O carro parou diante da entrada principal da mansão dos Holt e, antes mesmo que o motorista abrisse a porta, Frederico já vinha em passos apressados, o semblante sério demais.
— Minha menina… — disse assim que Laura desceu. — Como você está?
— Estou bem meu veinho. — disse Laura, dando um beijo no rosto do avô. — Fica calmo, não quero que o senhor passe mal.
Olga veio logo atrás, abraçando-a com cuidado, como se ela fosse de vidro.
— Meu amor, ficamos muito preocupados com você. — murmurou, segurando o rosto da neta com carinho. — Está tudo bem agora?
Laura respirou fundo, forçando um sorriso controlado.
— Estou, vó. Foi só uma crise de ansiedade. — disse, firme o suficiente para soar verdadeira e a abraçou. — Acho que estou nervosa com a inauguração da clínica. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.
Frederico estreitou os olhos, avaliando-a em silêncio. Conhecia aquela neta desde sempre. Mas decidiu não pressionar.
— Se for isso, é compreensível. — disse por fim. — Você sempre se cobra demais.
Olga então virou-se para Olívia e Liam, tentando aliviar o clima.
— E vocês? — perguntou, com um sorriso doce. — Como foi a lua de mel em Seychelles?
Os olhos de Olívia brilharam imediatamente.
— Foi incrível, vó Olga. Muito além do que eu imaginei. — respondeu, sincera. — Um lugar lindo, tranquilo… parecia outro mundo. Liam me surpreendeu.
Frederico analisava os dois.
— Vocês estão radiantes. — sorriu de canto. — Vejo que meu presente fez sucesso, minha jovem.
Liam cruzou os braços, relaxado.
— Estou satisfeito. — disse, com aquele meio sorriso provocador. — Comi muito bem por lá.
O silêncio durou meio segundo. Depois, Olívia corou na mesma hora.
— Liam… — repreendeu, sem conter o sorriso envergonhado.
Frederico soltou uma risada curta.
— Ainda bem que aproveitaram. — comentou Frederico, com um sorriso carregado de lembranças. — Lua de mel é pra isso mesmo. Nunca vou esquecer as que eu e a Olga fizemos.
Olga sorriu de leve, cúmplice, e tocou de forma suave o braço de Laura.
— Acho melhor entrarmos antes que seu avô comece a se empolgar demais. — disse com doçura, já indicando o caminho para dentro da mansão.
Eles entraram na mansão. Érica surgiu da sala de jantar.
— O almoço está servido. — anunciou. — Mandei fazer tudo o que você gosta, filha.
Laura virou-se lentamente para a mãe, o olhar firme.
— Se está tentando compensar a atitude ridícula que teve no hospital com um almoço… — disse sem elevar a voz — …não vai conseguir.
O clima pesou.
Olívia pigarreou de leve e tocou o braço da cunhada.
— Vou subir para arrumar minha mala. — disse com delicadeza. — Vem comigo?
Laura assentiu na mesma hora.
— Vou sim.
— Vocês não vão almoçar? — perguntou Olga, surpresa. — Ficamos esperando vocês.
— Já almoçamos vó, desculpa por não ter avisado. — respondeu Liam. — Eu vou passar na empresa agora e depois sigo para casa.
Ele se aproximou de Olívia, deu-lhe um beijo rápido.
— Qualquer coisa, me liga. — disse, acariciando o ventre dela.
— Até mais tarde, Mozão. — ela respondeu sorrindo.
Liam se despediu da irmã, dos avós, lançou um último olhar atento para Laura… e saiu.
O silêncio ficou.
Érica se aproximou da filha.
— Você está muito calada. — comentou. — Aliás, veio o caminho todo assim. O que houve?
Ísis apoiou o cotovelo no braço da poltrona.
— Uma mentira pode acabar com a vida de uma pessoa. — disse, pensativa.
Alex demorou alguns segundos antes de responder, sentindo o peso da frase.
— Por que está falando isso? — perguntou arrumando o travesseiro.
— Estava pensando na história da Laura e do Edgar. — respondeu. — Ele aparece depois de anos com a vida feita, morando com a mãe da filha, sendo pai… e tudo vira um caos. Mas uma coisa é certa: ele ama a Laura. Isso é notório.
Alex suspirou.
— É por isso que eu não aceito mentira. — disse, sério. — E não perdôo. — Depois, suavizou o tom, abrindo os braços. — Agora vem cá. — chamou. — Deita um pouco comigo. Vamos aproveitar que a Olívia te dispensou e dormir um pouco. — sorriu de canto. — Passar a noite inteira no hospital me deixou quebrado. Me dê um chamego aqui, vai.
Ísis hesitou um segundo. Depois se aproximou.
— Você está ficando um tremendo de um abusado. — disse sorrindo.
Mais tarde, a biblioteca da mansão dos Holt, estava mergulhada em silêncio.
Frederico permanecia sentado em sua poltrona favorita, os óculos apoiados no nariz, concentrado na leitura.
Olívia surgiu à porta, hesitou por um instante antes de entrar.
— Vovô Frederico… — chamou com suavidade. — Podemos conversar um pouco?
Ele ergueu os olhos devagar, fechou o livro com cuidado e pousou-o sobre a mesinha lateral. O olhar firme, atento, repousou sobre ela.
— Claro, minha jovem. — respondeu com calma. — Sente-se.
Olívia caminhou até a poltrona ao lado da dele e sentou-se, mantendo a postura respeitosa, mas visivelmente apreensiva. As mãos se entrelaçaram no colo. Frederico inclinou levemente a cabeça, estudando-a.
— O que a preocupa, Olívia?
Ela respirou fundo antes de falar, escolhendo bem as palavras.
— Vovô… — a voz saiu baixa, sincera. — Qual é o verdadeiro motivo dos pesadelos do Liam?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...