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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 98

Capítulo 98 — Escolho você

Tristan Blackwood

Eu estava decidido a não pensar em Giovanna, não me preocupar com nada disso. Se o filho fosse meu, beleza: eu assumiria. Mas era só isso.

Só que ela decidiu não facilitar para mim. A cretina tentou contra a própria vida para jogar sobre mim um peso que eu tinha certeza de que não era meu.

— Amor… — a voz da Bree chamou minha atenção. — Você precisa se acalmar.

— Me acalmar? Aubrey, sabe qual o meu desejo real? Era ir até aquele hospital, terminar o que ela começou e matá-la sem remorso! — Parei por um minuto, encarando minha mulher. — Me diz: quem tem coragem de tentar contra a própria vida estando grávida? Isso mostra bem o amor que ela já tem pela criança — falei, irritado.

Aubrey se aproximou de mim, abraçando minha cintura.

— Eu não faço ideia do que passou pela cabeça dela. Você só precisa se acalmar e decidir o que vai fazer — ela me disse, e a puxei mais para mim, colando nossos corpos.

— Eu vou até o hospital, como disse que faria. Mas quero um teste de DNA ainda hoje. Vou provar que aquela criança não é minha e apagar a Giovanna de vez da minha vida.

— E se for? — ela perguntou, e senti a insegurança em sua voz.

— Não é — respondi, sem hesitar. — Mas se for, vou cumprir com qualquer obrigação com a criança, e ponto. — Segurei o rosto dela entre minhas mãos. — Eu jamais voltaria para a Giovanna, nem mesmo por um filho. Minha mulher é você.

Bree deu um sorriso satisfeito para mim e me deu um selinho demorado.

— Te amo… — ela sussurrou.

— Também.

A porta do escritório de Noah abriu e por ela passaram Ozzie, Dam, Em, Fer e Esther.

— Falei com o hospital — Esther começou. — A Giovanna tomou doses altas de algumas medicações, mas eram sedativos, nada muito agressivo. Ela e o bebê vão ficar bem.

— Graças a Deus — minha mulher disse, de forma espontânea, e sorri para o jeito dela.

— Você viu sobre o teste de DNA? — perguntei.

— Sim, esse tipo de teste é feito a partir de nove semanas e o tempo dela é compatível.

— Perfeito. Então avisa que faremos, por favor — eu pedi.

— Eu já avisei, mas temos um problema — Esther avisou.

— Qual? — Ela respirou fundo antes de me responder.

— A Giovanna precisa autorizar e, segundo meu colega que a atendeu, ela disse que só vai fazer depois que o bebê nascer, pois não quer colocá-lo em risco.

— Cretina! — a voz de Dam cortou o ambiente. — Ela só quer ganhar tempo.

— Colocar em risco? Ela não pensou no bebê quando se entupiu de remédios — bufei irritado.

— Bem, infelizmente não podemos obrigá-la. A não ser que você entre com um pedido de paternidade; o Simon pode fazer isso para você. Ou… — Esther fez uma pausa.

— Ou o quê?

— Você vai até o hospital, conversa com ela pessoalmente e tenta convencê-la — minha amiga sugeriu, e senti o corpo de Bree enrijecer ao meu lado.

— Eu quero acabar logo com isso… — falei.

— Então vamos até lá — Ozzie disse. — Conversamos com ela, fazemos o exame e resolvemos logo esse problema.

Olhei para a Bree, eu já tinha decidido ir ao hospital, mas não queria deixá-la.

— Você vem comigo? — Ela me olhou, confusa.

— Claro, se quiser que eu vá. — Desci meus lábios até os dela e murmurei:

— Não quero ir sem você. — Senti seu sorriso.

Conversamos com o restante do pessoal, explicamos a situação e, é claro, tive o apoio dos meus amigos. A Savannah ficou responsável pelas crianças do Dam junto com a Ju. A Emma e a Fer decidiram acompanhar os namorados para fazerem companhia para a Bree.

Minha mulher e eu fomos no meu carro, e o restante com o Dam, no carro dele. A viagem até o hospital foi silenciosa; Bree se mostrava madura com toda a situação, mas eu via o medo em seus olhos. Chegamos ao hospital, fui direto à recepção, me apresentei e me levaram até onde a Giovanna estava.

— Entramos com você? — Ozzie perguntou.

— Acho melhor não. Eu entro com a Bree. — Segurei a mão da minha mulher. — Se eu notar que ela está relutante, eu busco reforços.

Damien colocou a mão no meu ombro antes de dizer:

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