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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 18

— Isso... é sério? — questionei, realmente achando que era um teste para saber como reagiríamos ao fato de Enzo ser um conquistador barato que só queria ver mulheres de biquíni e não alguém interessado em contratar uma babá para o seu filho.

— Por que não seria, Maria Fernanda? — ele pareceu bem seguro com a sua ideia louca — Se meu filho se afogar na piscina, a babá tem que salvá-lo. E para isso, preciso comprovar na prática se vocês têm capacidade para isso.

— Por acaso... vai jogar o seu filho na piscina para ver quem o salva primeiro? — eu não duvidava que ele agisse daquela forma.

— Eu jamais faria isso! — disse, entredentes, parecendo ofendido.

— Se estamos falando sobre salvamento... não precisa necessariamente ser com traje de banho. Afinal, se precisarmos salvar o Davi, não estaremos de biquíni. Creio que tenhamos que usar um uniforme, estou certa? Ou vai me dizer que o uniforme, depois da contratação, é um biquíni?

Enzo estreitou os olhos, parecendo divertir-se com o meu comentário:

— Qual seu problema em usar traje de banho, Maria Fernanda? Você tem algo a esconder?

Tenho sim. A minha barriga. Claro que só pensei. Não ousei falar.

— Por que eu teria algo a esconder?

— Então... nos encontramos amanhã, Maria Fernanda, na piscina da minha casa. A senhorita Iving combinará o horário que deverão estar aqui. O meu motorista irá levá-las.

— Conheceremos o Davi, então? — perguntei, empolgada.

Deus, o Davi... poderia ser o irmãozinho do meu filho imaginário.

— Por que tanto interesse no meu filho, Maria Fernanda?

Franzi a testa, confusa:

— Não seria por que... há uma chance de três de eu... ser a babá dele?

Enzo me encarou, daquele jeito estranho, que chegava a me dar medo, como se cada palavra que eu falava fosse saindo da boca de uma criminosa assassina:

— Nos encontramos amanhã, senhoritas.

Quando saí dali, me perguntei se eu não deveria ter parado quando quebrei o salto no bueiro. Era como se aquilo fosse um sinal de que nada daria certo dali em diante na minha tentativa de conseguir aquele emprego.

Mesmo sendo um salário maravilhoso, acho que eu iria desistir. E era por motivos óbvios: Enzo parecia não ir com a minha cara, eu jamais teria certeza se ele me reconhecia daquela noite, a entrevista era a coisa mais estranha pela qual já passei na vida e o motivo principal: eu provavelmente estava grávida. E o pai era Enzo Asheton. E... ele jamais acreditaria. Aliás, nem eu acreditava!

Quando cheguei, encontrei Michael sentado no degrau que subia para a varanda que dava acesso à minha casa.

Por anos nos sentamos ali, naquele mesmo lugar, para compartilhar nossas aventuras e segredos mais íntimos. E eu sempre imaginei que, num futuro breve, era ali que seguiríamos as nossas vidas, juntos, naquela mesma casa que tinha um grande significado para mim, já que tinham as lembranças mais doces da minha mãe. E só ali que eu conseguia me lembrar dela, mesmo que vagamente.

Minha casa era branca, grande, não só por fora, mas também nos cômodos. Era elevada do chão e tinha uma varanda frontal que ocupava toda a extensão. No andar de cima tinham os quartos e banheiros. No de baixo, salas, cozinha e o quarto do meu pai. Por causa da cadeira de rodas, ele não conseguia acessar as escadas.

A casa não era luxuosa, mas confortável, dentro das nossas necessidades. E o melhor: tinha cheiro de amor, carinho e cumplicidade.

Eu sempre amei as janelas verde escuro. E nunca mudamos, porque foi minha mãe que escolheu. Aliás, pouca coisa mudou ali desde que ela se foi. Era como se, caso mexêssemos em qualquer coisa, as lembranças pudessem ser apagadas.

— Você está me evitando ou é impressão minha? — ele perguntou, indo para o lado e me dando espaço para que eu pudesse sentar.

Respirei fundo e sentei ao lado dele no degrau. Tinha sido um dia difícil e, se não fosse tudo que aconteceu naquele jantar, certamente eu estaria pedindo a opinião dele a respeito da loucura que tinha sido aquela entrevista.

Mas as coisas tinham mudado. E realmente eu tinha evitado ele no último mês, inventando as coisas mais absurdas possíveis para que aquele encontro não acontecesse.

— Não estou te evitado, Michael — menti, afinal, não era minha intenção demonstrar o quanto eu tinha ficado destruída com a decisão dele — estou evitando “ela”.

— Não acha que, em vez de ficar remoendo o passado por Letícia, deveria ficar feliz por mim? Eu gosto dela. E sou seu melhor amigo. E você a minha melhor amiga. Eu fico feliz por você, sempre que consegue algo que quer.

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