Entrar Via

A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 15

— O que... disse? — franzi a testa, atordoada.

Percebi quando ele engoliu em seco, mas manteve o olhar fixo no meu:

— Eu disse que já entendi que você gosta de ir a banheiros. E se vai ensaboar e lavar bem as mãos.

Arqueei uma sobrancelha e balancei a cabeça exageradamente, a fim de remexer o cérebro para ver se ele voltava para o lugar. Eu tinha certeza que ouvi algo como SABOTAR e DOPAR. E agora ele vinha com... ensaboar e lavar?

— Eu... entendi dopar e...

Abri a boca para questionar, mas ele me cortou:

— Deve ser seu transtorno do processamento auditivo.

Porra, será que ele não tinha entendido que aquilo havia sido só uma desculpa esfarrapada?

— Irei sim... lavar bem as mãos e ensaboar... — me ouvi dizendo, tentando manter a calma.

— Sou um pouco maníaco com limpeza.

— Só limpeza? — não me contive.

Parecia que ele era maníaco com qualquer coisa.

— Poderia ser mais clara, senhorita Lorenz?

Agora eu voltava a ser “senhorita Lorenz”?

Suspirei:

— Posso ir ao banheiro? Eu... realmente preciso muito.

Me encarou novamente por alguns breves segundos antes de concordar:

— Vá.

Quando saí daquela sala, parece que voltei a respirar. O que as pessoas não faziam por dinheiro! E isso incluía eu, aceitando aquele trabalho que parecia tão simples, não fosse aquela entrevista completamente louca.

Aquele homem, fora do ambiente noturno em que o conheci, era estranho pra caralho. E fugia de todos os padrões. E eu ainda não conseguia decifrá-lo. E o correto seria nem tentar, já que alguns pontos iam ficando bem claros ali: ele era casado, tinha um filho e, se tudo desse certo e Deus me ajudasse, seria o meu chefe.

O problema é que eu sempre fui curiosa com relação a tudo que fugia do padrão. Pessoas previsíveis sempre me entediavam. E por isso aquele estranho gostoso me intrigava tanto.

Eu passei anos da minha vida tentando me encaixar em padrões, mas nunca deu certo. Letícia, minha prima, sempre foi vista pela minha família com alguém em quem eu deveria me inspirar. Era bem difícil me inspirar numa pessoa que fez uma viagem para outro país e me trouxe de presente uma pintura de artista de rua, um azulejo com a imagem de uma praia linda com a frase: “Eu fui para País del Mar. Você não”. Achei que pudesse ser uma brincadeira quando recebi aquilo. Mas não. Infelizmente era mesmo um presente.

Todo mundo sempre soube que eu era apaixonada por Michael, na escola, na nossa família, entre nossos amigos. E acho que até ele sabia, mas fingia que não. Tanto que na infância, fazíamos promessas de amor e futuro juntos.

Quando eu tinha dez anos, Letícia me perguntou:

— Você gosta do Michael?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO