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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 61

O portão da mansão se abriu assim que o carro de Liam parou diante da entrada principal. A fachada imponente da propriedade surgiu à frente. Colunas de mármore, janelas amplas e uma escadaria que parecia levar não apenas à casa, mas a outro mundo.

Olívia respirou fundo, observando a mansão pela janela. O nervosismo lhe subia pela garganta como um nó apertado.

Liam a olhou de relance, o semblante sereno, a voz firme.

— Está tudo bem?

Ela forçou um meio sorriso, tentando disfarçar o aperto no peito.

— Por mais que eu já tenha conhecido seu avô… ainda fico nervosa.

Ele apenas assentiu, mas, sem aviso, pousou a mão sobre o ventre dela.

— Não fique. Vai acabar fazendo mal para o bebê.

O gesto a pegou desprevenida. Por instinto, Olívia olhou primeiro para a mão dele, depois para o rosto. Mas antes que ela pudesse reagir, Liam retirou a mão com naturalidade.

— Você é boa em fingir — disse, abrindo a porta e saindo do carro.

Olívia soltou um riso baixo, sem humor.

— Claro. Já estamos encenando, não é?

Liam deu a volta e abriu a porta para ela. Ela segurou firme a alça da bolsa que estava no colo e desceu do carro.

— Deixa que o mordomo pega essa bolsa — comentou ele, firme.

— Essa eu faço questão de levar. — respondeu, com um pequeno sorriso no canto dos lábios.

Liam lançou-lhe um olhar rápido, avaliador, e então estendeu a mão.

Por um segundo, Olívia hesitou. Mas aceitou o toque consciente de que, a partir daquele momento, cada detalhe seria observado.

Começaram a caminhar. As mãos dela estavam frias, quase trêmulas, e o coração parecia bater fora do compasso. Liam percebeu. Parou de repente e virou-se para encará-la. O olhar dele, intenso e penetrante, a fez prender a respiração.

Com a ponta dos dedos, ele tocou o rosto dela. Um gesto inesperadamente delicado.

— Você está muito nervosa. — disse, em voz baixa, sem desviar os olhos.

Olívia engoliu em seco, apertando a bolsa contra o corpo, sem saber como reagir.

— Eu… só quero que tudo saia bem. — respondeu, tentando manter o controle.

Liam aproximou-se mais, o olhar firme, e pousou a outra mão no outro lado do rosto dela. Por um breve instante, o tempo pareceu se alongar. Ela sentiu o toque frio da pele dele, o próprio corpo tenso, quase imóvel.

Então, ele se inclinou e depositou um beijo lento em sua testa. O gesto, aparentemente terno, a desarmou por dentro. Instintivamente, seus olhos se fecharam. Por um segundo, quis acreditar que havia algo real ali. Mas a razão veio depressa e logo ela pensou.

“Ele está encenando, Olívia. Não se iluda.”

Quando ele a envolveu num abraço rápido, ela retribuiu, ainda tentando manter a compostura.

— Você está indo bem. — sussurrou ele, baixo, antes de soltá-la.

Liam pega mão dela, sem olhar para trás, começou a subir as escadas.

A porta principal se abriu assim que chegaram ao topo. O mordomo, um homem alto e de postura impecável, já os aguardava. Observou as mãos unidas do casal e esboçou um sorriso discreto.

— Seja bem-vindo, senhor Liam. Senhora. Todos estão na sala de estar.

Liam apenas assentiu, o semblante sério. Olívia, mantendo o tom educado e um sorriso, respondeu.

— Obrigada.

Eles atravessaram o corredor principal, e Olívia sentiu a grandiosidade do lugar se impor sobre ela. As paredes eram cobertas por retratos de gerações. Homens de terno escuro, mulheres com olhares duros e poses altivas. Cada quadro parecia carregado de expectativa, como se observasse e julgasse os passos de quem ousava cruzar aquele chão.

O ar tinha cheiro de tradição, de poder e de controle.

Olívia sorriu, com gentileza genuína.

— Então está bem, vovó Olga.

O tom era leve, mas Liam a observava em silêncio, analisando cada nuance, como se tentasse distinguir o que ali era encenação e o que era natural.

Logo, Frederico se aproximou. A presença dele enchia o ambiente sem esforço. O olhar firme, o terno alinhado, a postura de quem estava acostumado a comandar.

— Demorou, mas finalmente veio — disse, a voz grave, direcionada ao neto. — Estava começando a achar que havia algum motivo para esconder sua esposa.

Liam manteve a expressão impenetrável. Nenhuma reação — apenas a postura impecável de quem sempre está no controle.

— O senhor sabe que eu estava viajando, vovô — respondeu, inclinando-se para beijar a mão dele. — Benção.

Frederico assentiu, satisfeito. No entanto, quando Liam ergueu o olhar, fixou os olhos em Olívia por um instante. O olhar dele era firme, calculado, mas havia algo ali que nem ele próprio soube identificar. Olívia percebeu o modo como ele a observou antes que ele continuasse.

— Uma mulher como a Olívia — disse, a voz baixa e precisa — precisa ficar longe dos holofotes. Há olhos demais sobre ela. — Pausou, voltando o olhar ao avô. — Depois precisamos conversar… alinhar algumas coisas.

Frederico soltou uma risada breve, claramente satisfeito com a postura do neto.

— Deus te abençoe. — respondeu, e voltou-se para Olívia com um sorriso mais brando. — É um prazer te rever, minha jovem.

Olívia deu um passo à frente e o cumprimentou com um abraço respeitoso.

— O prazer é meu, senhor Frederico. Como o senhor está?

— Você, eu faço questão que me chame de vovô também — disse, com um leve sorriso e um brilho orgulhoso nos olhos. — Afinal, agora é uma Holt… e não é todo avô que tem uma neta tão ousada. Está ainda mais bonita do que naquele dia.

Olívia corou de leve, abaixando o olhar por um instante.

— Muito obrigada, vovô Frederico.

— Já vieram trazer a notícia que eu estou esperando? — perguntou Frederico, o olhar firme, pesado, como quem não apenas indaga, mas cobra. — Ou vou ter que esperar mais tempo pra ouvir de vocês?

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