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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 119

Juan saiu da sala como um furacão, a tensão evidente em cada músculo de seu corpo. Caminhou a passos largos até a sala de monitoramento, onde seus funcionários estavam atentos às telas de segurança. Ele não perdeu tempo, seguindo no automático e movido pela raiva e ódio que corriam rapidamente em suas veias.

—Preciso que rastreiem essa ligação agora,— ordenou Juan, assim que entra naquela sala.

Seus funcionários são pegos de surpresa pela sua chegada abrupta, mas logo se recuperam e assentem enfaticamente.

Juan j**a o telefone na mesa, ansioso e impaciente. Seu tom de voz e a expressão dura em seu rosto, não deixava espaço para perguntas.

Portanto, os técnicos rapidamente se puseram a trabalhar, teclando furiosamente sob seus monitores, enquanto analisavam o telefone de Juan. Eles tentavam encontrar qualquer pista que pudesse levar até Alison, qualquer coisa que mudasse a carranca perigosa no rosto do seu chefe.

O silêncio naquela sala era cortante, apenas o som das teclas e o zumbido dos monitores preenchiam o ambiente. Isso era tudo que Juan ouvia, com exceção dos seus fortes batimentos cárdicos e da maldita voz de Alison que seguia ecoando em sua cabeça, o enlouquecendo.

Após alguns minutos de espera, um dos técnicos finalmente se virou para Juan, mas a expressão no seu rosto não era o que Juan queria ver. Demostrava preocupação, frustração. E antes mesmo que ele pudesse falar qualquer coisa, Juan já cerrava seus próprios punhos.

—Senhor, não conseguimos rastrear a ligação.— O técnico finalmente fala o que Juan já previa. —Foi feita de um telefone pré-pago, provavelmente descartável.

No mesmo instante, Juan sente mais uma onda de frustração subir dentro de si. E com um grito de raiva, esmurra a parede, o impacto machucando seus dedos outra vez e fazendo o sangue escorrer pela sua mão.

Os olhos dos funcionários se arregalaram, mas ninguém ousou dizer uma palavra.

A verdade era que desde que aquilo tudo começou, Juan estava se forçando o suficiente para se manter focado, para não deixar sua raiva explodir dentro dele e ele levar tudo ao redor. Mas a questão era que cada dia estava mais difícil de se manter são, quando tudo ao seu redor lutava contra sua sanidade.

Mas ele lembrava que, no meio de todo aquele caos e tempestade torrencial, ainda existia algo que o prendia a esperança de dias melhores.

Por isso, respirando fundo, Juan volta para a sala onde Ayla o esperava. E logo que o vê, seu coração parece saltar do seu peito.

Ela vê Juan com a mão ensanguentada e o rosto duro, e isso doeu profundamente nela. O que não a dá opção além de correr até ele, o olhar cheio de preocupação, empatia e amor.

—Juan, o que aconteceu? Sua mão...,— disse ela, tentando pegar sua mão para examinar o ferimento e cuidar daquilo.

—Não é nada,— respondeu ele, claramente irritado e afasta sua mão por um momento.

Seus olhos evitavam os dela, a frustração ainda pulsando dentro de si. E ele odiava saber que cada dia que se passava, ele ainda se tornava mais inútil para ela. Se pergunta como poderia proteger Ayla e aquele bebê quando não podia controlar mais nada a sua volta.

Ax, que ainda estava naquela sala, observava toda aquela cena com curiosidade. E ele foi o único corajosos o suficiente para falar naquele momento e perguntar em voz alta:

—Então, Alison realmente ligou? O que ela queria?

Juan olhou para Ayla e Ax, respirando fundo. Seu olhar pausa em Ayla e ele percebe em suas íris castanhas que ela realmente está preocupada e também ansiosa por saber o que estava acontecendo. Seus olhos brilham o suficiente e revelam seu medo e empatia o suficiente para tocar diretamente no peito de Juan, o que o faz ceder logo em seguida e começar a falar.

—Sim, ela ligou. Ela disse que sabe que estamos procurando por ela e fez ameaças. Disse que está mais perto do que pensamos.— Juan resume simplesmente, sua voz fria e sombria. Os olhos vagos e distantes.

Ayla ficou pálida no mesmo instante, o terror evidente em seus olhos.

—Ela está nos ameaçando? Mas o que ela quer em troca?— Ayla pergunta.

Juan dá um sorriso sem graça, enquanto passa sua mão boa por seus cabelos, completamente apreensivo.

—Quer tudo que pertence a ela.— Juan diz, o sorriso em seu rosto revela sua frustração e o quão absurdo era aquilo. —Quer a família que é dela.

Ayla engole em seco no mesmo instante, o terror volta a cobrir, sabendo que Alison só poderia estar fora de si, e isso apenas significava que ela iria querer tirar Ayla da vida de Juan, de qualquer modo. Tudo que fosse necessário para retomar a família dela, ela faria.

—Ela está fora de si.— Juan continua, ao perceber o quão distante estava os pensamentos de Ayla. —Completamente perturbada, ao ponto de soar psicótica.

—E o que faremos, Juan?— Ayla continua. —Não podemos continuar assim.

Ax, ao lado dele, parecia ainda mais surpreso. De todas as coisas que ele imaginou que Alison poderia fazer ao retornar, querer aquela família de volta era sua última opção.

No entanto, Ax rapidamente recupera a compostura e com a voz determinada e as mãos no bolso, sugere:

—Não tem como rastrear essa ligação? Talvez possamos descobrir onde ela está.

Juan balançou a cabeça no mesmo instante, possesso. Sabendo que a sua única vantagem e opção também havia sido em vão. Ela continuava na frente.

—Acabei de tentar isso.— Juan disse

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