Capítulo 125
Ayla e Juan já estavam no carro, indo em direção a delegacia, quando decidiram discutir a melhor a melhor abordagem para aquela investigação junto a Diana.
—Juan— Ayla começa então, a voz suave e compreensiva. —Eu acho que seria melhor se eu fosse sozinha falar com Diana. Porque bem, você sabe, nossas questões são pessoais e complicadas. Você entende, não é?— Ayla sugeriu, tentando manter a calma, enquanto aguardava a resposta de Juan.
Ele apenas aperta o volante, claramente desconfortável enquanto tenta processar aquela ideia e a sugestão que ele considerava absurda.
E é quando ele finalmente responde:
—Ayla, eu não posso deixar você andar sozinha, especialmente enquanto estamos investigando algo tão perigoso, e principalmente após aquela ligação.— Juan deixa sua própria mandíbula rígida enquanto recordava de tudo aquilo.
A questão era que ele se sentia sem o controle algum daquela situação, à mercê da vontade de uma psicopata e aquilo tomava toda sua força para não explodir e levar tudo ao redor, sem pensar nas diversas consequências por trás de tudo.
—Juan, eu...— Ayla começa, tentando argumentar sobre a insegurança dele, mas logo Juan a interrompe.
A verdade era que ele estava muito certo do que queria e do que iria fazer. E nada iria fazer com que ele mudasse de ideia. Por isso, ele fala, por cima da frase de Ayla:
—Ayla, a Emma está em segurança na escola, com um segurança monitorando qualquer movimento. Mas não posso mandar um segurança para você, te seguindo por aí. Por isso, eu mesmo vou protegê-la. Eu quero garantir que vocês duas estejam 100% seguras, o tempo todo.
Ayla não consegue evitar o pequeno sorriso que passa a se insinuar em seus lábios ao ver o cuidado e proteção que Juan entregava completamente a ela.
—Então você será o meu guarda? Meu segurança particular?— ela pergunta, brincando e com um sorriso no rosto, tentando aliviar um pouco da tensão que os rodeia.
—Chame como quiser.— É tudo que Juan responde, sua voz firme, e séria. E sem espaço algum para recusa, como ele sempre agira.
Ayla então suspira, reconhecendo a determinação nos olhos de Juan e sabendo que ele já havia tomado aquela decisão há muito tempo.
—Tudo bem, Juan.— Ela cede, por fim. —Se isso realmente vai te deixar mais tranquilo, vamos juntos.
—Irá.— Ele diz simplesmente e então acelera mais um pouco com o carro, completamente impaciente e ansioso.
Dentro de alguns minutos, eles chegam à delegacia. De frente ao prédio, Ayla apenas para e respira fundo antes de entrar, se preparando psicologicamente para mais um encontro desastroso com sua irmã.
—Está pronta?— Juan sussurra ao seu lado, buscando sua mão.
Ayla desvia seu olhar na direção dos olhos de Juan e sente o seu aperto forte na mão dela. E só aquilo foi o suficiente para recarregar todas suas energias e enchê-la de coragem.
—Estou.— Ela murmura, a determinação vista no curto sorriso em seus lábios e logo, eles atravessam as portas iniciais daquela delegacia.
Assim que se encontram no lado interno, Ayla se afasta de Juan por alguns segundos, dirigindo-se à recepção. Cada passo era um lembrete do peso da apreensão que sentia ao pensar no reencontro iminente com sua irmã. A apreensão no ar era visível.
—Bom dia! Eu preciso falar com a delegada Diana,— Ayla disse à recepcionista, esforçando-se para manter a voz firme.
—Aguarde um minuto.— A mulher atrás do quadrado de vidro puxou um telefone fixo e fez uma ligação logo em seguida. O som dos dígitos sendo discados ecoou na sala silenciosa.
Ayla permaneceu esperando, a impaciência se transformando em uma mistura de ansiedade e determinação. Alguns minutos se passaram até que a recepcionista solicitasse seus documentos, analisando-os com atenção antes de finalmente encaminhar Ayla até a sala de Diana.
No entanto, antes de seguir adiante, Ayla voltou-se para Juan, seus olhos encontrando os dele com uma intensidade que transmitia a seriedade do momento.

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