— E exatamente por isso que eu quero que você seja o novo CEO da H&A, Aayush.
O homem me encarou e ficou tenso na cadeira. A respiração acelerou e pela primeira vez eu o vi realmente surpreso.
Os segundos foram passando. E depois se transformaram em minutos. Até que fui obrigado a quebrar o silêncio:
— Você entendeu o que eu disse, Aayush? Ouviu a minha proposta?
— Sim, senhor.
— E qual a sua resposta?
— Isso... é uma galhofa, senhor?
Eu ri:
— Não, não é. Eu jamais ousaria brincar com um assunto tão sério feito esse.
Novamente houve um silêncio que pareceu interminável quando Aayush disse:
— Isso... é absurdo, senhor. Eu não tenho capacidade para tal coisa.
— Eu irei ajudá-lo. E sei que você tem competência, Aayush. Eu não confiaria a minha empresa, a minha família e a minha vida a você se não confiasse no seu trabalho e na sua capacidade.
— Não posso aceitar, senhor Enzo.
— Você está parecendo Maria Fernanda quando recusou os meus presentes, Aayush. Só que eu não estou lhe oferecendo um presente. Estou lhe fazendo uma proposta, o que é bem diferente.
— O senhor está propondo que eu... assuma a sua empresa... enquanto ficará em casa, com o menino Davi e sua Maçãzinha... vivendo em família?
— Não, não é isso... Maçãzinha não é família, Aayush... e...
— Senhor Enzo, nesse momento não estou levando em conta a sua proposta, mas o que e senhor está disposto a fazer para ficar com a sua... posso chamar de esposa?
— Pode. Ela só não pode saber por enquanto — sorri — haverá a hora certa de contar. Não quero que Maçãzinha fique muito brava comigo.
— Ela vai ficar, senhor. E eu tenho certeza disso. A questão aqui é... por que o senhor não assume que a ama?
— Não... eu não a amo.
— É você ou ninguém. Ou seja, se não aceitar, ficarei preso a H&A para sempre, Aayush, deixando minha esposa e meu filho sozinhos... sofrendo sem a minha presença.
— Acho que sofre mais do que eles, senhor.
— Você anda bem ousado, Aayush. Ainda assim, lhe darei o tempo para pensar. E espero que sua resposta seja sim.
— Não tenho capacidade para tomar conta de uma empresa dessa proporção. Eu sou um mero assistente...
— Onde eu vou conseguir tantas flores... essa hora? — ele olhou no relógio.
— Compre uma floricultura. Faça o que tiver que fazer. Gaste o que precisar gastar. Mas transforme o quarto dela num jardim.
Aayush levantou e suspirou:
— O senhor não sobreviveria sem mim como seu assistente. — foram as últimas palavras dele ao deixar o escritório.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO
Porque não desbloqueiam mais capítulos?...
Excelente leitura...