Assim que Liam e Olívia chegaram na Private Residence, a única casa daquela ilha, o sol do meio-dia iluminava tudo com um brilho quase cinematográfico. Eles atravessaram a porta principal e uma brisa salgada preencheu o ambiente, trazendo consigo o cheiro suave do paraíso que agora lhes pertencia.
Olívia caminhou alguns passos à frente e parou, completamente hipnotizada.
A piscina gigantesca se estendia diante dela, de borda infinita, como se derramasse direto no oceano azul-turquesa. O reflexo da água dançava nas paredes de vidro, criando desenhos de luz que faziam tudo parecer um sonho caro demais para ser real.
Ela levou a mão ao peito, emocionada.
— Meu Deus… eu não acredito que ele alugou essa ilha só pra gente. — murmurou, sem conter o sorriso. — Liam… isso aqui é…
Mas antes que terminasse, ele já estava atrás dela.
Liam envolveu a cintura de Olívia com uma mão firme, puxando-a suavemente para perto, o corpo quente contrastando com a brisa fresca que vinha do mar. Aproximou os lábios do ouvido dela, a voz baixa, rouca daquele jeito que arrepiava a pele inteira.
— Vamos viver dias incríveis aqui… — sussurrou, fazendo os olhos dela se fecharem por um segundo. — Dias tão intensos que vão ficar tatuados na sua memória. — Os dedos dele deslizaram pela lateral do corpo dela. — Eu vou me perder em você, Olívia.
Ela se virou lentamente, colocando as mãos abertas no peitoral dele, sentindo a força, o calor e o homem que agora era seu por inteiro. Os olhos dela brilhavam não só pelo desejo, mas por algo muito mais profundo.
— Eu não imaginava estar vivendo esse momento com você… — disse, com um sorriso que misturava emoção e surpresa. — Você está me surpreendendo, amor. Com tudo. — Respirou, a voz suave porém firme. — O meu sonho de menina… aquele de ter uma família, um casamento sólido, cheio de amor como o dos meus pais… ele começou ontem. Começou naquele piano, Liam.
Ele ficou imóvel, ouvindo cada palavra.
Olívia subiu a mão para o rosto dele, acariciando com carinho.
— Esse Liam… — sorriu. — Esse Liam eu quero pra sempre na minha vida. — Um brilho úmido surgiu nos olhos dela. — Nós seremos felizes até que a morte nos separe.
Liam segurou o rosto dela com as duas mãos e a beijou. Primeiro devagar. Depois profundo. Um beijo cheio de fome, de promessa, de futuro.
Quando os lábios se separaram, ele encostou a testa na dela, ainda respirando perto demais.
— Vai se trocar, meu amor… — murmurou, passando o polegar pela boca dela. — Já está na hora do almoço… e meu amigão aqui acabou de acordar. — A mão dele deslizou até o ventre dela. — E nosso filho está com fome.
O sorriso de Olívia se abriu inteiro. Radiante, apaixonado, absolutamente feliz.
Um tempo depois, Olívia estava diante do espelho do closet, ainda com o cabelo úmido do banho, passando protetor solar no corpo de forma sensual. Havia escolhido a arma mais perigosa daquele dia: um biquíni minúsculo, fio dental, branco com detalhes dourados, e uma saia de praia leve e translúcida, pronta para dançar com o vento.
Liam apareceu na porta, encostado no batente, braços cruzados, apenas observando.
Descalço, usando um shorts de banho escuro e uma camisa de linho aberta que deixava o peito tatuado à mostra, ele a devorava com os olhos lentamente e descaradamente.
— Se você continuar desse jeito… — a voz dele veio grave, baixa, carregada de ameaça carinhosa — nem vamos conseguir chegar ao nosso destino.
Ela encontrou o olhar dele pelo espelho e sorriu de canto, provocante.
— Não estou fazendo nada, mozão. — disse, prendendo o cabelo em um coque bagunçado, deixando alguns fios caírem ao redor do rosto. — Me ajuda a passar nas minhas costas?
Ele se aproximou devagar, passos silenciosos, olhar enigmático. Parou atrás dela, uma mão pousando com firmeza na cintura, os dedos roçando de propósito na pele quente.
— Você é uma diabinha em forma de anjo… e adora me provocar. — Ele inclinou o rosto e encostou os lábios no ombro dela, respirando o perfume misturado ao protetor solar. — Eu vou te dar tanto prazer… — murmurou contra a pele, a voz grave vibrando direto no corpo dela — que você vai implorar pra parar… porque não vai se aguentar.
Os dedos dele subiram pela cintura dela com uma lentidão calculada, como se marcassem território sem precisar apertar.
Um sorriso lento, perigoso e cheio de promessa se abriu no rosto dele antes de pegar o protetor solar e colocar um pouco nas mãos.
— Eu não esqueço de nada, Olívia… — sussurrou enquanto espalhava o protetor nas costas dela com movimentos lentos, quentes, perfeitamente controlados.
As mãos desceram, contornando a curva da coluna até chegarem ao quadril.

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