Ísis fechou os olhos por um instante dentro do abraço, sentindo finalmente o peso do que tinha acabado de acontecer. O corpo ainda tremia levemente. Ela respirou fundo, buscando se recompor, os dedos apertando de leve a camisa de Alex, como se precisasse daquele contato para se manter de pé.
— Eles seguraram meu braço. Só isso. — respondeu. — Mas falaram coisas horríveis.
Os punhos de Alex se fecharam no mesmo instante. A mandíbula dele se contraiu, o maxilar marcado como quem segura uma explosão interna. Ele se virou lentamente para os seguranças, ajustando a postura, ombros para trás, o corpo inteiro assumindo aquela presença fria e dominante de advogado em tribunal.
— Vocês não fazem ideia do tamanho do problema em que se meteram. — disse, cada palavra carregada de promessa. — Isso aqui não vai ficar assim.
A recepcionista engoliu em seco, as mãos se retorcendo uma na outra, visivelmente nervosa.
— Doutor Cole, eu só chamei a segurança porque ela se recusava a sair… — disse, dando um meio passo para trás, a voz falhando.
Alex cortou, sem nem olhar para ela, erguendo levemente a mão, num gesto claro de interrupção.
— E por que ela teria que sair? — perguntou, seco, com o tom típico de quem está conduzindo um interrogatório.
— Doutor Cole… — continuou a recepcionista, a voz trêmula, desviando o olhar. — O expediente já havia encerrado e essa mulher se recusou a se retirar. Ela estava causando confusão.
Alex nem deixou que ela terminasse. Ele virou o corpo por completo na direção dela, o olhar firme, como se estivesse diante de uma testemunha prestes a se contradizer.
— Essa mulher tem nome. — disse, sem elevar a voz. — É Ísis. E para vocês, senhora Ísis. — ergueu levemente a sobrancelha. — Eu me ausento por alguns dias e, nesse intervalo, o regimento interno deixa de existir?
Leonardo observava em silêncio, o peito ainda subindo e descendo rápido, os nós dos dedos vermelhos, o sangue ainda quente nas veias.
O silêncio foi imediato. O outro segurança engoliu em seco, passando a mão pela nuca.
— Senhor, ela estava alterada… — tentou justificar, desviando o olhar.
Alex virou lentamente para ele, cruzando os braços, postura fechada, olhar frio.
— Alterada? — repetiu, com um sorriso que não tinha nada de amigável. — E por causa disso, vocês dois colocaram as mãos nela?
O segurança hesitou, abrindo a boca e fechando de novo, sem saber o que dizer. Leonardo foi direto, dando um passo à frente, a voz firme.
— Eles seguraram ela à força. Estavam arrastando a Ísis pra fora.
Os olhos de Alex escureceram ainda mais. Ele inspirou fundo pelo nariz, como quem controla a própria raiva antes de falar.
— Aqui ninguém toca em ninguém sem motivo legal. — disse, com a voz baixa e perigosa, cada sílaba bem articulada. — Vocês são seguranças, não juízes, nem polícia.
Ísis respirou fundo e, falou, a voz ainda carregada de emoção, a mão se fechando de leve no antebraço de Alex.
— Eu quis te fazer uma surpresa, já que ficou dias fora. Quando cheguei aqui, essa recepcionista me embarreirou, me tratou super mal.
Ísis apertou de leve as mãos dele, os olhos marejados, balançando a cabeça em negativa. Os lábios tremeram por um segundo antes que ela falasse.
— Alex não quero me envolver com a polícia, se você quiser dar uma advertência tudo bem, mas não vou em delegacia. Não vou passar por mais constrangimentos. Me desculpa. — disse, a voz mais baixa, quase um pedido, puxando suavemente as mãos dele para perto do próprio peito, como se pedisse compreensão sem precisar dizer mais nada.
O maxilar dele se fechou com força, o músculo pulsando. Ele respirou fundo antes de responder, tentando manter o controle.
— Ninguém humilha a mulher que eu amo e sai ileso. — disse, com firmeza absoluta. — A justiça precisa ser feita.
— Eu sei, mas só não me peça para ir à delegacia. — disse, a voz mais baixa, quase suplicante, apertando de leve os dedos na manga da blusa dele. — Eu só quero ir embora. — completou, desviando o olhar por um instante, como se estivesse cansada demais para mais um confronto. — Tudo era só pra ser uma surpresa.
Nesse momento, o chefe da segurança e o responsável pela recepção chegaram juntos, apressados, trocando olhares tensos.
— Senhor, desculpe a demora, estávamos encerrando uma reunião quando fomos informados do que havia acontecido aqui. Esses funcionários são novos — disse o chefe, com as mãos abertas num gesto defensivo.
Alex manteve a postura rígida, o corpo ereto, a voz fria, de quem já tomou a decisão.
— Amanhã, primeira hora, quero uma reunião com todos os funcionários. — disse, em tom frio e profissional. — Está claro que o treinamento dos novos funcionários é falho e que o regimento interno não está sendo seguido.
Ele fez uma breve pausa, deixando o peso das palavras cair.
— Vocês dois sabem melhor do que ninguém que minha namorada tem acesso livre neste prédio e deve ser tratada com o mais alto padrão de respeito. — continuou, com precisão jurídica. — Não estou falando de privilégios pessoais. Estou falando de protocolo institucional.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
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Posta logo...
Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...