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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 135

— Eu ouvi tudo, seu filho da puta.

— Ouviu o que, seu doente mental?

— Doente mental?

— Esse é o mais leve dos seus diagnósticos.

— Agora você também é psiquiatra? — cruzei os braços — Isso é muito interessante. Aproveite bem suas várias especializações, pois em breve você será destituído da profissão. E envolvido em um escândalo tão grande que não conseguirá ser médico nem brincando de faz de conta com os seus filhos.

— Eu senti muito ter perdido a Fê. Fui um idiota e sei que me arrependerei pelo resto dos meus dias. Mas sabe o que é pior? — me analisou demoradamente — o pior de tudo é saber que a perdi para você, o ser mais repugnante que eu já conheci.

— Eu sou o repugnante? Você teve tudo nas mãos, Michael. E jogou fora por causa de uma vagabunda. Agora Maria Fernanda é minha. E nada nem ninguém vai mudar isso.

— Posso lhe fazer uma pergunta... de homem para homem?

— Infelizmente não. Porque você não é um homem. É só um garoto.

Ele sorriu, meneando a cabeça com ironia.

— Se é assim que me vê, deve ser assim que vê ela também. Para mim, Maria Fernanda é uma mulher. Mas, comparando com você e sua idade, uma garota. A questão é... o que você sente por ela é paixão? Ou só obsessão? Acha que ela é um brinquedo que você usa e jogar fora?

— Ela... te falou sobre isso?

Caralho, até sobre as nossas conversas Maçãzinha tinha falado com ele? Ah, sim! Sempre foram AMIGOS. E, mesmo depois de tudo que o garoto zumbi havia feito, ela ainda mantinha a intimidade com ele.

— Qual o seu problema? — o garoto zumbi perguntou.

O meu problema é que, não importa o que ela faça, eu nunca vou deixar de amá-la. E, embora minha vontade seja deixá-la ir, meu coração se nega a fazer isso, porque sabe que estar longe da Fê é me autodestruir.

— Aproveite seus últimos momentos exercendo a profissão, garoto. Em breve você será um médico conhecido nacionalmente por ter transado com a mulher de outro homem num hospital.

— EU NÃO TRANSEI COM ELA.

— Eu ouvi.

— Você... o quê?

— Ouvi você mandá-la abrir as pernas e relaxar.

O garoto se afastou alguns passos e depois me encarou, com a testa franzida:

— Eu... sou ginecologista e obstetra. E... falo isso para cada mulher que entra no meu consultório. A Fê acabou de abortar um dos filhos. E você... está preocupado porque eu a mandei abrir as pernas para examiná-la?

Fazia sentido. Por um breve momento me senti ridículo. Mas não adiantava eu tentar me enganar. Ela ainda seguia sendo a pessoa que dopou o meu filho e tentou me dar o golpe.

— Vou levá-la para casa. — avisei.

— Ela jamais aceitará ir com você.

— Ela não tem opção.

— O estado dela é delicado. E a gravidez considerada de alto risco. A Fê precisa de monitoramento rigoroso, pois o feto sobrevivente apresenta maior risco de morte uterina, prematuridade e outras complicações.

— A perda de um dos bebês... foi causada de fato pela queda?

— Eu não tenho dúvidas de que sim. E a pergunta que faço é... como isso foi acontecer na sua casa? Que tipo de segurança você deu a ela?

— Perguntou quem era o pai. É a mesma coisa que dizer que o filho não é seu.

— Eu não preciso discutir isso com você. Maria Fernanda parte do hospital comigo. — fui enfático.

— Bem — ele respirou fundo — essa decisão é ela quem irá tomar.

— Qual a probabilidade de ela abortar o outro bebê? O que pode ser feito para manter a criança e a mãe seguros?

— Ela precisará de ultrassons frequentes... semanais ou talvez mais de uma vez na semana. Será preciso verificar a saúde, crescimento e volume de líquido amniótico do gêmeo sobrevivente.

— Comprarei uma máquina de ultrassom e contratarei um médico que ficará à disposição dela 24 horas. Mas não será você, óbvio.

­— Tem mais uma recomendação. — me encarou.

— Qual?

— Ela não pode manter relações sexuais nos próximos dias. Ou seja, ela não serve mais para você.

Eu ri:

— Claro! Agora além de antiético, você também é um médico mentiroso, que quer me impedir de transar com a minha mulher.

— Eu só não te dou um soco do outro lado da cara porque não quero perder o meu emprego.

— Pois saiba que já perdeu. Em minutos farei uma ligação para o diretor do hospital e você estará fora daqui, junto de toda sua dignidade que nunca existiu.

O garoto zumbi fechou o punho e tentou em atingir. Revidei, afinal, ele não era o irmão de Maçãzinha, portanto, eu não tinha que tratá-lo razoavelmente bem. Em questão de segundos estávamos agarrados desferindo socos um no outro no corredor do hospital.

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