Liam guiava os movimentos dela, mantendo as mãos firmes na cintura.
— Como eu senti falta de você… — disse, rouco. — Minha safada. Dá uma rebolada, vai.
O corpo de Olívia pareceu acender inteiro ao toque. Como se cada nervo despertasse ao mesmo tempo. Ela levou as mãos ao rosto dele e o puxou para um beijo urgente, carregado de saudade e necessidade. Não havia delicadeza ali, apenas a pressa de quem sentiu falta demais.
As bocas se encontraram com intensidade, como se um tentasse respirar dentro do outro. O ritmo entre eles se tornou instintivo, urgente, o vai-e-vem descompassado e a sala foi sendo tomada por sons abafados, respirações entrecortadas, gemidos que ela já não conseguia conter.
Então, batidas na porta.
— Amor a porta. — murmurou se contendo.
Liam não diminuiu. Pelo contrário. Segurou a cintura dela com mais firmeza, conduzindo o movimento com intenção clara, aproximando-a ainda mais, como se quisesse fazê-la esquecer completamente onde estava.
— Não se segura… — murmurou, rouco, perto demais.
Batidas na porta.
O som da voz dele misturado à intensidade dos movimentos fez com que Olívia perdesse o controle de vez, e os gemidos ecoaram pela sala, sem cuidado algum.
— Fica de quatro… estou quase gozando. — murmurou ele, rouco, a voz carregada de urgência.
Olívia já não pensava. As pernas trêmulas cederam, o corpo respondendo antes da razão. Tudo nela parecia sensível demais, exposto demais.
Os sons que escaparam deles não demoraram a preencher a sala. Respirações irregulares, gemidos baixos que foram ficando mais intensos, impossíveis de conter.
— Mais forte… Mozão— pediu ela, manhosa.
O momento explodiu para os dois quase ao mesmo tempo, como se aquela semana inteira de silêncio tivesse sido descarregada ali.
Olívia acabou deitada de lado no sofá, tentando controlar a respiração. Liam sentou-se do outro lado, os cabelos úmidos, a camisa marcada de suor, o peito ainda subindo e descendo rápido demais.
Quando o ar voltou aos poucos aos pulmões, ele girou o pulso e olhou o relógio.
— Temos dez minutos para um banho. — disse, com um meio sorriso cansado. — Vamos sair da reunião e ir direto para o chalé que reservei. Teremos dois dias inteiros para matar a saudade.
Olívia sentou-se e deu um selinho nele.
— Vou para a reunião até mais animada.
Ele soltou uma gargalhada gostosa e virou o rosto para ela, sério agora, mas cheio de afeto.
— Nunca mais esconda as coisas de mim, amor. — disse, com firmeza. — E que fique claro que eu não vou te trair. Eu não preciso de outra mulher para me satisfazer. Eu já sou completo com você.
O silêncio que os separou por dias, finalmente havia sido quebrado. Não com palavras, mas com verdade.
A noite seguia viva em Nova York. Do outro lado da cidade, um carro avançava suave pelas ruas iluminadas, levando consigo uma surpresa… e um começo.
Alex dirigia com uma mão firme no volante; a outra repousava casualmente sobre a perna de Ísis, quente, presente
— Você está muito quieta. — comentou, sem tirar os olhos da rua.
Ísis sorriu de lado, olhando pela janela.
— Porque você não me disse pra onde está me levando. — virou o rosto para ele. — Eu posso estar correndo perigo, afinal você é um conquistador barato… isso é um problema.
Alex soltou um riso baixo.
— Confia em mim hoje. — apertou de leve a perna dela com o polegar. — Só hoje. Posso ter algumas horas de homem sério.
Ela suspirou, rendida.
— Ok homem sério, me surpreenda. — murmurou, entrelaçando os dedos aos dele por um instante antes de voltar a olhar a cidade.
O trajeto seguiu em silêncio confortável. Quando cruzaram a ponte em direção ao Brooklyn, Ísis percebeu a mudança. As luzes de Manhattan começaram a surgir de um ângulo diferente, mais abertas, mais próximas.
— Alex… — ela estreitou os olhos. — Nós estamos indo pro Brooklyn?
— Talvez. — respondeu, provocador. — Você disse para eu te surpreender. Então, curte o momento.
O carro diminuiu a velocidade ao se aproximar de um jardim iluminado por velas. Ísis sentiu o coração acelerar quando ele estacionou e desligou o motor.

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