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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 164

Edgar chegou à mansão exausto. O silêncio da casa contrastava com o caos que ainda pulsava dentro dele.

Marcela estava sentada no sofá, a postura rígida, os braços cruzados, o rosto marcado por irritação e cansaço.

— Você tem noção do quanto foi difícil fazer a Luna dormir? — disse sem rodeios. — Ela ficou esperando pelo pai que prometeu aparecer… e não apareceu.

Edgar respirou fundo, passando a mão pelo rosto.

— Marcela, eu não estou com cabeça para cobranças agora.

Ela se levantou de um salto.

— Então você acha normal o que fez? Passar a noite fora de casa? — rebateu. — A nossa filha ficou chorando, Edgar.

— A Luna vai precisar se acostumar — respondeu, firme. — Eu não vou estar em casa todas as noites. Você sabia disso desde que voltamos. Nós combinamos que resolveríamos nossa situação. — Ele a encarou diretamente. — Ou melhor… nossa situação já está resolvida. Nós só não vamos mais conviver na mesma casa.

Marcela riu, incrédula.

— Você está abandonando a nossa filha por causa dela? — cuspiu as palavras. — Daquela mulher que claramente não quis nada com você… e que acabou com a vida do seu filho?

O olhar de Edgar escureceu.

— Não coloque a Laura nisso. — disse, controlando a voz. — Você sabe muito bem que eu só prolonguei minha permanência nossa convivência por causa da sua depressão. — aproximou-se um passo. — Que está tratada. E por causa da Luna. Que já vem fazendo terapia há muito tempo exatamente para não levar um choque quando eu me mudasse de vez.

Marcela se aproximou dele, os olhos brilhando de raiva.

— Você está destruindo nossa família. — acusou. — Eu estive com você desde sempre. Te ajudei quando você não tinha nada. E agora que voltamos para Nova York, que você prosperou, quer me largar para ficar com uma assassina?

— Cuidado com a sua língua. — Edgar respondeu, frio. — Eu sou grato por você ter estado comigo no pior momento da minha vida. Mas nunca aceitei um centavo seu. Nunca aceitei a fortuna do seu pai. — respirou fundo. — Minha faculdade eu terminei de pagar com o seguro que meu pai deixou. Eu fiz bicos, trabalhei, me virei para nos sustentar. No início você não tinha a vida de luxo que estava acostumada, mas não te faltou nada. — sustentou o olhar. — Você mudou de país e ficou ao meu lado, porque quis. Eu nunca te forcei a nada. Sempre fui verdadeiro com você.

Ela deu um passo à frente, aproximando-se demais.

— E mesmo não tendo mais um relacionamento com você, sustento todos os seus luxos, não deixo faltar nada pra você nem pra Luna. — continuou ele. — Não sou um pai ausente. Faço de tudo pela nossa filha. Inclusive conviver com você, cuidar de você, respeitar você… mesmo sem estarmos juntos. — a voz falhou por um segundo. — Mas não existe mais um relacionamento aqui.

Marcela, num impulso desesperado, agarrou o pescoço dele, tentando beijá-lo.

— Amor… — murmurou. — Não faz isso. Não desiste da nossa família. Eu te amo mais que tudo. Eu posso amar por nós dois. — a voz saiu quase suplicante. — Nós damos certo, principalmente na cama. Temos uma filha. Ela vai sofrer com a separação.

Edgar segurou os braços dela e se afastou com firmeza.

— Não faz isso, Marcela. — disse, sério. — Eu tentei fazer isso dar certo. Nunca te enganei. Sempre deixei claro que o grande amor da minha vida é a Laura. — respirou fundo. — Dei uma oportunidade pra gente. Mas não existe amor da minha parte.

Ela abriu a boca para retrucar, mas ele continuou.

— Eu sempre disse que filho é algo sério. Um vínculo eterno. — a voz suavizou ao falar da menina. — A Luna veio numa situação que fugiu do controle. Você estava mudando de remédio e nós nos embebedamos muito naquela festa, com isso não usei preservativo. E a mesma história se repetiu. Você sabe muito bem que nunca deixei de me previnir, mesmo você tomando anticoncepcional. Mas eu agradeço a Deus todos os dias pela vida dela. Eu amo nossa filha. Dou minha vida por ela. Você sabe disso.

Marcela gritou, fora de si.

— Você não vai ficar com a Laura! — apontou o dedo. — Eu não vou deixar! Vai ter que escolher entre ela e a sua filha. — a voz subiu. — Se você insistir nisso, eu faço um inferno na sua vida. A Luna nunca vai aceitar outra mulher tomando o meu lugar.

Edgar a encarou, exausto.

— Você está fora de si. — disse, contido. — Eu não vou discutir assim.

Marcela avançou, mas foi interrompida por uma voz pequena e doce.

— Papai!

Luna surgiu correndo pelo corredor e se jogou nos braços dele.

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