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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 163

Laura respirou fundo outra vez.

— Muita das vezes, depois… do sexo… — fez uma pausa — …eu dormia. E ele ficava acordado só pra não perder a hora de eu voltar para o quarto, mesmo colocando o celular para despertar. — os olhos marejaram. — Ele cuidava de mim. Do jeito que dava.

Olívia apertou de leve a mão dela. Ísis descruzou as pernas e se inclinou um pouco para frente, totalmente presente.

— Mas eu tinha muito ciúme da Marcela. — Laura disse, o tom mudando. — Eles estudavam juntos. Conversavam o tempo todo. — deu um riso sem humor. — Aquilo me corroía. — Ela suspirou. — Teve uma vez que eu perdi o controle quando ela enviou um nudes. Discutimos feio. Depois conversamos… — deu de ombros — … e terminamos na cama. Ele dizia que eu era suficiente, que ela não significativa nada pra ele. Que eu o satisfazia em tudo. Mas hoje eu vejo que ele fingia que estava tudo bem. Mas não estava.

O silêncio se instalou pesado.

— Hoje eu sei que, com o tempo, ele foi se cansando dos meus ciúmes. — concluiu, com honestidade crua. — E eu… comecei a sentir medo de perder.

Laura finalmente olhou para as duas. Olívia estava chorando em silêncio. Ísis mantinha os olhos marejados, mas firmes. Nenhuma das duas disse nada. Porque, naquele momento, escutar era a única forma de amor possível.

Ela respirou fundo, como se cada palavra exigisse atravessar algo ainda aberto demais por dentro.

— Quando eu descobri que estava grávida… — a voz falhou antes de continuar — …eu fiquei feliz. Muito feliz.

As lágrimas começaram a descer sem que ela tentasse contê-las.

— Contei pra ele chorando. Achei que ele fosse entrar em pânico. No começo, se assustou… — um sorriso frágil surgiu — …mas depois mudou. Ele falava com o bebê. Beijava meu ventre. Fazia carinho como se já estivesse tentando proteger alguém que ainda nem tinha chegado ao mundo.

Olívia sentiu o nó na garganta apertar de vez. Levou a mão à boca, os olhos marejados.

— Ele dizia que ia assumir tudo. — Laura continuou. — Que enfrentaria minha mãe, meu avô… e principalmente meu irmão.

Ela respirou fundo antes de seguir, como se a lembrança pesasse mais dali em diante.

— Edgar ia me ver no internato uma vez por semana. — explicou. — Esses colégios antigos sempre têm uma capela principal… e um oratório menor, quase esquecido. — fez um gesto vago com a mão. — Fica isolado, silencioso, perto da antiga horta. Quase ninguém ia lá.

Ísis ajeitou-se na poltrona, o olhar atento, respeitoso.

— Eu dizia que ia rezar. — Laura continuou, com um sorriso triste. — Nunca levantava suspeita. — engoliu seco. — Era ali que a gente se encontrava. — baixou o olhar. — E, que Deus me perdoe… transamos várias vezes lá, eram momentos intensos. O medo de sermos descobertos, a adrenalina… tudo isso fazia parecer que estávamos lutando contra o mundo juntos.

O quarto ficou em silêncio por alguns segundos.

— Na semana em que ele disse que ia falar sobre a gravidez… — a voz dela baixou — …ele não apareceu. — Laura fechou os olhos. — Lembro que naquele dia a madre superiora me chamou. Me deu um sermão. Eu cheguei atrasada ao oratório… e ele não estava lá. — respirou fundo. — Achei que tivesse ficado preso na faculdade. Eu sempre arrumava uma explicação pra não duvidar.

Ela abriu os olhos novamente, marejados.

Capítulo 163 - A Dor Que Não Teve Voz 1

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