Olga sorriu com ternura, levando a mão ao braço de Olívia num gesto carinhoso.
— Vá, minha filha… — disse com doçura. — Não tenha pressa. Grávida acaba indo ao banheiro toda hora mesmo.
Ana riu baixinho, concordando com a cabeça.
— É verdade. — completou, afetuosa. — O corpo já começa a dar sinais.
Olívia lavava as mãos diante do enorme espelho, observando o próprio reflexo com um leve sorriso satisfeito, quando ouviu o clique da porta sendo fechada atrás de si.
Antes que pudesse se virar completamente, Liam já estava ali.
— Nem precisava ter vindo me buscar… — disse ela, divertida, secando as mãos. — Já acabei.
Liam se aproximou por trás, lento, o corpo firme colado ao dela. O olhar refletido no espelho era intenso, escuro, carregado de intenção.
— Alguém resolveu me provocar. — murmurou, a voz baixa, perigosa. — E isso… sempre tem consequências.
Ele deslizou as mãos pela cintura dela, erguendo o tecido do vestido deixando consciente do controle que ele exercia. Olívia riu, contida, mas os olhos brilhavam.
— Você enlouqueceu, Liam… — sussurrou. — Todo mundo está nos esperando. E, convenhamos… já tivemos a nossa cota hoje cedo.
Ela tentou parecer firme, mas o tom manhoso a entregava.
— Sem chance. — completou, girando o rosto para encará-lo pelo espelho. — Nem tempo para um banho depois eu teria.
Liam inclinou o rosto, os lábios perigosamente próximos da orelha dela.
— Quem mandou provocar, hein? — respondeu, com um meio sorriso torto e mostrando o preservativo. — Dez minutos são mais do que suficientes… quando se tem preservativo e lenço umedecido na gaveta.
Ele deu um passo para trás, abrindo a calça. Olívia mordeu o lábio inferior, sustentando o olhar dele pelo espelho, provocadora.
Então, lentamente, ela empinou o quadril e fez um movimento sinuoso, consciente do efeito que causava. Liam soltou um riso rouco, baixo.
— Nossa… — murmurou. — Que visão. — Fez um gesto com a mão, a voz carregada de ordem e desejo contido. — Vai… dá mais uma rebolada.
Olívia obedeceu.
Liam segurou a cintura dela com firmeza, a mão quente, possessiva, guiando-a com segurança. O silêncio do banheiro foi preenchido por sons contidos, respirações entrecortadas, o tipo de ruído que só existe quando dois corpos se entendem sem precisar de palavras. As paredes tornaram-se testemunhas mudas daquela ousadia, daquele momento roubado do mundo.
O tempo pareceu desacelerar.
As respirações foram ficando mais rápidas, os movimentos mais urgentes, até que tudo se concentrou em um único instante intenso. Breve, profundo, inevitável.
Olívia apoiou a mão no mármore da pia, os olhos fechados, tentando recuperar o fôlego, o coração acelerado. Liam permaneceu com o corpo colado ao dela, como se não quisesse quebrar o elo imediatamente.
Ele inclinou o rosto até a orelha dela e murmurou, a voz baixa, firme, carregada de controle.
— Agora você vai estar faminta… — disse, com um meio sorriso satisfeito. — E eu quero ver você se alimentar com gosto.

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