Liam ficou em silêncio por alguns segundos, parado diante dela. O olhar fixo, frio, sem pressa. Parecia observá-la, como se decidisse se valia a pena responder. O silêncio se alongou o bastante para incomodar.
Olívia cruzou os braços, impaciente.
— Liam, eu te fiz uma pergunta. — disse, firme. — Cadê o sofá?
Ele desviou o olhar por um instante e soltou um suspiro breve.
— Olívia, se tem uma coisa que você não é, é burra. — respondeu, num tom calmo, mas cortante. — Você ouviu o meu avô dizendo que mandou fazer uma melhoria no meu quarto. Pois bem… essa é a melhoria.
Ela estreitou o olhar, confusa.
— Como assim o seu avô muda o seu quarto sem te falar nada? — questionou, com incredulidade. — Parece até que você é uma criança.
Liam deu um meio sorriso irônico, quase imperceptível.
— Eu te avisei desde o início — disse, a voz grave, controlada — que o meu avô é um homem que ninguém consegue enganar.
Olívia bufou, balançando a cabeça com indignação contida.
— Isso é ridículo, Liam. — disse, o tom oscilando entre a ironia e o incômodo. — Só falta me dizer que ele pode aparecer no meio da madrugada para verificar o que estamos fazendo.
— Sim — disse, com frieza contida. — É ridículo. — Fez uma pausa breve, o olhar firme, avaliando-a. — Meu avô nunca se meteu no meu quarto antes. Mas agora… — continuou, num tom baixo e calculado. — Há muita coisa em jogo, e ele quer garantir que nada fuja do controle.
Silêncio.
Depois, completou, com a voz fria e precisa.
— Mas não se preocupe. Ele pode ser muitas coisas… menos invasivo. Não vai entrar aqui enquanto estivermos no quarto. — fez uma pausa breve, o olhar fixo continuava nela. — E, sinceramente, você acha mesmo que eu colocaria tudo a perder?
Ela o encarou, o olhar firme.
— E o que vamos fazer, então? Sua família é muito complicada, Liam.
Ele sustentou o olhar dela por alguns segundos, impassível.
— Você vai continuar com o seu papel. — respondeu, frio. — É boa em mentir. Só continua.
A resposta a fez rir, mas sem humor.
— Se ele teve a atitude de tirar o sofá daqui, é porque não está acreditando. — disse, pensativa. — Mas depois daquela visita inesperada dele na sua mansão, eu pensei que estava tudo indo bem.
Liam cruzou os braços, apoiando-se na beirada da cômoda.
— Esse é o Frederico Holt — respondeu, seco. — Um homem totalmente imprevisível.
Olívia ergueu uma sobrancelha, um sorriso provocante surgindo nos lábios.
— Igualzinho a você. — disse, com ironia leve. — Seu nome deveria ser Frederico Holt Neto. Nunca vi dois tão parecidos. — fez uma breve pausa, olhando diretamente pra ele. — Você só herdou os olhos do seu pai… porque o temperamento é todo do seu avô.
Ele a fitou em silêncio por alguns segundos. Não parecia ofendido pela comparação com o avô, mas sim pelo tom dela. Havia algo no olhar dele, firme e contido, que deixava claro que Liam não gostava de ser decifrado.
— Qual é o seu problema com seus pais, Liam? — perguntou, suavemente, mas sem medo.
Ele desviou o olhar, encerrando o assunto de forma fria.


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