— Porque não quero que carregue lembranças de outro homem no seu corpo. Porque você me pertence.
— Enzo... você está me assustando com o seu delírio.
— A aliança virá em breve. E o anel será tão grande que mal conseguirá carregar no dedo.
— Doente...
— Você assinou aceitando ser a minha esposa no dia que foi contratada.
— Que? — franzi a testa, confusa.
— O contrato que assinou na minha empresa, Maçãzinha. Não era um contrato de trabalho. Era de casamento. Mas você não foi inteligente o bastante para ler até o final. Só queria o dinheiro. Nada mais te importava.
Não, Enzo não teria feito aquilo. Nem fazia sentido. Mal nos conhecíamos.
— Antes que faça mais perguntas: o contrato tem validade em qualquer instância.
Não falei nada. Porque eu não queria acreditar naquilo, embora parte de mim não duvidava de qualquer atitude louca que viesse de Enzo.
— Você fica na minha casa até Davi completar 18 anos. Depois eu deixo você ir. Sem o meu filho, claro! — sorriu.
Dei um tapa na cara dele. O segundo em questão de horas de intervalo.
Enzo levou a mão a face, rindo.
— Vou quebrar o outro lado da sua cara, para ficar igual ao que está detonado.
— Odeio ficar feio. — ele tocou a mandíbula onde havia levado o soco de Will.
Como se ele conseguisse ficar feio. Até daquele jeito, todo remendado, Enzo Asheton era o homem mais lindo do mundo.
— Não ficou muito pior do que já era. — dei de ombros.
— Não foi isso que você deixou subentendido quando se referia a mim como “ilusão de ótica”.
— Você lembra muito bem daquela noite para quem estava dopado.
— Sou resistente ao Zolpidem. — falou como se tivesse orgulhoso daquilo.
Era agora que eu ligava e pedia para que o levassem diretamente para uma clínica psiquiátrica?
— Saia da minha frente e me deixe sair, Enzo. Mesmo que fosse verdade esse casamento que você insinua, não faria sentido ser até Davi completar 18 anos.
— Ele não teve mãe. E gosta de você. Ficará até ele poder seguir sozinho, sem precisar do seu afeto.
— Eu assinei aquele contrato de trabalho antes mesmo de conhecer Davi.
— Mas de antemão eu já sabia que ele iria gostar de você.
— Eu passei por testes absurdos. Você mal me conhecia para querer casar comigo.
— Prefiro manter o meu inimigo perto. Quer que eu peça para Aayush trazer os documentos para que verifique a veracidade?
— Eu faço outra hipoteca.
— Não será autorizada.
— Você não tem poder para isso. Teoricamente a minha casa pertence ao banco.
— E eu comprei o banco.
Senti tudo rodar. E me segurei na cama, atordoada. Levantei o rosto na direção dele, fingindo uma força que eu já não tinha mais:
— Eu sei que você... não me prejudicaria de tal forma, Enzo.
— Provas serão apresentadas amanhã, quando você estiver na minha casa.
— Eu nunca verei as provas então. Porque eu não vou com você.
— Ah, você vai — ele me pegou no colo e comecei a me debater — vai comigo, sorrindo feliz, como se fôssemos um casal apaixonado. E vai dizer para o Will que estamos bem e fizemos as pazes.
— Não vou fazer isso. Me solta. — tentei sair do colo dele, mas Enzo me segurava com firmeza.
— Maçãzinha, não me faça destruir a sua vida, assim como tentou fazer com a do meu filho.
— Eu não fiz nada contra Davi. Eu juro.
— Seu pai e seu irmão vão ficar sem casa — ele disse, assim que abriu a porta do quarto — então, a decisão é sua. E entenda, Maçãzinha: isso não é uma galhofa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO
Porque não desbloqueiam mais capítulos?...
Excelente leitura...