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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 246

Ísis levou as mãos até o fecho da calça dele e, sem desviar o olhar, abriu com um movimento firme, deliberado. Não havia pressa, nem delicadeza. Era um gesto de posse, de controle absoluto. Ela começou a fazer a balançadinha no amigão dele.

— Nossa, como está duro…

Alex estava à beira do descontrole com aquelas mãos hábeis. Ísis o provocava sem pudor, tomada por uma ousadia que ela mesma mal reconhecia. Passava, batia o amigão dele no rosto dela. Com ele, estava indo além de tudo o que já tinha vivido antes.

Alex despertava nela algo novo, perigoso, desconhecido. Uma versão de si mesma que ela nunca havia permitido existir.

— Ele vai explodir em mim.

Ísis brincava com as mãos, a língua e a boca, explorando cada reação dele, mantendo o jogo no limite. Alex não conseguiu conter o som baixo que escapava de seus lábios. Gemidos contidos, traindo o quanto ela já o tinha completamente nas mãos. Ela se levantou sem interromper o movimento, aproximou-se do ouvido dele e sussurrou.

— Hoje você pode g0z@r onde você quiser.

Isso foi o limite para Alex. Com um movimento firme, ele a conduziu até a mesa e a fez se inclinar para a frente. Ísis permaneceu de pé, apoiando a parte superior do corpo na mesa, de costas para ele. A postura deixava evidente a mudança de controle. O jeito como ele a posicionou, o silêncio carregado entre os dois e a forma como ele se colocou atrás dela falavam por si.

Ísis arfou, o corpo reagindo antes mesmo das palavras. Não demorou para que os sons dela escapassem, altos, involuntários, denunciando o quanto aquela virada de controle a afetava. O ar entre eles ficou pesado, quente, como se cada segundo pudesse explodir em algo ainda mais intenso. A proximidade entre os dois incendiava o ambiente.

— Mais forte, amor.

Aquela visão despertava o instinto mais primitivo de Alex. O cabelo dela, as curvas, a entrega do corpo. Ele sentia um prazer intenso, quase avassalador. Estava no controle, conduzindo o ritmo, cada movimento carregado de tensão e desejo.

Foi então que Ísis reagiu de um jeito novo, usando o corpo de forma instintiva, a técnica do pulsar, fazendo-o perder completamente o controle. Aquilo o enlouqueceu.

O clímax veio como uma explosão para os dois, juntos, intensos, deixando o ambiente carregado de respirações descompassadas e corpos ainda trêmulos.

Quando a respiração dos dois começou a se acalmar, Alex se afastou devagar. Ísis estava fraca, as pernas trêmulas, ele tirou a calça e a pegou no colo com cuidado. Caminhou até o sofá e sentou-se, mantendo-a acomodada sobre ele, protegida em seus braços.

Alex apoiou a cabeça no encosto do sofá, soltando um meio sorriso cansado, enquanto passava a mão pelo rosto ainda quente.

— Você quase acabou comigo — disse, com um leve riso rouco. — Acho que vou até andar torto.

Ísis respirou fundo, apoiando a testa no ombro dele por alguns segundos, como se buscasse forças. Depois, ergueu o rosto devagar, mordendo o lábio antes de falar.

— Amor… eu parei de tomar o anticoncepcional. — Ela brincou nervosamente com os dedos na camisa dele. — Estava me fazendo mal. A hemorragia tinha passado… fiquei só dois dias menstruada.

Ele franziu a testa imediatamente, o corpo ficando mais rígido. A mão que estava nas costas dela subiu para a nuca, num gesto automático de tensão.

— Você não me falou nada. — disse, olhando fixamente para ele.

— Você quase não teve tempo de falar comigo esses dias que estava viajando — ela respondeu, com um suspiro contido. — Então estou falando agora.

Alex passou a mão pelo cabelo, andando os dedos de um lado para o outro, claramente tentando organizar os pensamentos.

— Vamos tomar um banho e depois passar na farmácia pra comprar a pílula… — disse, num tom mais prático, evitando encarar diretamente os olhos dela. — Você disse que eu poderia gozar onde quisesse, achei que estava tomando o remédio.

— Por que você está calado? — perguntou, apertando de leve os dedos no ombro dele.

Alex respirou fundo, fechando os olhos por um instante antes de falar. Quando abriu, o tom era sério, mas claramente preocupado.

— Vamos tomar um banho e ir pra casa, depois voltamos nesse assunto. — Ele fez um gesto calmo com a mão, pedindo tempo. — Filho é algo muito sério, Ísis. Não pode ser decidido assim.

Ele passou a mão no rosto, visivelmente dividido.

— Eu sei que te pedi várias vezes… — disse, balançando a cabeça devagar. — E você me negou todas. Falou que queria ir com calma. Agora quer atropelar tudo. Isso não vai funcionar desse jeito.

Ele a encarou com intensidade, mas sem dureza.

— Você decidiu rápido demais. — Ele fez um gesto circular com a mão, como quem tenta explicar algo delicado. — Isso pode acarretar numa depressão mais pra frente… até numa rejeição do bebê. — A voz falhou levemente nessa parte. — Eu não quero isso pra você, nem para o nosso filho.

Ele respirou fundo mais uma vez, inflando o peito, como se estivesse tomando uma decisão difícil. Passou a mão pelos cabelos e soltou o ar devagar.

— Eu vou passar na farmácia, compro a pílula… — disse, apontando de leve para a porta, num gesto automático. — E daqui pra frente uso preservativo. Quando amadurecermos melhor essa ideia, aí sim, vamos tentar.

Alex segurou as mãos de Ísis com firmeza, mas com carinho, entrelaçando os dedos aos dela.

— Mas essa decisão tem que estar de comum acordo entre os dois. — Ele apertou de leve as mãos dela, reforçando. — Nós dois. Vamos com calma, lembra?

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