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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 140

Alex piscou devagar, provocador.

Ela riu na hora. Um riso leve, gostoso, que escapou antes que pudesse conter. Acabou levando a mão ao rosto, tentando abafar a risada sem sucesso.

— Credo, Alex… — ela empurrou de leve a mão estendida. — Suas cantadas são horríveis.

Ele inclinou o rosto, aproximando-se só o suficiente para ela sentir a mudança de ar entre eles.

— Não é cantada. — disse baixo, a voz quase rouca. — Só estou tentando te fazer sorrir. Você chorou demais na madrugada.

A sinceridade pegou ela desprevenida. Ísis piscou, perdida por um segundo.

Alex voltou a mexer a massa, o antebraço firme enquanto girava a frigideira. Mas sua voz veio mais baixa, mais segura.

— Até porque, quando eu quero… — ele virou a panqueca com um movimento preciso — …eu sei exatamente como encantar uma mulher.

Ísis sentiu o estômago revirar. Cruzou os braços de novo, mas agora era um gesto de defesa.

— Ah, é? — Ela voltou a sentar na banqueta, tentando parecer indiferente. — E o que você acha que está fazendo comigo agora?

Alex colocou duas panquecas no prato, jogou mel por cima devagar, como se fizesse aquilo há anos. Empurrou o prato na direção dela, sobre a ilha.

— Mostrando que, além de conquistador barato, também sou um ótimo cozinheiro. — sorriu de canto. — Experimenta.

Ísis pegou o garfo e deu uma mordida.

Fechou os olhos por um instante, saboreando.

— Hm… acho que precisa de mais mel.

Ela lambeu o canto do lábio, distraída. Alex percebeu demais.

Ele entregou o frasco. Ela colocou um pouco mais, provou de novo.

— Nossa, agora sim. — Ela sorriu, genuinamente surpresa. — Está muito boa.

Alex a observou comer. Observou de verdade. Os olhos seguiram a forma como ela mordia o garfo, como o cabelo úmido tocava a camisa dele. E então soltou, do nada.

— Quanto tempo faz que você ficou viúva?

A garfada dela parou no ar. A expressão endureceu por um segundo.

— Bastante. — respondeu apenas, voltando a comer rápido, como se o movimento pudesse evitar a conversa.

Alex contornou a ilha e parou ao lado dela. Não falou nada no começo. Só ficou ali, olhando.

Ela sentiu.

— Que foi? — perguntou, desconfortável, mexendo o prato sem necessidade.

Alex inclinou a cabeça devagar, os olhos fixos nela.

— Está sujo de mel aqui. — disse, tocando o canto dos lábios dela com o polegar.

O corpo dela congelou.

Ele limpou devagar, passando o dedo com cuidado… talvez cuidado demais. Primeiro olhou os lábios dela. Depois levantou os olhos para os dela.

O ar pareceu prender entre os dois.

— Quando uma mulher fica muito tempo viúva do parceiro que amava… — ele falou baixo, sem tirar a mão do rosto dela — …ela cria uma casca. Começa a achar que dá conta de tudo sozinha. Esquece como é ser cuidada.

Ísis ficou imóvel. Sem respirar direito. Sem saber se afastava ou se chegava mais perto.

— Nesse momento — Alex continuou — o chaveiro já deve estar trocando a fechadura da sua porta.

Ela arregalou os olhos.

— O quê? — perguntou, surpresa, a mão ainda segurando o prato.

Alex deu um sorriso breve.

— Quando eu quero surpreender uma mulher, eu faço com atitudes. Não com cantada ruim.

O olhar dela vacilou. Desmontou. Caiu sobre ele de um jeito que ela não queria que acontecesse.

Ele finalmente baixou a mão.

— Agora está limpo. — disse simples, como se não tivesse acabado de provocar um incêndio inteiro nela.

Deu um passo pra trás, mas seus olhos ainda estavam acesos.

— Alex! — ela falou, chocada. — O que você está fazendo? Me coloca no chão!

Duck começou a latir, andando em círculos ao redor deles, agitado.

Alex virou o rosto para o cachorro.

— Duck. Cama. — disse com firmeza.

O cachorro parou, sentou… e obedeceu.

Ainda indignada, Ísis tentou sair do colo dele, mas Alex a segurou com cuidado sem prender, mas também não soltando.

Ele a levou até o sofá e sentou, mantendo ela no colo dele. O corpo dela encaixou nele de um jeito que os dois sentiram.

Eles ficaram ali, silenciosos. Olho no olho. Respiração quente, misturada.

Alex levou a mão ao rosto dela novamente, passando o polegar devagar pela bochecha.

Depois inclinou o rosto… e cheirou o cabelo dela.

Devagar.

Depois o pescoço.

Ela estremeceu inteira.

— Eu vou ter muito gosto em cada dólar que eu gastar com esse cabelo. — murmurou, quase sorrindo contra a pele dela. — Foi uma das primeiras coisas que me encantou em você naquela boate.

Ísis afastou um pouco o rosto, confusa.

— O que você está falando, Alex? Você surtou de vez?

Ele a olhou fundo, sem desviar.

— Eu surtei no momento em que meus olhos encontraram você. — disse com uma honestidade que fez o estômago dela virar. — E logo entendi que você seria minha. — A mão dele deslizou para a nuca dela, suave, firme. — Eu quero você, Ísis. Quero te conhecer melhor. Quero cuidar de você. Quero um relacionamento sério com você.

Ela piscou várias vezes, como se o cérebro não conseguisse processar.

— Você está louco mesmo. — a voz saiu tremida. — Nos conhecemos há menos de vinte e quatro horas e você acha que eu vou acreditar nisso?

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