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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 165

O carro parou diante da entrada principal da mansão dos Holt e, antes mesmo que o motorista abrisse a porta, Frederico já vinha em passos apressados, o semblante sério demais.

— Minha menina… — disse assim que Laura desceu. — Como você está?

— Estou bem meu veinho. — disse Laura, dando um beijo no rosto do avô. — Fica calmo, não quero que o senhor passe mal.

Olga veio logo atrás, abraçando-a com cuidado, como se ela fosse de vidro.

— Meu amor, ficamos muito preocupados com você. — murmurou, segurando o rosto da neta com carinho. — Está tudo bem agora?

Laura respirou fundo, forçando um sorriso controlado.

— Estou, vó. Foi só uma crise de ansiedade. — disse, firme o suficiente para soar verdadeira e a abraçou. — Acho que estou nervosa com a inauguração da clínica. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Frederico estreitou os olhos, avaliando-a em silêncio. Conhecia aquela neta desde sempre. Mas decidiu não pressionar.

— Se for isso, é compreensível. — disse por fim. — Você sempre se cobra demais.

Olga então virou-se para Olívia e Liam, tentando aliviar o clima.

— E vocês? — perguntou, com um sorriso doce. — Como foi a lua de mel em Seychelles?

Os olhos de Olívia brilharam imediatamente.

— Foi incrível, vó Olga. Muito além do que eu imaginei. — respondeu, sincera. — Um lugar lindo, tranquilo… parecia outro mundo. Liam me surpreendeu.

Frederico analisava os dois.

— Vocês estão radiantes. — sorriu de canto. — Vejo que meu presente fez sucesso, minha jovem.

Liam cruzou os braços, relaxado.

— Estou satisfeito. — disse, com aquele meio sorriso provocador. — Comi muito bem por lá.

O silêncio durou meio segundo. Depois, Olívia corou na mesma hora.

— Liam… — repreendeu, sem conter o sorriso envergonhado.

Frederico soltou uma risada curta.

— Ainda bem que aproveitaram. — comentou Frederico, com um sorriso carregado de lembranças. — Lua de mel é pra isso mesmo. Nunca vou esquecer as que eu e a Olga fizemos.

Olga sorriu de leve, cúmplice, e tocou de forma suave o braço de Laura.

— Acho melhor entrarmos antes que seu avô comece a se empolgar demais. — disse com doçura, já indicando o caminho para dentro da mansão.

Eles entraram na mansão. Érica surgiu da sala de jantar.

— O almoço está servido. — anunciou. — Mandei fazer tudo o que você gosta, filha.

Laura virou-se lentamente para a mãe, o olhar firme.

— Se está tentando compensar a atitude ridícula que teve no hospital com um almoço… — disse sem elevar a voz — …não vai conseguir.

O clima pesou.

Olívia pigarreou de leve e tocou o braço da cunhada.

— Vou subir para arrumar minha mala. — disse com delicadeza. — Vem comigo?

Laura assentiu na mesma hora.

— Vou sim.

— Vocês não vão almoçar? — perguntou Olga, surpresa. — Ficamos esperando vocês.

— Já almoçamos vó, desculpa por não ter avisado. — respondeu Liam. — Eu vou passar na empresa agora e depois sigo para casa.

Ele se aproximou de Olívia, deu-lhe um beijo rápido.

— Qualquer coisa, me liga. — disse, acariciando o ventre dela.

— Até mais tarde, Mozão. — ela respondeu sorrindo.

Liam se despediu da irmã, dos avós, lançou um último olhar atento para Laura… e saiu.

O silêncio ficou.

Érica se aproximou da filha.

— Você está muito calada. — comentou. — Aliás, veio o caminho todo assim. O que houve?

Ísis apoiou o cotovelo no braço da poltrona.

— Uma mentira pode acabar com a vida de uma pessoa. — disse, pensativa.

Alex demorou alguns segundos antes de responder, sentindo o peso da frase.

— Por que está falando isso? — perguntou arrumando o travesseiro.

— Estava pensando na história da Laura e do Edgar. — respondeu. — Ele aparece depois de anos com a vida feita, morando com a mãe da filha, sendo pai… e tudo vira um caos. Mas uma coisa é certa: ele ama a Laura. Isso é notório.

Alex suspirou.

— É por isso que eu não aceito mentira. — disse, sério. — E não perdôo. — Depois, suavizou o tom, abrindo os braços. — Agora vem cá. — chamou. — Deita um pouco comigo. Vamos aproveitar que a Olívia te dispensou e dormir um pouco. — sorriu de canto. — Passar a noite inteira no hospital me deixou quebrado. Me dê um chamego aqui, vai.

Ísis hesitou um segundo. Depois se aproximou.

— Você está ficando um tremendo de um abusado. — disse sorrindo.

Mais tarde, a biblioteca da mansão dos Holt, estava mergulhada em silêncio.

Frederico permanecia sentado em sua poltrona favorita, os óculos apoiados no nariz, concentrado na leitura.

Olívia surgiu à porta, hesitou por um instante antes de entrar.

— Vovô Frederico… — chamou com suavidade. — Podemos conversar um pouco?

Ele ergueu os olhos devagar, fechou o livro com cuidado e pousou-o sobre a mesinha lateral. O olhar firme, atento, repousou sobre ela.

— Claro, minha jovem. — respondeu com calma. — Sente-se.

Olívia caminhou até a poltrona ao lado da dele e sentou-se, mantendo a postura respeitosa, mas visivelmente apreensiva. As mãos se entrelaçaram no colo. Frederico inclinou levemente a cabeça, estudando-a.

— O que a preocupa, Olívia?

Ela respirou fundo antes de falar, escolhendo bem as palavras.

— Vovô… — a voz saiu baixa, sincera. — Qual é o verdadeiro motivo dos pesadelos do Liam?

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