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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 172

Liam guiava os movimentos dela, mantendo as mãos firmes na cintura.

— Como eu senti falta de você… — disse, rouco. — Minha safada. Dá uma rebolada, vai.

O corpo de Olívia pareceu acender inteiro ao toque. Como se cada nervo despertasse ao mesmo tempo. Ela levou as mãos ao rosto dele e o puxou para um beijo urgente, carregado de saudade e necessidade. Não havia delicadeza ali, apenas a pressa de quem sentiu falta demais.

As bocas se encontraram com intensidade, como se um tentasse respirar dentro do outro. O ritmo entre eles se tornou instintivo, urgente, o vai-e-vem descompassado e a sala foi sendo tomada por sons abafados, respirações entrecortadas, gemidos que ela já não conseguia conter.

Então, batidas na porta.

— Amor a porta. — murmurou se contendo.

Liam não diminuiu. Pelo contrário. Segurou a cintura dela com mais firmeza, conduzindo o movimento com intenção clara, aproximando-a ainda mais, como se quisesse fazê-la esquecer completamente onde estava.

— Não se segura… — murmurou, rouco, perto demais.

Batidas na porta.

O som da voz dele misturado à intensidade dos movimentos fez com que Olívia perdesse o controle de vez, e os gemidos ecoaram pela sala, sem cuidado algum.

— Fica de quatro… estou quase gozando. — murmurou ele, rouco, a voz carregada de urgência.

Olívia já não pensava. As pernas trêmulas cederam, o corpo respondendo antes da razão. Tudo nela parecia sensível demais, exposto demais.

Os sons que escaparam deles não demoraram a preencher a sala. Respirações irregulares, gemidos baixos que foram ficando mais intensos, impossíveis de conter.

— Mais forte… Mozão— pediu ela, manhosa.

O momento explodiu para os dois quase ao mesmo tempo, como se aquela semana inteira de silêncio tivesse sido descarregada ali.

Olívia acabou deitada de lado no sofá, tentando controlar a respiração. Liam sentou-se do outro lado, os cabelos úmidos, a camisa marcada de suor, o peito ainda subindo e descendo rápido demais.

Quando o ar voltou aos poucos aos pulmões, ele girou o pulso e olhou o relógio.

— Temos dez minutos para um banho. — disse, com um meio sorriso cansado. — Vamos sair da reunião e ir direto para o chalé que reservei. Teremos dois dias inteiros para matar a saudade.

Olívia sentou-se e deu um selinho nele.

— Vou para a reunião até mais animada.

Ele soltou uma gargalhada gostosa e virou o rosto para ela, sério agora, mas cheio de afeto.

— Nunca mais esconda as coisas de mim, amor. — disse, com firmeza. — E que fique claro que eu não vou te trair. Eu não preciso de outra mulher para me satisfazer. Eu já sou completo com você.

O silêncio que os separou por dias, finalmente havia sido quebrado. Não com palavras, mas com verdade.

A noite seguia viva em Nova York. Do outro lado da cidade, um carro avançava suave pelas ruas iluminadas, levando consigo uma surpresa… e um começo.

Alex dirigia com uma mão firme no volante; a outra repousava casualmente sobre a perna de Ísis, quente, presente

— Você está muito quieta. — comentou, sem tirar os olhos da rua.

Ísis sorriu de lado, olhando pela janela.

— Porque você não me disse pra onde está me levando. — virou o rosto para ele. — Eu posso estar correndo perigo, afinal você é um conquistador barato… isso é um problema.

Alex soltou um riso baixo.

— Confia em mim hoje. — apertou de leve a perna dela com o polegar. — Só hoje. Posso ter algumas horas de homem sério.

Ela suspirou, rendida.

— Ok homem sério, me surpreenda. — murmurou, entrelaçando os dedos aos dele por um instante antes de voltar a olhar a cidade.

O trajeto seguiu em silêncio confortável. Quando cruzaram a ponte em direção ao Brooklyn, Ísis percebeu a mudança. As luzes de Manhattan começaram a surgir de um ângulo diferente, mais abertas, mais próximas.

— Alex… — ela estreitou os olhos. — Nós estamos indo pro Brooklyn?

— Talvez. — respondeu, provocador. — Você disse para eu te surpreender. Então, curte o momento.

O carro diminuiu a velocidade ao se aproximar de um jardim iluminado por velas. Ísis sentiu o coração acelerar quando ele estacionou e desligou o motor.

O toque leve das taças ecoou baixo. Ísis levou o vinho aos lábios, sentindo o calor descer pela garganta. Não era só o álcool. Era o momento.

— Alex você aceitou… — ela respirou fundo. — Quando eu disse que queria ir com calma.

— E quem disse que não estamos indo? — Alex perguntou com calma. — Só curti.

O pianista tocava uma melodia suave. Alex levantou fechando o paletó..

— Dança comigo? — perguntou, estendendo a mão para ela.

— Aqui? — ela perguntou, surpresa.

— Aqui. — confirmou sorrindo.

Ele a conduziu até o pequeno espaço próximo ao piano. Não havia outros casais dançando. Só eles. Alex colocou uma mão firme na cintura dela; a outra segurou a dela com segurança. Ísis se encaixou quase sem perceber. Eles começaram a dançar.

— Você dança muito bem. — murmurou, ela olhando para ele.

Alex sorriu de lado, aproximando o rosto.

— Eu sei fazer outras coisas muito bem também. — disse, aproximando o rosto.

Ela riu, sacudindo levemente a cabeça.

— Eita… — provocou. — O conquistador barato voltou.

— E você não vive mais sem ele. — Alex falou com um sorriso maroto. — Mente muito poluída, a sua.

Ele roçou o nariz no pescoço dela, aspirando o perfume da pele antes de deixar um beijo lento ali. Ísis se arrepiou inteira, os dedos se fechando na camisa dele. Alex murmurou, baixo, só para ela ouvir.

— Sei cozinhar. Sou um excelente advogado. — fez uma pausa, a voz carregada. — E sei tratar uma mulher da forma que ela merece… como uma rainha.

O impacto foi imediato demais. Ísis afastou-se um pouco, respirando fundo, o sorriso ainda nos lábios, mas os olhos denunciando o abalo.

— Vamos jantar? — disse rápido, quase fugindo. — Antes que eu esqueça onde estou.

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