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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 103

— E exatamente por isso que eu quero que você seja o novo CEO da H&A, Aayush.

O homem me encarou e ficou tenso na cadeira. A respiração acelerou e pela primeira vez eu o vi realmente surpreso.

Os segundos foram passando. E depois se transformaram em minutos. Até que fui obrigado a quebrar o silêncio:

— Você entendeu o que eu disse, Aayush? Ouviu a minha proposta?

— Sim, senhor.

— E qual a sua resposta?

— Isso... é uma galhofa, senhor?

Eu ri:

— Não, não é. Eu jamais ousaria brincar com um assunto tão sério feito esse.

Novamente houve um silêncio que pareceu interminável quando Aayush disse:

— Isso... é absurdo, senhor. Eu não tenho capacidade para tal coisa.

— Eu irei ajudá-lo. E sei que você tem competência, Aayush. Eu não confiaria a minha empresa, a minha família e a minha vida a você se não confiasse no seu trabalho e na sua capacidade.

— Não posso aceitar, senhor Enzo.

— Você está parecendo Maria Fernanda quando recusou os meus presentes, Aayush. Só que eu não estou lhe oferecendo um presente. Estou lhe fazendo uma proposta, o que é bem diferente.

— O senhor está propondo que eu... assuma a sua empresa... enquanto ficará em casa, com o menino Davi e sua Maçãzinha... vivendo em família?

— Não, não é isso... Maçãzinha não é família, Aayush... e...

— Senhor Enzo, nesse momento não estou levando em conta a sua proposta, mas o que e senhor está disposto a fazer para ficar com a sua... posso chamar de esposa?

— Pode. Ela só não pode saber por enquanto — sorri — haverá a hora certa de contar. Não quero que Maçãzinha fique muito brava comigo.

— Ela vai ficar, senhor. E eu tenho certeza disso. A questão aqui é... por que o senhor não assume que a ama?

— Não... eu não a amo.

— É você ou ninguém. Ou seja, se não aceitar, ficarei preso a H&A para sempre, Aayush, deixando minha esposa e meu filho sozinhos... sofrendo sem a minha presença.

— Acho que sofre mais do que eles, senhor.

— Você anda bem ousado, Aayush. Ainda assim, lhe darei o tempo para pensar. E espero que sua resposta seja sim.

— Não tenho capacidade para tomar conta de uma empresa dessa proporção. Eu sou um mero assistente...

— Falando em assistente — levantei da cadeira, num salto — preciso urgentemente que mande trazer todas as flores que encontrar para o quarto de Maçãzinha. Quero que amanhã, quando ela chegar, não tenha nem como se mexer dentro do quarto de tantas flores que haverão lá dentro. Todos os tipos, todas as cores. Samambaias. Não esqueça de samambaias. Ela ama samambaias.

— Onde eu vou conseguir tantas flores... essa hora? — ele olhou no relógio.

— Compre uma floricultura. Faça o que tiver que fazer. Gaste o que precisar gastar. Mas transforme o quarto dela num jardim.

Aayush levantou e suspirou:

— O senhor não sobreviveria sem mim como seu assistente. — foram as últimas palavras dele ao deixar o escritório.

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