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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 101

POV Enzo

Ouvi uma batida firme na porta e autorizei a entrada. Eu já sabia pelo tom da batida que era Aayush.

Ele olhou para os papéis na minha mesa e arqueou uma sobrancelha:

— Trabalhando essa hora, senhor?

— Eu já estava com trabalho acumulado. E hoje passei o dia fora. Então preciso colocar um pouco disso em dia.

— Deixei os contratos sobre a sua mesa, mas achei que resolveríamos tudo amanhã.

— Eu preferi resolver hoje. Se fizer isso antes... talvez amanhã possa voltar para casa mais cedo.

— Sei que é muita ousadia perguntar, mas... como foi seu passeio na casa da senhorita Maria Fernanda?

Respirei fundo e deixei meu corpo descansar na cadeira, me sentindo relaxado.

— Se eu te disser que foi muito melhor do que eu imaginava, você acreditaria?

— Sim, eu acreditaria.

Apontei para a cadeira na minha frente e Aayush sentou-se. Eu precisava compartilhar aquilo com alguém:

— A casa dela é muito... pequena. Mas tão, tão pequena que... o banheiro é do tamanho do meu box.

Aayush não disse nada. Só me olhou, parecendo interessado.

— No entanto... tinha aroma. Tinha cheiros... que nunca senti antes. Estranhos, mas não ruins.

— Cheiro de que, senhor?

— Era um amontoado de pessoas. Perfumes, desodorantes e o cheiro inconfundível de óleo queimando, provindo da batata frita, com certeza. Os sofás eram duros e não dava para sentar sem esbarrar em alguém. A mesa era minúscula... jurei que ninguém ia caber em volta dela. Mas cabemos. As cadeiras se entrelaçavam, e meus cotovelos viviam batendo nos dos outros toda vez que levava o garfo à boca.

Quem me serviu foi a própria Maçãzinha. Era como se fosse a anfitriã... e ao mesmo tempo a copeira de plantão. A cozinha era basicamente uma pia e um fogão, e comemos ali mesmo, naquele conjunto de móveis que parecia ter sido reunido por um cego com mau gosto. E no meio daquela confusão… eu estava bebendo um vinho de algumas centenas de dólares, arrematado em leilão… numa taça de vidro comum. Sinceramente, achei que não ia conseguir aquela parte. Tinham só duas taças na casa inteira. E, ainda assim, o pai dela me deu uma. Era tudo estranho: apertado, pequeno, meio caótico… mas… bom. Era bom.

— Então o senhor... gostou? — Aayush pareceu em dúvida.

— Pode parecer a coisa mais absurda do mundo, mas eu gostei. Eles me acolheram como alguém normal, como se eu já fizesse parte daquela família. E isso… foi uma sensação nova para mim. Nunca me senti pertencente a uma família de verdade. Meus pais nunca se deram bem, mal conseguiam ficar no mesmo cômodo. Cresci na minha solidão. Quando Davi nasceu, prometi a mim mesmo que sua vida seria diferente da minha: ele sempre saberia que era amado e que nós dois éramos o nosso próprio lar. Estar ali, ao lado do pai e do irmão dela, foi como se Maçãzinha me tivesse oferecido um presente raro: a chance de estar entre as pessoas que ela mais amava no mundo.

Aayush sorriu. Mas não disse nada.

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