POV Aayush
Quando recebi as ordens do senhor Enzo de que seguisse Maçãzinha, não me passou pela cabeça que eu tivesse que intervir em alguma coisa. Mas mesmo eu vendo a situação entre ela e o garoto zumbi, me pareceu o menor de seus problemas.
Ah, garoto inconveniente! Enzo tinha razão de querer a cabeça dele.
Quando falei num tom de voz alto, Michael soltou-a imediatamente. E o que quer que tivesse interesse em falar ou fazer com ela se desfez quando virou as costas e seguiu seu caminho.
Não sei se Michael ficou com medo de mim ou simplesmente decidiu se afastar por vontade própria.
— Aayush — ela me abraçou — O que... você faz aqui? — estreitou os olhos, surpresa.
— Eu...
— Enzo — disse seriamente — ele te mandou, não foi?
— Ele... se preocupa com a senhorita.
— Eu não preciso de babá.
— Eu não sou babá, senhorita...
— Maria Fernanda — corrigiu-me — Me chame de Maria Fernanda. Se continuar me chamando de senhorita, irei te chamar de assistente.
— Nem pensar, Maria Fernanda. — ri.
Olhei para o garoto ao seu lado, que imaginei que fosse:
— William — ele me ofereceu a mão — Mas pode me chamar de Will — sorriu — o irmão preferido, aquele que a tirou do lixo — pegou Maria Fernanda pela cintura e a beijou.
Maria Fernanda sorriu e o abraçou de volta. Depois me olhou:
— Vem, Aayush. Vamos tomar um café. E você nem precisa contar ao Enzo que viveu fora das regras dele por alguns minutos. — pegou minha mão, arrastando-me pelo corredor.
Claro que eu não contaria ao Enzo que tomei um café com a Maçãzinha dele. Trinta anos não era uma boa idade para morrer. Eu ainda tinha um bocado de coisas para fazer da vida... como... quem sabe ser um CEO.
Quando percebi, eu estava sentado numa cafeteria pequena e aconchegante, entre Maçãzinha e Will, seu irmão estranho, que me tratava como se fôssemos amigos de longa data.
Para minha surpresa, eles me convidaram para tomar um café, mas pediram refrigerante. E... quem, em são consciência, pedia éclair frita sem um bom chá para acompanhar? Maçãzinha, óbvio.
O paladar dela era algo que deveria ser estudado por cientistas. O irmão? Deus, ele molhava a éclair no chocolate quente que pediu junto da lata de Coca-cola.
— Você já provou isso, Aayush? — ela trouxe o pedaço do doce até a minha boca — É incrível.
— Eu... já provei sim. — não me atrevi a abrir a boca para comer aquilo.
— Mas essas Carolinas são de chocolate branco — praticamente esfregou nos meus lábios e fui obrigada a abrir a boca, mastigar e engolir.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO