— Ela. — Will corrigiu — Vai ser a minha menina. Pensei em chamá-la de Regina George.
Eu não consegui conter o riso:
— E nas quartas nós três usaremos rosa?
— Por que não?
— Regina é uma vilã. — lembrei.
— Uma vilã icônica. E fofa.
— Passou pela minha cabeça Jennifer Beals.
— Flashdance é um dos meus filmes favoritos. — ele suspirou — Enfim, precisamos pensar em nomes femininos porque se nascer menino, já sabemos que será o nosso Atreyu.
— Ou Artax — sorri — Davi disse que gostaria desse nome.
— Davi e Enzo não decidem nada. Eles te fizeram chorar e por isso perdem o poder de decisão.
Peguei um conjuntinho branco tamanho recém-nascido. Parecia unissex e por isso me agradou. Olhei a etiqueta. Caro demais. Mas eu tinha dinheiro o suficiente para pagar. Se pude gastar um salário enorme com o meu pai, onde tive que vender até a minha alma, por que não gastar com algo que gostei para o meu filho?
Enquanto eu pensava, Will apareceu com roupas suficientes para vestir trigêmeos. Levou até o balcão e disse para a vendedora:
— Vou levar tudo.
— Will! — falei, atordoada — Você não tem dinheiro.
— Quem disse que eu não tenho? — ele piscou um olho — estou trabalhando. Não ganho muito, mas posso gastar com a minha sobrinha.
Não consegui impedi-lo de gastar todo seu salário com roupas para o bebê. Saímos da loja e enquanto ríamos e eu abria a sacola para ver melhor as peças que Will tinha comprado, ouvi a voz masculina:
— Fê?
O sorriso morreu nos meus lábios quando levantei a cabeça e deparei-me com Michael. Ele olhou para o macacão vermelho minúsculo que eu tinha na mão.
— O que... significa isso? — a voz dele soou confusa.
Will pegou o macacão da minha mão e jogou de volta na sacola:
— Isso significa que estou grávido.
Michael arqueou uma sobrancelha:
— Fê, você...
Eu fiquei muda. E minhas pernas trêmulas. Claro que eu não precisava me importar em esconder aquilo de Michael. Afinal, ele não era o pai do meu bebê. Mas por algum motivo, não me pareceu correto contar a ele antes de contar a Enzo.
— Claro que ela não vai ter um bebê, idiota. Estamos comprando roupas para a minha afilhada que vai nascer. Minha colega de trabalho está grávida e me chamou para padrinho.
Michael olhou para a minha barriga.
— Achei que a sua barriga pudesse estar saliente devido à retenção de líquidos. Ou porque estava comendo muitas batatas fritas na casa daquele milionário idiota.
— Está me chamando de gorda, Michael? — tentei desfocar o assunto.
— Estou te chamando de barriguda. É diferente.

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