Olívia cruzou os braços, delimitando território.
— Afinal… esposas mandam fotos assim para os maridos. Lingerie, nudes… coisas absolutamente normais entre casais.
Fez uma pausa curta e calculada — o suficiente para deixá-lo sentir o impacto.
— Era só parte da encenação, Liam. — completou, fria, mas com um brilho perigoso nos olhos. — Exatamente como você sempre quis.
Olívia terminou a frase com calma, como se tivesse arrancado o próprio coração e colocado na mesa, mas sem deixar Liam ver o machucado.
Ele a observou em silêncio.
Um silêncio que tinha peso, volume, temperatura.
O maxilar dele travou.
A respiração mudou.
Algo selvagem passou pelos olhos verdes.
— Só isso? — perguntou ele, baixinho. — Nada além disso?
— Nada. — respondeu Olívia, firme. — Seu avô estava me testando. Então, tudo foi uma necessidade estratégica. A lingerie, a foto… tudo para manter a encenação viva.
Liam deu um passo à frente.
Ela não recuou.
— Interessante. — murmurou ele, aproximando-se um pouco mais. — Porque… a foto podia até ser encenação. Mas você, Olívia…
Ele ergueu a mão devagar, sem pressa, como um predador que sabe exatamente o que está fazendo.
E tocou o queixo dela com a ponta dos dedos.
— …você não estava fingindo naquele olhar.
Olívia sentiu o corpo inteiro estremecer — ódio, desejo, lembrança, ferida, tudo misturado — mas manteve o rosto erguido.
— Você está se achando demais. — respondeu, a voz baixa, mas afiada. — Não confunda estratégia com sentimento.
Ele aproximou o rosto do dela.
— Eu não confundo nada. — sussurrou ele, sem desviar os olhos. — Você… sim. Porque se tem uma coisa em você que eu conheço melhor do que gostaria… é o seu olhar.
Ela prendeu a respiração por meio segundo.
O suficiente para ele perceber.
E ele percebeu.
Claro que percebeu.
Liam deixou escapar um meio sorriso — lento, controlado, e perigoso.
— Você está adorando me provocar. — disse ele, firme. — Me desestabilizar. Me ver perdendo o controle por sua causa.
Olívia inclinou o rosto um pouco mais, aproximando os lábios dos dele — quase tocando, quase queimando — apenas para que ele sentisse o poder.
— E daí? — sussurrou ela. — Quer que eu negue?
Liam fechou os olhos por um segundo, como se aquela confissão tivesse atravessado o peito dele.
Quando abriu, estava completamente tomado.
Dominado.
Perdido.
E ela soube.
Soube que ele estava a um fio de distância de quebrar o próprio controle.
Liam segurou a cintura dela numa única puxada, firme, decidido, sem pedir permissão — o toque de um homem que já tinha ido longe demais para voltar.
Os corpos se chocaram.
— Você me enlouquece. — murmurou ele, a voz baixa e grave, fria demais para ser impulso. — E você sabe disso.
Ele inclinou um pouco o queixo, analisando cada detalhe do rosto dela, como se estivesse registrando tudo — guardando para sempre.
— A lingerie está aprovada. — continuou, sem pressa, a voz rouca, porém controlada. — Aliás, muito aprovada.
Silêncio.
Ele demorou um segundo a mais do que deveria para recuar — mas recuou. Endireitou-se, respirou fundo, ajeitou a própria gravata, como se precisasse se lembrar de quem era.
— Vamos para um lugar reservado. — disse, ainda ofegante, mas retomando o tom frio. — Precisamos conversar. Eu tenho uma viagem em três horas.
Neste exato instante, ouviu-se o som da maçaneta girando.
A porta se abriu.
— Entrei numa hora inapropriada? — a voz de Frederico ecoou, cheia de uma ironia discreta.
Olívia desceu da mesa imediatamente, ajeitando o vestido, as bochechas levemente coradas. Mas sua postura… impecável.
— O senhor entrou na hora certa, vovô. — disse, firme, como se nada tivesse acontecido. — Vamos? Eu tenho um compromisso e não quero me atrasar.
Liam estendeu a mão, segurando o pulso dela num gesto instintivo.
— Onde você vai, Olívia? — perguntou, sério.
Frederico observou a cena com atenção.
— Eu te aguardo lá fora. — disse apenas, antes de sair e fechar a porta, dando-lhes um último minuto.
Olívia olhou para a mão de Liam segurando o pulso dela… e então ergueu os olhos para encará-lo.
— Vou encontrar a minha amiga. — respondeu, sem hesitar. — Já tinha marcado com ela, e não vou deixar de ir só porque você decidiu conversar comigo agora… depois de fingir que eu não era ninguém mais cedo.
Ele a fitou, em silêncio.
— Só porque o seu ego está fingindo estar ferido. — completou, cortante. — Se você realmente quiser falar comigo, vai ter que esperar o meu tempo.
Ela então inclinou o rosto, aproximando-se o suficiente para que ele sentisse o hálito dela outra vez — mas, desta vez, o toque veio em forma de ironia.
— Beijo, marido. — sussurrou, deixando a palavra cair como veneno e mel ao mesmo tempo.
Soltou o braço, pegou a bolsa na mesa e caminhou até a porta com passos firmes.
Abriu.
Do lado de fora, Frederico a esperava.
— Vamos, vovô Frederico?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...