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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 97

​Capítulo 97 — Antes do café

Emma Anderson

Acordei sentindo um peso sobre mim. Damien tinha os braços ao redor da minha cintura, me prendendo a ele, e o rosto enterrado nos meus cabelos. A lembrança dos últimos acontecimentos me atingiu em cheio.

A reconciliação, o casamento, a festa, a Fer, o convite do Dam, a surra na Verônica, minha primeira vez… senti meu coração acelerar ao pensar nisso. E, para finalizar, o Damien e os amigos agindo como homens das cavernas e nos carregando nos ombros como um bando de sacos de batatas.

Me virei com cuidado e olhei para ele. Damien dormia profundamente; ele, assim, nem parecia o cara arrogante que eu conheci, que me obrigou a assinar um contrato. Nesse momento, ele só parecia… meu Damien. O cara possessivo, sim, mas protetor. Dono da verdade e obcecado por controle, mas de um coração enorme e que não mede esforços para ajudar quem ama, nem se limita pra ajudar até mesmo quem ele jurou odiar um dia.

Tracei seu rosto com os dedos, passando por sua mandíbula, sentindo a barba por fazer. Encostei meu nariz no dele e o deslizei ali, em uma carícia que era dele, mas que hoje roubei para mim. Os braços dele se apertaram em minha cintura, me puxando ainda mais para ele.

— Bom dia, querida… — ele disse, com a voz rouca e arranhada do sono, mas extremamente sexy.

— Bom dia, amor… — sussurrei, dando um selinho demorado nele. Mas ele jamais se contentaria com um beijo simples; Damien levou a mão à minha nuca, me segurando, e tomou minha boca em um beijo intenso, a língua dele me invadindo e reivindicando a minha.

O beijo dele não era apenas um cumprimento; era um incêndio florestal que recomeçava com uma única faísca. Não consegui conter o gemido que escapou do fundo da minha garganta, e isso, para ele, soou como um convite.

Senti o peso do seu corpo se acomodar sobre o meu, e a urgência com que ele me buscava me fazia esquecer até do meu próprio nome.

— Damien… — gemi, minhas mãos se perdendo nos cabelos da sua nuca.

Ele não respondeu com palavras. Desceu os beijos pelo meu pescoço, mordiscando a pele sensível e deixando um rastro de fogo até meus seios. Damien os libertou da camisola com uma possessividade que me fazia arquear as costas, sua boca envolvendo meus mamilos com uma sucção firme que enviava choques elétricos diretamente para o meu ventre. Ele me explorava de todas as formas, com uma adoração que me fazia sentir a mulher mais desejada do mundo.

Senti a língua dele traçar um caminho úmido pela minha barriga até chegar ao meu centro. Quando ele me tomou ali, perdi completamente o contato com a realidade. Damien era mestre em me levar ao limite, usando a língua e os dedos em uma sinfonia de prazer que me fazia tremer inteira.

Mas eu não queria ser apenas o alvo daquele prazer. Queria marcá-lo também.

— Minha vez… — sussurrei, empurrando-o gentilmente pelos ombros.

Damien me olhou com os olhos nublados de desejo, surpreso pela minha ousadia, mas cedeu, deitando-se de costas.

— Quando isso aconteceu? — ele perguntou colocando os braços pra trás da cabeça e me olhando com malícia.

— No instante em que você me fez sua… — respondi me ajoelhando entre suas pernas, sentindo meu rosto esquentar, mas a vontade de possuí-lo falava mais alto. — Me avisa se eu estiver fazendo algo errado… — pedi em um fio de voz, segurando sua rigidez com as mãos trêmulas.

— Só não me morder que está tudo certo. — olhei para ele incrédula.

— Palhaço! — xinguei, Damien segurou meu cabelo com firmeza e o simples ato me fez gemer.

— Cuidado com a boca mocinha… — ele me beijou de forma possessiva, mordeu meu lábio inferior no final, o que me fez gemer novamente. Ele me soltou, e me deu a liberdade que eu queria.

O segurei com as duas mãos, e passei a língua da base até a ponta. Damien soltou um rosnado baixo, a cabeça caindo para trás no travesseiro. Comecei a provocá-lo, sentindo o sabor dele e a reação imediata do seu corpo. Ouvi seus gemidos graves, a forma como seus dedos se enterravam nos lençóis, e isso me deu uma confiança que eu não sabia que tinha. Eu o explorava com curiosidade e fome, o sentindo pulsar em minha boca.

— Emma… chega… porra, para… — ele arfou, as mãos indo para o meu cabelo, me afastando gentilmente. — Se você continuar, eu não vou conseguir me enterrar em você. E eu preciso disso agora.

Ele me puxou para cima com uma força bruta e deliciosa, me posicionando sobre ele. Eu o guiei para dentro de mim, soltando um suspiro longo ao sentir o preenchimento total. Comecei a cavalgá-lo, ditando o ritmo, sentindo cada centímetro dele me invadindo. Damien segurava meus quadris, me ajudando no movimento, seus olhos fixos nos meus como se quisesse ler minha alma enquanto nossos corpos se fundiam.

O prazer aumentou até se tornar insuportável. Eu via o suor brilhando na testa dele, ouvia meu nome sendo repetido como uma oração e, em um último movimento frenético, nós explodimos juntos. Desabei sobre o peito dele, nossos corações martelando em uníssono, envoltos no cheiro de amor e suor.

Estávamos ali, enrolados nos lençóis e rindo de alguma bobagem que Damien sussurrou, quando o som de batidas frenéticas na porta interrompeu o momento.

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