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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 185

POV Maria Fernanda

Eu ouvi a voz de Enzo longe. Tentei abrir os olhos, mas não consegui. Senti as mãos dele balançando-me, mas não conseguia reagir. Parecia que realmente fui dopada com Zolpidem e não que aquilo tudo fazia parte de uma lição que eu e Aayush decidimos dar Enzo. Aos poucos as palavras que ele dizia foram diminuindo... até que cessaram.

Despertei e senti uma moleza no corpo ainda mais forte do que nos outros dias. Espreguicei-me e bati o braço em algo. Era o meu marido. Ele não tinha derretido na sauna.

Suspirei e empurrei ainda mais o braço, atingindo o pescoço dele propositalmente. Enzo acordou num sobressalto, sentando-se na cama, com os olhos arregalados.

— Você... tentou me matar? — tocou o pescoço. — Que porra você fez?

Alonguei meus braços e depois fiz movimentos lentos com o pescoço, de um lado para o outro, conforme orientação médica.

— Eu injetei uma substância letal em você. Em alguns minutos o seu corpo paralisará. Em horas sentirá o veneno se espalhando em seu sangue. E, se não me engando, leva seis horas para chegar no coração. — bocejei.

Enzo se levantou, atordoado.

— Você não faria isso. — a voz soou baixa, quase em pânico.

O olhei, finalmente:

— Claro que faria. Já que você não quis morrer derretido, morra envenenado. Zolpidem tem sido muito fraco para você.

Enzo arregalou os olhos:

— Se não fosse Aayush ter me salvado, abrindo aquela porta, eu estaria morto nesse momento. E você nem teria se preocupado. Me deixou para morrer e foi... dormir? Você não tem sentimentos, Maçãzinha?

— O bebê levou tudo... até os meus sentimentos. Sugou para si mesmo tudo que eu tinha. — fui sincera e tentei me levantar da cama, sentindo uma tontura.

Foi como se minhas pernas se recusassem a me obedecer. Estavam moles.

Enzo correu para me amparar. Mas eu consegui cair direto na cama e não no chão.

— Você está bem, Maçãzinha?

Respirei fundo, enchendo os meus pulmões de ar. Pus a mão no quadril e falei:

— Eu odeio você.

Enzo arqueou uma sobrancelha:

— Você tentou me matar... e ainda tem a coragem de dizer que me odeia? Eu que deveria te odiar.

— Eu te odeio. Você não tinha o direito de me engravidar.

— Mexeu! — ele me olhou, quase gritando — ele mexeu!

Senti uma lágrima escorrendo pelo canto do meu olho. E quando olhei para Enzo, percebi que seus olhos lacrimejavam, acompanhados daquele sorriso que me fazia perder a cabeça. E o resto tudo.

— Ele... está se comunicando com a gente. — falei emocionada.

— Isso é... mágico. — a voz dele falhou.

Pus o dedo indicador no umbigo e pensei em como explicar ao meu filho que eu estava ali, que o amava. Pensei em como fazer contato:

— ET. Telefone. Casa. — falei num tom de voz alto para que o meu filho escutasse.

Enzo arqueou uma sobrancelha:

— Você está falando com nosso filho... como se ele fosse um ET?

— Estou tentando contato.

— Ele não é um extraterrestre!

— Mas agora ele entendeu que aqui é sua casa. Minha barriga é o seu lar. E quando ele nascer será sugado para esse mundo que para ele é diferente.

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