertei ainda mais seu corpo contra o meu, como se fosse possível nos fundir. Virei meu corpo, trocando de lugar com ela; desta vez, ela ficou contra a parede e eu a cobri com meu corpo.
Emma envolveu os dedos nos fios de cabelo da minha nuca, me puxando ainda mais para ela, intensificando o beijo. Minhas mãos subiram por seu corpo até pararem nos seus seios; era possível ver como aquilo a estava afetando.
Me esfreguei nela para mostrar que ela não era a única afetada, que o efeito dela em mim era instantâneo. Emma soltou um gemido do fundo da garganta.
— Querida… — murmurei ainda com a boca na dela, e ela só me respondeu com um “hum”. — Eu topo subir, se você também topar.
Emma riu entre meus lábios.
— E o que pretende fazer lá em cima? — ela perguntou. Separei nossas bocas para encará-la. Eu sei que talvez esse não fosse o lugar, nem o momento para o assunto, mas quando a pergunta dela veio, as palavras saíram da minha boca sem que eu pudesse filtrar:
— Te fazer minha.

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