Capítulo 110
Juan estava a um passo de enlouquecer, e enquanto isso, Ayla estava em casa, andando de um lado para o outro. Cada minuto que passava sem notícias de Juan a deixava mais ansiosa.
Não resistindo, Ayla finalmente, pega o telefone e liga para ele.
—Juan, você está bem?— ela quer saber.
A voz de Juan estava tensa, mas firme.
—Sim, estou. Estou cuidando de tudo aqui.— Ele diz simplesmente.
—O que você vai fazer?— Ayla indaga, curiosa e preocupada.
—Vou aumentar a segurança. Não vou deixar que ela nos intimide.— Juan diz, ainda encarando o caos ao seu redor.
Ayla suspirou, tentando manter a calma.
—Tudo bem, mas por favor, volte logo para casa.— Ela quase implora.
—Eu vou,— ele prometeu. —Assim que terminar aqui.
Após desligar, Juan se permitiu um momento para processar tudo. A sensação de estar sendo observado, a ameaça constante de Alison, tudo isso era demais para ele. Mas ele sabia que não podia fraquejar. Havia muito em jogo – sua empresa, sua vida, sua filha, e agora a vida que ele e Ayla estavam trazendo ao mundo.
Juan então saiu da empresa com a cabeça cheia de pensamentos. Dirigiu sem destino por um tempo, tentando clarear a mente, até que se viu parado no mesmo precipício onde havia confidenciado a Ayla seus segredos mais profundos. A vista do alto, que antes lhe trazia paz, agora parecia um lembrete da incerteza que cercava sua vida.
Ele acendeu um cigarro e começou a fumar compulsivamente, mais uma vez, tragando profundamente como se isso pudesse aliviar a tensão que sentia.
—Por que agora?— ele murmurou para si mesmo. —Por que quando tudo parecia finalmente estar se acertando?
Enquanto falava sozinho, ele se lembrou de todas as responsabilidades que também vinham com a paternidade. O medo de não estar à altura, de não conseguir proteger sua família, tudo isso o assombrava. Juan se perguntava se seria capaz de ser o pai que seu filho, ou filha, precisaria. E se ele falhasse? E se a presença de Alison significasse que sua família nunca estaria realmente segura?
Juan permaneceu ali, até que dirigiu de volta para casa, onde Ayla estava esperando ansiosamente por notícias. Quando entrou pela porta, foi recebido por Ayla, que correu para abraçá-lo.
—Estou tão feliz que você está bem,— ela disse, a voz trêmula.
—Eu também,— ele respondeu, segurando-a firme.
Ayla olhou nos olhos dele, vendo o lado sombrio que ela há tempos não enxergava, isso enviou calafrios sobre todo seu corpo.
—Juan, o que de fato aconteceu lá na empresa?— Ayla perguntou, a ansiedade evidente em sua voz.
Juan olhou ao redor no mesmo momento, como se estivesse procurando por algo invisível. Até que ele falou, por fim:
—Não acho que é seguro falar aqui dentro,— disse ele, estendendo a mão para ela. —Vamos para o jardim.
Ayla queria perguntar ao que ele se referia ao dizer que não achava a própria casa segura. No entanto, ela não teve tempo, porque Juan logo a começou a guia-la para outro lugar.
Eles então caminharam para fora, onde a lua cheia já iluminava o jardim com uma luz prateada. O ar fresco parecia aliviar um pouco a tensão presente nos ombros de Juan, mas Ayla ainda estava assustada.
—Você está me assustando, Juan,— ela disse, segurando a mão dele com força, enquanto ele continuava a olhar para todos os lados, como se buscasse por algo. —Juan.— Ayla chama sua atenção mais uma vez, cobrando por sua atenção.
Ao perceber o tom urgente na voz de Ayla, Juan finalmente olha para ela, sua expressão séria.
—Você contou a alguém sobre a gravidez? Alguém além de mim sabe?— Juan pergunta de repente.

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