Ayla esperou paciente o que Sunny teria a dizer, mas sua irmã permaneceu calada, o que deixou Ayla ainda mais ansiosa e com uma sensação aterrorizante dentro dela. Porque bem, aquela era a vida de Ayla, não era?
Sempre um novo problema, um novo desafio, um novo coração partido. Mas a única certeza que Ayla tinha naquele ponto de sua vida, era que ela não aguentaria outra queda, não do lugar tão alto que ela estava prevendo chegar.
Ayla estava prestes a questionar Sunny diretamente, até que o silêncio tenso do quarto foi quebrado por outra coisa; o som da porta se abrindo novamente. Dessa vez, revelando a figura preocupada de Amanda.
Os olhos de Amanda varreram a cena diante dela, de Ayla para Ryan e de Ryan para Sunny, sua expressão uma mistura de surpresa e confusão.
—O que está acontecendo aqui?— perguntou ela, sua voz carregada de preocupação. —Quem é essa mulher?
Ayla sentiu um aperto no peito ao ver a expressão confusa de Amanda e Ayla se deu conta de que se permanecesse ali, seria pior. A verdade era que a família de Ryan já estava com problemas o suficiente.
Ayla sabia que sim, mais cedo ou mais tarde, precisaria esclarecer tudo que aconteceu nos últimos dias, mas não era o momento certo. Porque, antes disso, ela precisava ter uma conversa com sua irmã. Tentar entender o que de fato trazia Sunny até aquele hospital.
—Amanda, me desculpe. Essa é minha irmã, Sunny, ela acabou de chegar de viagem.— Ayla responde o mais direto e simples possível, e logo, engata outro assunto para poder sair daquele quarto o mais rápido possível.
Ayla então, olha para sua irmã:
—Sunny, podemos conversar lá fora por um momento?— sugeriu ela, sua voz calma, mas urgente e decidida.
Sunny assentiu simplesmente, seu olhar evitando o de Ayla enquanto ela se dirigia para fora do quarto. Ayla seguiu-a, fechando a porta atrás de si com um suspiro pesado.
Assim que estavam do lado de fora, Ayla voltou-se para sua irmã, seus olhos procurando os dela em busca de respostas.
—Sunny, o que está acontecendo?— perguntou ela, ansiosa, sua voz carregada de preocupação. —Por que você está aqui?
Sunny suspirou, seus ombros curvando-se sob o peso do mundo que carregava em seus ombros e dos segredos que ela carregava em seu peito.
—Nossa mãe...— começou Sunny e sua voz parecia cansada e nem um pouco segura como ela demonstrou ser na noite anterior. —Ela me disse que você precisou voltar para a cidade às pressas por causa do irmão do seu namorado, que acredito que seja aquele Ryan— a voz de Sunny estava vacilante, mas Ayla assentiu lentamente. —Ela ficou preocupada com você, então me pediu para vir aqui e ver se você precisava de algo.
Ayla franziu a testa, uma sensação de desconfiança surgindo dentro dela. Ela sabia que havia mais do que isso, que Sunny estava escondendo algo dela. Que aquele motivo não se revelava ser grande o suficiente.
—Isso é tudo?— perguntou Ayla, sua voz baixa e cheia de desconfiança. —Porque, pelo que recordo, você falou que jamais voltaria a cidade. Não consigo entender como isso, a preocupação por uma irmã recém descoberta, a faria mudar sua convicção tão facilmente.
Tão logo Ayla acaba de falar, Sunny responde prontamente:
—Você não entende. Se a minha mãe pediu, eu faço. Não existe nada que eu não faria por ela. Não depois de deixa-la sozinha por tanto tempo.
No mesmo instante, Ayla engole em seco. Ela sente-se culpada por muitas razões, a primeira e principal delas era por julgar Sunny tão gratuitamente assim e deixar que o seu egoísmo cegasse o quanto a vida havia sido dura e cruel com Andrea.

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