Alex apontou para o anel.
— Isso aí… — ele disse, a voz tremendo de raiva contida — isso aí era pra ser sagrado.
Ísis olhou para o próprio dedo. O diamante parecia uma piada. Alex respirou fundo.
— E agora eu estou aqui. — ele disse. — O grande Alex Cole. O homem que nunca perdeu uma causa… sendo o maior idiota da própria vida.
Ísis avançou até ele, pegando o braço dele com força, os dedos cravados.
— Você é maravilhoso. — sussurrou. — Eu sei que errei. Mas… eu tive medo de te perder. Medo que você me visse como… suja. Como alguém que não merecia você.
Alex olhou para ela por longos segundos. Os olhos dele, sempre tão firmes, tão devotos, agora estavam cheios de dor, dúvida e raiva contida.
— Você mentiu por omissão — disse ele, a voz baixa, quase quebrada.
Ísis soltou o braço dele, as mãos caindo inertes ao lado do corpo. As lágrimas caíam sem parar.
Alex respirou fundo, trêmulo. Passou a mão pelo rosto, como se aquele gesto pudesse reorganizar a mente dele. Mas não podia. Ele caminhou até a parede de vidro, parando diante da vista absurda de Nova York. A cidade seguia viva, indiferente. Carros, gente… tudo acontecendo como se o mundo não tivesse acabado ali dentro.
Ele ficou alguns segundos em silêncio, com as mãos apoiadas na cintura, a cabeça baixa, respirando pesado.
— Eu preciso de tempo… — murmurou, por fim, sem virar. A voz saiu rouca, quebrada. — Pra pensar. Pra não explodir e falar mais merda do que eu já falei… e depois não conseguir voltar atrás.
Ísis balançou a cabeça devagar, limpando o rosto com as costas da mão. O choro era real. Descontrolado. O tipo de choro que vinha do medo.
— Eu não aceito isso. — a voz dela saiu frágil, mas firme, como se ela precisasse se agarrar a alguma coisa pra não desabar de vez. — Essa história de “dar um tempo” não existe pra mim. Isso só vai fazer a gente se afastar.
Ela deu um passo na direção dele, mesmo tremendo. Os dedos se fecharam no tecido do roupão, apertando com força, como se o corpo dela estivesse tentando se manter em pé.
— Vamos resolver isso juntos. Vamos esclarecer tudo agora.
O silêncio entre os dois virou uma distância impossível. Alex virou devagar. Quando ele se aproximou, o olhar não tinha mais ternura. Não tinha mais o homem que, horas antes, tinha chamado ela de noiva. Era um homem ferido. Um homem humilhado. E a humilhação fazia ele ficar perigoso. Ele parou diante dela, perto demais.
— Leonardo foi seu cliente, não foi? — perguntou, baixo.
Ísis fechou os olhos. Respirou fundo, como se precisasse puxar coragem do lugar mais fundo do peito. Quando abriu, o olhar estava molhado… mas havia firmeza ali.
— Eu não tenho culpa se ele se apaixonou por mim.
A frase atingiu Alex em cheio. Ele segurou os braços dela num impulso, como se não conseguisse se controlar. Não foi um aperto violento… mas foi forte o suficiente para mostrar o quanto ele estava fora de si.
Os olhos dele queimavam. E, apesar de toda a raiva, lágrimas começaram a descer. Ele riu sem humor. Uma risada curta, quebrada, que parecia mais dor do que deboche.
— Ele foi carinhoso com você na cama… igual naquele dia no meu escritório? — a voz dele tremeu, mas ele continuou, como se já não conseguisse parar. — Ele te fez revirar os olhos como eu fiz? Ele te fez ter orgasmo… ou comigo você fingiu?
Ísis puxou o ar, chocada, como se aquelas palavras tivessem rasgado a pele dela.
Ísis arregalou os olhos. O desespero tomou o rosto dela inteiro.
— Alex… me desculpa… — ela disse, desesperada, segurando o braço dele. — Você me fez fazer isso. Mas, não termina comigo. Não desiste de nós…
Alex puxou o braço com força suficiente para se soltar, virou e pegou a carteira em cima do sofá. O gesto foi frio. Mecânico. Como se ele estivesse funcionando no automático, porque se parasse por um segundo, ia desabar.
Ele caminhou até a porta. Ísis foi atrás, quase tropeçando, as mãos tremendo, o corpo inteiro em pânico.
— Alex, por favor! Não faz isso! Eu te amo! — ela chorava, as palavras saindo atropeladas. — Vamos conversar… a gente teve uma noite linda… nós nos amamos… por favor… eu não quero ficar sozinha mais uma vez…
Alex parou com a mão na maçaneta. O corpo inteiro dele estava rígido, como se cada músculo estivesse segurando alguma coisa por dentro. Ele não olhou para trás. A mão apertou a maçaneta com força. A voz saiu fria. Sem emoção. Como se tudo o que existiu entre eles tivesse sido apagado.
— Não precisa sair da cobertura. — ele disse, sem virar o rosto, a mandíbula travada. — Vou mandar buscar minhas coisas… — fez uma pausa curta, engolindo seco. — e meu cachorro.
Ele puxou a porta. E saiu. Descalço. O blusão aberto, caído nos ombros, como se ele tivesse sido arrancado de si mesmo no meio do caminho. A porta fechou. E o som do clique… Foi o som do mundo de Ísis desmoronando.
Bárbara estava em sua cobertura, arrastando uma mala em direção à porta. Quando abriu para sair, congelou.
— Você? — a voz saiu baixa, incrédula.
A voz masculina respondeu, fria e irônica.
— Bom te ver também, Bárbara. Acho que… nós dois temos o mesmo assunto pra tratar. — Ele olhou para a mala dela e estreitou o olhar. — Você… desistindo do Liam tão facilmente?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
Está apresentando erro. "Error! An error occurred. Please try again later."...
Posta logo...
Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...