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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 120

POV Enzo

Assim que Aayush saiu, me recostei na cadeira e fiquei olhando para o nada. Achei que tudo estava indo bem entre Maçãzinha e eu. Fiz planos... muitos planos. Mas pelo visto eu nunca estive nos planos dela.

Fui até a estante e me servi de uma dose de uísque. Joguei meu corpo no sofá, afundando minhas mágoas no líquido âmbar que engolia até a alma quando tomado na quantidade certa.

Um dia. Ela se foi por um dia e eu morri. Não havia a mínima chance de eu deixar Maçãzinha partir da minha casa. Assim como eu sabia que partir do meu coração era impossível.

Minha visão estava turva quando olhei para o relógio. Parecia 22 horas. Ou seria 44?

Peguei meu celular e fiz uma ligação.

— O que você quer essa hora?

— Minha esposa me traiu. — falei, tentando não arrastar a língua — e eu vou me atirar da janela do meu escritório.

— Faça isso. Derringer vai amar criar Davi.

— Quero que você faça um serviço para mim.

— Que serviço?

— Mate o amante dela.

— Por que você mesmo não faz isso? Ou vai tentar me convencer de que nunca atentou contra a minha vida?

— Zadock, você precisa matá-lo. Se eu fizer isso, serei culpado. E preso. E eu tenho um filho para criar.

— E eu uma filha e uma esposa. Detalhe: a minha esposa não me trai.

— Por que você tem que ser tão filho da puta comigo?

— Isso que dá casar-se com alguém que você mal conhece.

— Mas você se casou com Caliana dias depois de conhecê-la, porra.

— Derringer é Derringer. Ela não é uma maçã. É uma arma letal.

— Maçãzinha também é uma arma letal. Ela me mata todos os dias, cada vez que olha para mim, cada vez que me deixa gozar na sua maçã.

— Definitivamente, eu não preciso ouvir isso!

— Não desligue... por favor. — pedi.

— O que você quer, Enzo?

— Me diga... que tudo vai dar certo. E que ela não vai me deixar.

— Tudo vai dar certo e ela não vai te deixar.

— Filho da puta.

— Eu sei. Agora eu sei que realmente sou um filho da puta. Você mesmo me contou, lembra? Fez questão de investigar e me dar a notícia em primeira mão.

— Vou me matar e você levará essa culpa para sempre.

— Eu não vou me sentir culpado. Por que acha isso?

— Porque eu te dei pizza de calabresa pela primeira vez.

— E as outras dez eu comi com Derringer, porque ela também conhecia.

— Dói... dói pra caralho ter ciúme e ser traído.

Ouvi o suspiro de Zadock do outro lado da linha:

— Ciúme é horrível. Eu sempre achei que Derringer amasse Leonel. E no fim, ela me amava. Acho que você dever perguntar para a sua maçã o que ela sente de fato. E se ela amar o amante, a aprisione. Comigo deu certo.

— Ela já está presa, embora não perceba.

— A prenda de uma forma que não possa mais sair da sua casa... nunca mais. Ao menos até que você confie nela. Isso pode levar... alguns meses.

— Tem certeza que dará certo?

— Certeza, certeza eu não tenho. Mas, levando em conta que Derringer se apaixonou porque não via mais nenhum homem além de mim... acho que pode sim dar certo.

— Ok, vou aprisioná-la. Serei o carcereiro de Maçãzinha.

— Acho que tem grandes chances de ela se apaixonar.

— Posso transar com ela quando estiver presa?

— Não só pode, como deve. Mas antes a faça morrer de ciúme.

— E se eu morrer de ciúme antes?

— Não seja fraco, Enzo. Você foi forte a vida toda e agora vai perder para uma mulher que tem uma maçã tatuada na bunda?

— Você... me acha forte? Um bom oponente?

— Sim. Admito que você sempre foi a maior pedra no meu sapato. Por sorte, consegui retirá-la.

Olhei para o teto e vi tudo rodar. Respirei fundo e disse:

— Davi... está muito rebelde.

— Ele... é assim. Levando em conta todo o passado traumático do meu filho... até que ele é um bom garoto.

Ela sentou-se ao meu lado:

— O senhor, quer ajuda para ir para o seu quarto?

— Você é mesmo legal, Shirley. — aceitei a ajuda dela.

Apoiei meu braço nos ombros dela e Shirley me carregou em direção ao meu quarto. Quando viramos no corredor, deparamo-nos com Maçãzinha. Quando meus olhos encontraram os dela, o frio na barriga que me fez querer morrer.

— Você está atrasada, Maçãzinha. — falei, fingindo estar sóbrio.

Ela olhou para Shirley e depois para mim e disse, com um sorriso estranho:

— Percebi que estou atrasada... nitidamente atrasada.

E ela passou por mim, fingindo que eu era um móvel que encontrou pelo caminho.

Olhei para Shirley, que disse:

— Ela não merece o senhor.

— Não merece mesmo. O horário dela é sete horas. E agora são... 44?

Shirley não disse nada. Abriu a porta do meu quarto e me pôs na cama. Retirou meus sapatos e foi desafivelando a minha cinta. Peguei a mão dela com força:

— Esse limite você não pode ultrapassar. Já tem dona...

— Só quero... ajudar.

— Já ajudou. Fazer com que eu te foda me deixará numa situação ainda mais complicada.

— Eu... sou discreta.

— Eu não conseguiria levantar o meu pau para você. A sua maçã é muito grande. E estranha.

Ela arregalou os olhos.

— Você é bonita... eu não quis ser... rude. Mas você ficaria ainda mais bonita se... tivesse os cabelos mais curtos. E escuros. E... olhos mais azuis. E... uma tatuagem menor. E... fosse... ela.

— Idiota!

Ela me deixou ali, para morrer sozinho e fechou a porta.

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