Capítulo 122
Juan percebe isso e respira fundo, tentando acalmar os nervos de todos ao seu redor.
—Vamos nos preparar para qualquer coisa. E vamos proteger nossa família. Custe o que custar.
—Temos que pensar em um plano de ação,— disse Ryan, olhando para todos. —Não podemos esperar que Alison faça o próximo movimento. Precisamos estar um passo à frente.
Amanda assentiu, ainda visivelmente abalada.
—Mas como vamos fazer isso? Como vamos encontrá-la?
—Tenho alguns contatos que podem ajudar,— respondeu Juan, pensando em Roni e outros aliados. —Mas precisamos ficar unidos e vigilantes. Não podemos dar nenhuma vantagem a ela.
Ax ficou em silêncio por um momento antes de falar:
—Mas é provável que ela tenha mais aliados. E se ela estiver mais preparada do que imaginamos?
Juan olhou para Ax no mesmo instante, a tensão agora crescendo entre os dois.
—Então, temos que estar mais preparados.— Juan resmunga entredentes. —E isso significa que todos precisam colaborar. Sem exceções.
Ax assentiu, mas Juan percebeu que algo ainda o incomodava. Ele sabia que não poderia confiar completamente em Ax, mas naquele momento, precisava de toda ajuda possível.
—Vamos preparar um esquema de segurança aqui,— disse Juan, voltando-se para Ryan e Amanda. —Quero câmeras em todos os cantos, alarmes nas portas e janelas. Nada pode passar despercebido. Teremos ao menos a vantagem de essa casa ser nova e Alison não sabe como tudo funciona.
—Vou cuidar disso,— respondeu Ryan, assentindo, sentindo a gravidade da situação.
—Obrigado,— disse Juan, o alívio evidente em sua voz. —Agora, vamos tentar descansar um pouco. Amanhã será um dia longo.— Disse Juan ao perceber o cansaço evidente no rosto do irmão.
Enquanto todos se dispersavam, Amanda sussurrou para Ryan.
—Estou com medo, Ryan. O que vamos fazer?
Ryan a abraçou apertado, tentando passar a segurança que ele não tinha.
—Vamos ficar juntos. Vamos proteger nossa família. Não vamos deixar que ela nos machuque.
Ainda com o peso da ameaça de Alison pairando sobre eles, todos tentaram encontrar um pouco de paz naquela noite sombria. Mas cada um sabia, no fundo, que a verdadeira batalha estava apenas começando.
Sendo assim, Amanda e Ryan guiaram Juan, Ayla até um quarto no andar superior. Juan buscara Emma no quarto do térreo e agora a levava em seus braços.
O corredor estava silencioso, apenas os passos ligeiros ecoando enquanto avançavam.
—Este é o quarto onde vocês podem ficar,— disse Amanda, abrindo a porta e revelando um quarto aconchegante com uma cama grande e um berço ao lado.
—Obrigada, Amanda,— disse Ayla, exausta, mas aliviada. —Vai ser bom finalmente descansar um pouco.
Ainda da porta, Juan olhou para Ryan, notando os sinais de cansaço e desgaste em seu irmão. Ryan estava visivelmente mais magro, a pele pálida, e suas mãos tremiam levemente em intervalos de tempo muito curtos.
Juan então chama seu irmão de lado antes de se despedirem.
—Como você está se sentindo, Ryan?— Juan perguntou, a preocupação evidente em sua voz.
Ryan tentou sorrir, mas o esforço em apenas aquele ato era completamente visível.
—Estou bem, Juan. Já esperava que tudo isso fosse acontecer.
Juan franziu a testa, ainda mais perturbado com o estado do seu irmão.
—Você parece cansado. E eu percebi suas mãos tremendo. Está mesmo bem?
Ryan suspirou. Só pensar em começar a falar sobre aquele assunto naquele momento, o deixava ainda mais exausto.

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