Liam manteve Olívia sentada em seu colo. As mãos firmes no rosto dela, os polegares úmidos pelas lágrimas que havia enxugado.
— Me diz, amor. — a voz saiu baixa, controlada. — O que está tirando sua paz?
Olívia respirou fundo, desviou o olhar por um segundo… e voltou a encará-lo.
— Eu queria te perguntar uma coisa. — disse, tensa. — A Trident não pode arrumar outra modelo para campanha?
O corpo de Liam ficou imóvel.
— Amor… — ele a observou por um segundo a mais, como se estivesse juntando peças invisíveis. — O que a Bárbara fez com você?
Ele suspirou, apoiando a testa na dela.
— Você sabe o que acontece quando se quebra um contrato. — respondeu com calma. — E, independente de qualquer coisa, a Bárbara é uma ótima profissional. — afastou-se um pouco, buscando o olhar dela. — Agora seja clara comigo. O que está acontecendo?
O silêncio se estendeu por alguns segundos.
— Nós estamos uma semana sem fazer nada. — Olívia disse de uma vez, a voz baixa, ferida. — E você nem tentou.
Liam a encarou com atenção.
— Sim, estamos. — confirmou. — Você passou mal. Estava extremamente sensível, ansiosa, chorosa… calada. E muito preocupada com a minha irmã. — fez uma pausa curta. — Mas o que mais está te fazendo mal é o que você não está me dizendo.
Ele roçou o nariz no pescoço dela, sentindo o perfume quente da pele, e deixou um beijo demorado ali.
— Eu não quis forçar nada. Respeitei o seu momento. — disse com firmeza, a voz baixa, segura. — Sexo tem que ser bom pros dois, amor. Não é obrigação.
Olívia engoliu seco. Os dedos dela apertaram levemente o tecido da camisa dele, como se buscassem equilíbrio. Ela evitou o olhar por um instante, respirou fundo… então ergueu o rosto, os olhos carregados de algo que misturava ciúme e insegurança.
— E você está levando isso numa boa? — perguntou, quase num sussurro, a voz trêmula apesar da tentativa de parecer firme.
Liam a encarou de frente. Passou o polegar devagar pela linha do maxilar dela, obrigando-a a sustentá-lo no olhar.
— Se eu disser que não sinto falta, vou estar mentindo. — respondeu sem rodeios. — Sinto e muito. — aproximou ainda mais o rosto, sério. — Mas, falo de novo… eu te respeito.
Ele inclinou levemente a cabeça, estudando cada microexpressão dela.
— Agora para de rodear. — completou, calmo, mas atento. — Vai direto ao ponto.
As lágrimas voltaram a cair.
— A Bárbara fez questão de me dizer sobre uma reunião que vocês tiveram. — a voz de Olívia tremeu. — Falou da cor da sua cueca. Disse que você estava… insaciável.
Liam ficou sério de imediato. Uma das mãos desceu instintivamente, repousando firme no bumbum dela, acariciando de forma lenta, enquanto o olhar escurecia.
— Ela insinuou mais alguma coisa? — perguntou, a voz baixa, controlada… perigosa.
Olívia assentiu, chorando.
— Porque ela vive dizendo que o nosso filho é dela, Liam. — levou a mão ao ventre. — Que você vai me descartar. Que vocês dois vão criar ele. — soluçou. — Eu nunca vou abrir mão do meu filho. Eu estou gerando, eu o amo mais do que qualquer coisa nessa vida. Eu o quis mesmo antes de ver o resultado do teste. — ergueu o olhar, desesperada. — Por que essa obsessão? Por que ela não tem o dela?
Liam segurou o rosto dela com as duas mãos, obrigando-a a respirar.
— Ei… — disse com firmeza. — Eu não consigo ver você chorando assim. — encostou a testa na dela. — Você esqueceu que a gente combinou que não esconderia nada um do outro?
— Você já tem tantos problemas… — ela murmurou. — A Laura…
— Quando a Bárbara falou com você? — interrompeu.
— No dia que voltamos da viagem. — disse, baixinho, e abaixou o olhar, como se a lembrança ainda a incomodasse.
Liam soltou um riso curto. Com dois dedos, segurou o queixo dela e levantou seu rosto com firmeza suficiente para obrigá-la a encará-lo.

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