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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 245

Ísis respirou fundo, por mais que estava visivelmente com ciúme, uma pulga atrás da orelha lhe dizia que tinha algo a mais e ela não sabia, o peito apertava.

— Claro. — respondeu, seca, dando passos pela sala, observando o ambiente. — Coincidência ela sair do banheiro. Coincidência estar vestindo sua roupa. Coincidência o nervosismo dela só em me ver. Coincidência ela te chamar pelo nome e não de senhor como os outros funcionários. Será que preciso pontuar mais alguma coisa?

Ela parou diante da mesa dele, apoiando a ponta dos dedos no tampo, elegante, controlada.

— Vocês já ficaram? Ou melhor… já transaram? — perguntou Ísis, sem rodeios.

Alex não desviou o olhar.

— Sim. — respondeu, direto. — Nós transamos algumas vezes. Nunca te escondi que tive outras mulheres. Sempre fui claro sobre isso. — Ele fez uma breve pausa, o olhar carregado de convicção. — Mas nunca paguei por nenhuma. Isso é inadmissível pra mim. Eu não negocio corpo, não compro ninguém. Existe uma diferença, e eu não cruzo essa linha.

O impacto foi imediato.

Ísis sentiu o ar faltar por um segundo, mas não permitiu que isso aparecesse no rosto. Apenas arqueou levemente a sobrancelha.

— E você me responde assim? — disse, com a voz controlada, mas cortante.

Alex apoiou as mãos na mesa, firme.

— Eu te falei desde o começo que não tolero mentiras, Ísis. Você fez uma pergunta. Eu respondi. — sustentou o olhar dela. — Se não quer ouvir a verdade, não faça a pergunta.

Ele respirou fundo, analisando cada reação dela.

— E, sendo sincero… — completou. — Posso jurar que você está com ciúmes. E isso é novo pra você. Assim como é novo pra mim ver você assim.

Ísis soltou uma risada curta, sem humor.

— A questão aqui não é ciúmes. — disse, firme, o olhar sustentando o dele. — É o fato de que eu não trabalho com um homem com quem eu já transei. — Ela respirou fundo antes de completar, a voz mais baixa, mas ainda cortante. — Até porque só tive dois homens na minha vida: o Caio… e agora você. Quem me garante que vocês não vão ficar novamente?

Alex estreitou o olhar, a expressão fechando.

— Cadê a mulher confiante que eu conheci? Zero ciúmes. — disse, com um meio sorriso tenso. — Você não trabalha com um homem que já transou… — a voz ficou mais grave. — Mas deixou um desconhecido te tocar com uma certa intimidade.

Ísis franziu a testa.

— Do que você está falando?

Alex passou a mão pelo maxilar, claramente mais tenso.

— Acha que eu não percebi como o Leonardo olha pra você? — a voz dele subiu um tom, contida, mas carregada. — O interesse. O desejo. Acha que eu engoli ele te tocando duas vezes? A impressão que tenho é que vocês se conhecem. Mas estou tentando controlar o meu ciúme.

Ísis sentiu o coração acelerar, mas manteve a postura.

— Eu não tenho nada com ele. — disse, firme. — Eu nunca transei com ele.

Alex deu um passo à frente, diminuindo a distância entre os dois. O ar entre eles ficou mais pesado.

— Você conhece ele e não quer me falar. — disse, direto.

Ísis congelou por uma fração de segundo. Foi quase imperceptível. Mas Alex viu.

— Da onde você tirou isso, Alex? — respondeu ela, tentando manter a neutralidade.

Ele inclinou levemente a cabeça, observando-a como quem estuda um adversário.

— Você está me escondendo algo… — disse, em tom baixo, controlado. — Esse é o seu momento de se abrir comigo.

O peito de Ísis apertou. Não era só o medo de ser descoberta. Era a sensação nova, incômoda, de estar emocionalmente exposta. Pela primeira vez, ela percebeu que não era só Alex que tinha algo a perder.

Era o amor.

Era a verdade que ela tentava esconder com provocação. E Alex sentiu. Sentiu que ela estava virando o jogo.

Ísis deu uma volta lenta ao redor dele, segura de si, como uma predadora que sabe exatamente o efeito que causa. Cada passo era calculado, cada movimento carregado de intenção. Quando parou à frente de Alex, ficou próxima o suficiente para que ele sentisse a presença dela antes mesmo de ouvi-la.

Ela ergueu o queixo, mantendo o olhar preso ao dele, sem piscar. A voz saiu mais baixa, envolvente, como um convite perigoso.

— Gosta do que vê, Alê? — murmurou, aproximando-se até quase encostar. — Tudo isso aqui… tem dono.

Ela inclinou a cabeça, os lábios a poucos centímetros do ouvido dele, fazendo-o prender a respiração.

— E você sabe muito bem quem é.

Ísis virou-se de costas para ele, colando o corpo ao dele de propósito. Uma das mãos subiu lentamente até o pescoço de Alex, os dedos se fechando ali com falsa delicadeza. O quadril se moveu de forma sutil, calculada, o suficiente para deixá-lo sem fôlego. Não era sedução. Era domínio. Cada gesto deixava claro que, naquele jogo, era ela quem ditava as regras.

Ela sussurrou, com a voz baixa, carregada de domínio.

— Você sente isso, Alê… — disse, sem precisar explicar. — Eu sei exatamente o efeito que tenho em você.

Alex permaneceu em silêncio, a respiração pesada, como se qualquer palavra pudesse quebrar o equilíbrio frágil entre eles.

Ísis virou lentamente, ficando de frente para ele. Sem desviar o olhar, ela se ajoelhou com um movimento calculado, não em submissão, mas como quem muda o nível do jogo para assumir ainda mais controle.

De baixo para cima, os olhos dela o prenderam, firmes, desafiadores. Aquele gesto não era sobre desejo. Era sobre colocá-lo exatamente onde ela queria: desequilibrado, dominado pela tensão, incapaz de reagir.

O medo de ficar sozinha, de perdê-lo, era tão grande que Ísis sentia que seria capaz de ultrapassar qualquer limite para não vê-lo escapar. Não era só controle. Era desespero disfarçado de poder.

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