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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 140

Meu filho estava adormecido e Shirley ao seu lado. Assim que ela me viu, levantou-se.

— Ele se alimentou. E passa bem. Graças a Deus.

— Amanhã ele irá embora. E você pode ir para casa descansar.

— Não. Eu não quero sair do lado dele. Davi precisa de mim.

— Mas ele precisa mais de mim. Eu fico. Você vai. Amanhã cedo a quero aqui para acompanhá-lo de volta para casa.

— Estarei aqui, senhor Asheton.

Enquanto Shirley se dirigia à porta, chamei-a:

— Shirley?

Ela virou-se na minha direção e esboçou um sorriso cansado.

— Com qual objetivo você me contou sobre a gravidez de Maria Fernanda?

Shirley ficou pensativa demais. Foram alguns segundos, mas que, se ela estivesse dizendo a verdade, não precisariam existir.

— Como eu disse para o senhor... achei errado ela esconder. Afinal, o senhor, como patrão, tinha o direito de saber que ela carregava o filho de Michael.

— Michael? — franzi a testa — Como sabe que o filho que ela espera é de Michael? Quanto tempo você ficou ouvindo a conversa dela com o irmão atrás da porta?

Não, o filho não era de Michael. Era meu. E eu tinha certeza. Principalmente depois que ele, de certa forma, a defendeu e explicou que eu havia entendido tudo errado a conversa na porta.

No fim, eu tinha feito o mesmo que Shirley. Ouvido parte de uma conversa e feito constatações.

— Por favor, senhor Enzo, não me entenda errado. Eu não fiquei ouvindo atrás da porta. Simplesmente estava aberta quando eu passei e...

— E você parou para ouvir. Não ficou atrás da porta. Ficou entre a porta. O que dá na mesma coisa. A conversa era particular e você não tinha o direito de ouvir.

— Mas se eu não contasse, o senhor jamais saberia.

— Por que acha que ela não contaria?

— Porque eu ouvi a conversa dela no telefone. E foi bem clara quando disse ao irmão que não lhe contaria sobre a gravidez, porque tinha medo de como o senhor iria reagir.

Caralho, eu estava fazendo certo mantendo-a na minha casa, depois de tudo que ela fez?

Mas... tinha o meu filho. O bebê que ela carregava era meu. Não tinha como eu negar a paternidade. Fodi ela inúmeras vezes e em nenhuma usei preservativo... simplesmente porque queria preenchê-la por inteiro com cada gota do meu esperma. O que eu esperava? Que ela fosse estéril? Era claro que mais cedo ou mais tarde engravidaria.

Se ela tinha a responsabilidade de tomar anticoncepcionais? Talvez. Mas era raro uma virgem usar métodos contraceptivos sendo que não transava. E eu não tinha dúvidas de que ela era virgem. Eu vi o sangue dela. A não ser que... aquilo também fosse um truque.

Caralho, eu estava enlouquecendo com tantas coisas que passavam pela minha cabeça.

Fui ao banheiro para lavar o rosto e me olhei no espelho. Eu estava acabado. Parte do meu rosto estava inchado e começava a arroxear. Meus cabelos estavam uma droga e parecia que eu vim do lixo... como Maçãzinha e Will.

Lavei o rosto, retirei o blazer e abri a camisa. Servi-me de um copo de café e sentei-me na poltrona confortável antes de deitar na cama.

Lembrei das palavras de Shirley. E foi então que percebi que não fazia sentido. Se Maria Fernanda planejava fugir, na certeza de que eu a procuraria e havia dito a Will que o plano tinha dado certo... por que não me contou sobre a gravidez?

A certeza que Maçãzinha poderia ter de que eu a procuraria até no inferno se daria através do bebê. Se ela tinha nas mãos o motivo da minha perseguição... por que esconder? Por que não mentir, sendo que era bem mais fácil do que partir? Ela sabia que eu acreditaria que o bebê era meu.

Talvez Shirley não tenha entendido direito. Talvez Shirley não tenha ouvido toda a conversa. Ou talvez, simplesmente, Shirley estava mentindo.

Por algum motivo, eu não confiava na babá anzol. Tampouco na tatuagem que carregava na bunda, que não me parecia nada mais que uma forma de imitar Maçãzinha, antes mesmo de saber que eu procurava uma mulher com aquelas exatas características.

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