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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 457

Ana chamou Victor para o embarque. Funcionários começaram a auxiliar discretamente. Antes de subir a escada do avião, Fabrício virou-se mais uma vez para a filha.

— E Olívia…

Ela ergueu o rosto.

— Para de sofrer antecipado. Ainda tem muita coisa pra se resolver.

Os olhos dele se suavizaram.

— E muita coisa pra dar certo também.

Mais tarde, de volta à mansão, o silêncio do lugar pareceu ainda maior.

Olívia havia acabado de sair do banho. Os cabelos úmidos caíam pelas costas, e ela vestia uma roupa leve. Caminhava descalça pelo quarto enquanto secava distraidamente as pontas do cabelo com a toalha.

O celular tocou sobre a mesa. Número desconhecido. O estômago dela afundou na mesma hora.

— Alberto… — sussurrou entre os dentes.

Atendeu com a respiração presa.

— O que você quer agora? Eu já te enviei a foto.

Do outro lado, veio uma risada feminina. Baixa. Elegante. Cruel. Olívia parou no meio do quarto.

— Olívia querida… que prazer finalmente falar com você.

A voz carregava veneno embrulhado em seda.

— Quem está falando?

— Que falta de educação a minha. — respondeu a mulher, divertida. — Eu sou Elisa.

Fez uma pausa calculada.

— Ou, para ser mais exata… a irmã gêmea de Érica.

Olívia franziu a testa, impaciente.

— Eu não tenho tempo pra joguinho.

Érica soltou outra risada.

— Tem, sim. Principalmente porque nós duas temos interesses em comum.

Olívia caminhou até a cama e largou a toalha sobre o colchão.

— Fala logo.

— Soube que você assinou o divórcio. — disse Érica, saboreando a frase. — Muito obediente da sua parte.

Olívia fechou os olhos por um instante.

— Eu sei exatamente o que fiz.

A voz saiu cansada.

— Fiz o que precisava ser feito.

Érica pareceu se divertir mais.

— Ah, então você sabe. Sabe que Alberto queria tirar Liam do caminho. Sabe que sem você ele enfraquece no jogo da herança e do cargo de CEO.

Olívia apertou o celular contra o ouvido.

— Eu sei de tudo isso.

Os olhos dela se encheram de lágrimas, mas a postura permaneceu firme.

— E fiz mesmo assim para tirar meu marido daquela prisão.

Silêncio curto. Érica murmurou, satisfeita.

— Romântico.

Olívia respirou tremido.

— Você ligou pra debochar? Porque eu não estou com paciência.

— Não. — respondeu Érica. — Liguei porque, ao contrário de você, eu enxergo o tabuleiro inteiro.

Olívia sentiu um arrepio subir pela nuca.

— O que você quer dizer?

A voz do outro lado desceu de tom.

— Você sabe por que Liam perdeu força.

Pausa.

— O que você não sabe… é quem ainda continua sendo problema.

Olívia ficou imóvel.

— Fala. — exigiu, levando a mão livre ao peito sem perceber.

— A herdeira. — respondeu Érica, quase sussurrando de prazer.

O quarto inteiro pareceu esfriar.

— Meredith. — concluiu com calma cruel.

Olívia virou-se imediatamente para o berço ao lado da cama, onde Meredith dormia tranquila.

— Cala a boca. — rosnou, caminhando rápido até ela.

Érica ignorou.

— Sua filha ainda representa risco para certos planos.

A voz saiu quase doce.

— E homens como Alberto não gostam de riscos.

Olívia segurou a lateral do berço com uma das mãos.

— Meredith está muito bem protegida.

— Será? — perguntou Érica, demorando na palavra.

A única palavra entrou como veneno. Olívia sentiu o coração disparar.

— Até matar… se for preciso.

— Então cuide dela. — cortou Érica. — Porque agora você sabe que deve.

A linha ficou em silêncio por um segundo. Depois a voz veio pela última vez.

— Boa sorte dormindo esta noite.

A ligação caiu. O silêncio que restou foi pior do que qualquer ameaça. Olívia permaneceu parada no meio do quarto, Meredith nos braços, o corpo inteiro tremendo.

Andou de um lado para o outro tentando acalmar a bebê… e a si mesma.

— Não… não… ninguém vai tocar em você…

Beijava a cabeça da filha sem parar.

— Ninguém. Mamãe vai te proteger, meu amorzinho.

Sentou-se na beirada da cama, ainda agarrada à menina, e encarou a porta fechada.

Os olhos encheram de lágrimas outra vez.

— O que eu vou fazer agora…? — sussurrou, a voz falhando.

Apertou Meredith contra o peito, como se dali tirasse forças para continuar.

— Meu Deus… me mostra um caminho.

Baixou o rosto e beijou a cabeça da filha repetidas vezes.

— Eu só quero proteger você… só isso.

Respirou fundo, tentando conter o pânico que ameaçava dominá-la.

— Eu não posso desabar. Não agora. Não com você comigo. Não com você correndo perigo.

Na cobertura de Alex, a televisão iluminava a sala com cenas de um filme qualquer que nenhum dos dois realmente acompanhava.

O som mais importante ali vinha de outros lugares. Da respiração tranquila de Thales, adormecido de bruços sobre o peito do pai.

Dos pequenos ruídos de sucção de Zaya, mamando concentrada no colo de Ísis.

Alex estava largado no sofá, uma das mãos apoiada nas costas minúsculas do filho, os dedos subindo e descendo em carinhos lentos.

Ísis observou os dois e sorriu cansada.

— Eles estão ficando manhosos… — comentou, ajeitando Zaya junto ao seio. Com a ponta dos dedos, fez carinho na nuca da bebê. — Só querem colo agora.

Alex abriu um sorriso preguiçoso, sem tirar os olhos de Thales.

— Excelente. — murmurou, beijando de leve a cabeça do menino. — Vão ser os únicos filhos que a gente vai ter.

Ergueu o rosto para ela, divertido.

— Tem que mimar mesmo.

Ísis soltou uma risada baixa.

— Você fala isso agora porque não é você que fica preso com um bebê no peito metade do dia. — rebateu, lançando-lhe um olhar de lado. — Cadê o Alex que repreendeu a mãe quando ela falou que ia estragar os netos?

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