Amber
Voltamos para o hotel e, antes que eu pudesse abrir a porta do quarto, Leonardo me surpreendeu ao me pegar no colo com uma facilidade que só ele parecia ter. Um grito de surpresa escapou dos meus lábios, seguido por uma gargalhada.
"Leo, o que você está fazendo?!" exclamei, tentando não me debater muito.
"Entrando com minha esposa no quarto como manda a tradição," ele respondeu com um sorriso travesso.
"Você é louco," ri, enquanto envolvia meu braço ao redor do pescoço dele.
"Pode até ser," disse ele, sem perder o ritmo. "Mas não vou arriscar anos de azar por não cumprir isso como deve ser."
Eu apenas ri, me rendendo ao momento. Ele atravessou o quarto comigo nos braços, e foi só quando me colocou no chão que percebi o que estava ao nosso redor. Meu coração quase parou.
O quarto estava completamente transformado. Pétalas de rosas cobriam o chão e formavam um coração no centro da cama. Velas eletrônicas brilhavam suavemente, criando um clima intimista e acolhedor. Uma garrafa de champagne repousava em um balde de gelo ao lado de duas taças.
Olhei para Leonardo, incrédula. Ele estava encostado na porta, os braços cruzados e um sorriso satisfeito no rosto.
"Você achou mesmo que eu não ia querer a primeira noite de núpcias da senhora Martinucci?" perguntou ele, com um brilho divertido nos olhos.
Não consegui segurar a risada. "Você realmente pensou em tudo, não foi?"
"É claro que sim," respondeu ele, aproximando-se para me puxar pela cintura. Ele me segurou por um momento, me olhando como se eu fosse a única coisa que existisse no mundo. Então, com cuidado, me colocou no meio do coração de pétalas na cama.
"Quando você conseguiu fazer isso?" perguntei, ainda em choque.
"Quando estávamos nos vestiários," explicou ele, seu tom casual. "Mandei uma mensagem para a recepção."
"Esperto," murmurei, ainda rindo.
Ele pegou a garrafa de champagne, abrindo-a com um estalo e enchendo as duas taças. Entregou uma para mim com um sorriso que parecia esconder algo.
"Leo, você sabe que eu não posso," protestei, erguendo uma sobrancelha.
"Relaxa," disse ele, erguendo a própria taça para um brinde. "É sem álcool."
Sorri, balançando a cabeça. "Você realmente não para de me surpreender, senhor Martinucci."
"Nesse caso, espero continuar assim." Ele ergueu a taça. "À primeira noite das nossas vidas juntos."
"À primeira noite," repeti, tocando minha taça na dele.
"Oi, pequenos," ele disse, sua voz suave agora. "Vocês têm a melhor mãe do mundo. E eu prometo, vou sempre cuidar dela e de vocês."
Meus olhos se encheram de lágrimas ao ouvi-lo falar com nossos bebês. Havia tanto amor, tanto cuidado em cada palavra que ele dizia.
"Leo," chamei, minha voz quebrada pela emoção. Ele ergueu os olhos para mim, e o que vi neles era avassalador: um amor tão intenso, tão cru, que parecia arrancar o ar dos meus pulmões. "Você é tudo para mim," sussurrei, e minha voz tremia com a força da verdade que carregava.
Ele não respondeu. Não precisou. Em vez disso, inclinou-se para mim, seus olhos nunca deixando os meus, e me beijou. Mas esse não foi apenas um beijo. Era uma declaração em si, cheia de promessas que não precisavam ser ditas em palavras. Seus lábios encontraram os meus com uma urgência suave, uma necessidade que parecia se entrelaçar com a minha própria.
Suas mãos deslizaram pelo meu corpo, explorando cada curva com um toque reverente, quase como se estivesse me redescobrindo. Seus dedos desenhavam linhas invisíveis em minha pele, e cada carícia era uma confissão silenciosa de tudo o que ele sentia.
"Você não faz ideia," ele murmurou contra meus lábios, sua voz rouca e carregada de intensidade. "Do quanto você significa para mim, Amber. Do quanto você me salvou."
Senti meu coração acelerar, uma onda de calor me inundando enquanto suas palavras se infiltravam em mim. "Eu te amo, Leo," respondi, minha voz mal saindo como um sussurro. "De um jeito que não sei explicar."
Ele afastou o rosto por um momento, apenas o suficiente para me encarar, seus dedos traçando meu maxilar com uma delicadeza que contrastava com a intensidade em seus olhos. "Você não precisa explicar. Eu sinto."
Sem esperar mais, ele desceu os lábios pelo meu pescoço, deixando um rastro de beijos que enviavam arrepios pelo meu corpo. Suas mãos se moveram para minha cintura, apertando suavemente, enquanto seu corpo se inclinava sobre o meu, nos alinhando perfeitamente.
Cada movimento dele era uma combinação de desejo e cuidado, uma dança entre paixão e proteção que me fazia perder o fôlego. Ele não apenas me tocava; ele me adorava, como se estivesse gravando cada detalhe em sua memória.

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