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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 116

— Ela. — Will corrigiu — Vai ser a minha menina. Pensei em chamá-la de Regina George.

Eu não consegui conter o riso:

— E nas quartas nós três usaremos rosa?

— Por que não?

— Regina é uma vilã. — lembrei.

— Uma vilã icônica. E fofa.

— Passou pela minha cabeça Jennifer Beals.

— Flashdance é um dos meus filmes favoritos. — ele suspirou — Enfim, precisamos pensar em nomes femininos porque se nascer menino, já sabemos que será o nosso Atreyu.

— Ou Artax — sorri — Davi disse que gostaria desse nome.

— Davi e Enzo não decidem nada. Eles te fizeram chorar e por isso perdem o poder de decisão.

Peguei um conjuntinho branco tamanho recém-nascido. Parecia unissex e por isso me agradou. Olhei a etiqueta. Caro demais. Mas eu tinha dinheiro o suficiente para pagar. Se pude gastar um salário enorme com o meu pai, onde tive que vender até a minha alma, por que não gastar com algo que gostei para o meu filho?

Enquanto eu pensava, Will apareceu com roupas suficientes para vestir trigêmeos. Levou até o balcão e disse para a vendedora:

— Vou levar tudo.

— Will! — falei, atordoada — Você não tem dinheiro.

— Quem disse que eu não tenho? — ele piscou um olho — estou trabalhando. Não ganho muito, mas posso gastar com a minha sobrinha.

Não consegui impedi-lo de gastar todo seu salário com roupas para o bebê. Saímos da loja e enquanto ríamos e eu abria a sacola para ver melhor as peças que Will tinha comprado, ouvi a voz masculina:

— Fê?

O sorriso morreu nos meus lábios quando levantei a cabeça e deparei-me com Michael. Ele olhou para o macacão vermelho minúsculo que eu tinha na mão.

— O que... significa isso? — a voz dele soou confusa.

Will pegou o macacão da minha mão e jogou de volta na sacola:

— Isso significa que estou grávido.

Michael arqueou uma sobrancelha:

— Fê, você...

Eu fiquei muda. E minhas pernas trêmulas. Claro que eu não precisava me importar em esconder aquilo de Michael. Afinal, ele não era o pai do meu bebê. Mas por algum motivo, não me pareceu correto contar a ele antes de contar a Enzo.

— Claro que ela não vai ter um bebê, idiota. Estamos comprando roupas para a minha afilhada que vai nascer. Minha colega de trabalho está grávida e me chamou para padrinho.

Michael olhou para a minha barriga.

— Achei que a sua barriga pudesse estar saliente devido à retenção de líquidos. Ou porque estava comendo muitas batatas fritas na casa daquele milionário idiota.

— Está me chamando de gorda, Michael? — tentei desfocar o assunto.

— Estou te chamando de barriguda. É diferente.

— É o que se faz antes do Natal. — Will olhou-me — Já estamos ok com o pré-natal. Inclusive acabamos de sair da casa do Papai Noel.

— Will, isso não é uma brincadeira — Michael o encarou — é preciso monitorar o crescimento fetal. É importante para o bebê e para a mãe — voltou os olhos para mim — a barriga está muito grande para o tempo gestacional.

— Que tempo? Você está louco, Michael?

Não, ele não estava louco. Pelo contrário, me parecia o médico mais competente do mundo por saber a verdade só analisando a minha barriga. Ou era um ex-melhor amigo muito atento.

— Fê, o filho é do idiota do Enzo, não é mesmo? Se você ficou em ele depois que nos conhecemos, estou certo na contagem do tempo de gravidez. Caralho, você precisa fazer uma ultrassonografia para saber se o bebê está bem. Isso é imprescindível. Já começou o uso de vitaminas? Ao menos comprou ácido fólico? Você estudou enfermagem e deve saber o básico.

— Me deixa em paz, Michael. — alterei a voz, sentindo uma forte dor na cabeça e cansaço de uma hora para outra. Meu coração parecia que ia saltar do peito.

— O que você está fazendo aqui? — Will perguntou — Está seguindo a minha irmã, Michael?

— Não, claro que não. Eu estou fazendo minha residência no hospital daqui. Fica há duas quadras. Só vim ao shopping para almoçar.

— Então siga com o seu almoço e deixe a minha irmã em paz.

Nos viramos para sair e Michael pegou-me pela mão:

— Fê, eu quero te ajudar. Quero ser o seu médico.

— Eu já disse que não quero nada de você. — falei, entredentes.

— Fê...

— Solte ela. Agora! — olhamos em direção a voz masculina potente que tomou conta do lugar.

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