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O Viúvo e a Babá romance Capítulo 76

Capítulo 76

Ayla é pega de surpresa pelo modo rude de Amanda, mas recorda que ela realmente tinha suas razões e também percebe que elas nunca haviam sido apresentadas oficialmente.

Ayla então encontra o olhar de Amanda com firmeza, suas próprias emoções borbulhando sob a superfície.

—Meu nome é Ayla— começou ela, sua voz firme apesar da tensão no ar. —E sim, eu tenho uma história no passado com Ryan e acredito que você sabe. Mas isso é tudo o que é: passado. Estou aqui por Juan, por você, pela família que compartilhamos.

A expressão de Amanda suavizou ligeiramente, mas a desconfiança ainda pairava em seus olhos.

—Me desculpe. Eu...— Amanda tenta, a voz baixa e parecia trêmula. —Meus sentimentos estão a flor da pele.—

—Tudo bem. Eu entendo.— Ayla fala do seu modo mais paciente e empático de sempre. —Você já tomou café hoje?

Amanda fica surpresa pela gentileza de Ayla, mesmo após ter sido tão rude com ela. E apenas nega com a cabeça.

—Honestamente, eu só lembrei disso agora.— Amanda assume.

—Então vamos tomar um café. Aqui mesmo e você já volta.

Amanda concorda e então ela e Ayla vão até o refeitório daquele hospital. Ayla não deixa de notar que Juan não se encontrava em nenhum daqueles corredores e a preocupação começa a preenche-la.

Mas logo sua atenção é tomada quando Amanda puxa uma cadeira de uma das mesas metálicas do hospital e pede para Ayla também sentar em sua frente. E logo, ela começa a conversar copiosamente.

—Foi surpreendente como o comportamento de Juan mudou da noite para o dia, quando você chegou— inicia Amanda, sua voz carregada de curiosidade e um toque de intriga.

Ayla se surpreende com aquela mudança de assunto, mas enquanto esperam seus cafés, decide responder, buscando desvendar um pouco mais do que Amanda se referia.

—Também foi surpreendente para mim, vê-lo mudar. Ainda é— confessa Ayla, sorrindo de leve enquanto observa mais pessoas chegando ao refeitório. —Ele era a pessoa mais rude e cretina que já conheci. Até que deixou de ser.

—Para mim, ele também foi.— Amanda brinca.

Ayla lança um sorrisinho compreensivo e assente com a cabeça. No mesmo instante, seus cafés chegam.

Enquanto Amanda adoça sua xícara, ela fala com uma pitada de melancolia na voz:

—O início é realmente mágico, não é?— ela murmura, perdida em suas próprias lembranças.

Ayla engole em seco, percebendo como a conversa estava se tornando um verdadeiro campo minado emocional para ela.

—Seu começo foi lendário, não é?— Ayla instiga, percebendo a necessidade de Amanda desabafar sobre seus sentimentos. Ela só não podia permitir que ela se sentisse sozinha nessa tormenta.

—Tudo foi tão perfeito— responde Amanda, um traço de tristeza se infiltrando em sua expressão. —Tão perfeito que a ideia de existir um sofrimento parecia tão distante. Dói que não tenha funcionado a longo prazo.

Ayla segura a respiração, antecipando a tempestade emocional que estava prestes a desabar sobre elas.

—Eu acho que tudo isso é parte da vida, mas não consigo evitar poder voltar no tempo e reviver todo o nosso começo. Mais uma vez— confessa Amanda, deixando transparecer sua vulnerabilidade.

—Isso é a prova de que você amou completamente cada segundo: você faria tudo de novo— pondera Ayla, buscando confortar a mulher perdida em sua frente.

Amanda sorri, embora a dor ainda esteja presente em seu semblante.

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