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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 186

— Você é estranha, Maçãzinha.

— “Eu” sou estranha? — gargalhei, irônica.

— Você chama o nosso filho de ET. E tentou me matar. Várias vezes.

— Por isso “você” é o estranho, Enzo Asheton.

— Não sou estranho. Sou muito legal. Você tentou me matar várias vezes e eu te perdoei.

— Eu não tentei te matar, porra!

— Tudo bem que eu disse que sempre iria te perdoar. Mas agora você foi longe demais.

— Só porque eu te tranquei na sauna?

— “Só por que você me trancou na sauna?”. — repetiu, furioso — Eu poderia ter morrido.

— Mas não morreu. Então não reclame.

— Aayush me salvou. Ele viu nas câmeras o que você fez e me salvou.

— E você teve a capacidade de tirar Shirley de lá.

Enzo franziu a testa:

— Você queria que eu tivesse deixado ela morrer?

— Você fez muito pior quando achou que eu te dopei. Mas eu não te dopei. Eu não fiz nada contra você. Foi ela. Eu fui ferida, machucada. Ela foi salva. Você é ridículo. Tomara que ela te mate de verdade. Eu nem vou chorar no seu funeral. Usarei óculos escuros largos, que encobrirão parte do meu rosto e fingirei tristeza. E ninguém perceberá que é fingimento.

Enzo ajoelhou-se e abriu minhas pernas, abrigando-se entre elas. Alisou minha barriga e murmurou, deitando a cabeça na minha coxa.

— Bebê, sua mãe é completamente louca.

— Não, eu não sou louca. Seu pai é louco. Ele tem sérios problemas psicológicos.

— Ela tentou me matar.

— Ele me trancou sem contato com o mundo.

— Ela obrigou uma pessoa a nos ver transando.

— Você é doido? Não pode conversar com o nosso bebê sobre isso.

Ele beijou o interior da minha perna carinhosamente:

— Eu entendi o recado, Maçãzinha. Shirley é capaz de qualquer coisa. Eu já imaginava, mas queria ter certeza. Ela poderia ter se recusado a nos observar. Mas não o fez. Mas talvez... ela tenha querido ficar para ver o tamanho do meu pau.

Dei um tapa na cabeça dele:

— Você não tem jeito, Enzo Asheton.

Ele sorriu:

— Prometo que vou dar um jeito nisso. Confia em mim?

— Não, eu não confio. E nunca confiarei.

— Você é cruel.

— Eu tenho a impressão de que você decidiu atribuir a mim todos os seus defeitos.

— Shirley receberá uma lição por ter entrado no seu caminho, Maçãzinha. E por não ter te respeitado. E por ter tentado te humilhar. Ela não ficará impune.

— 520 é o número que vem antes do 521 e depois do 519. — inventei.

— E você sabe o que significa 5201314?

Arqueei uma sobrancelha:

— É muito número! Eu... não sei.

Ele sorriu:

— Então pesquise.

— Como, se eu não tenho um celular?

— Nunca fui tão grato na vida por você não ter um celular. — ele riu.

— O que você quer de mim, Enzo? — perguntei seriamente. Acho que ele queria me deixar louca para que fôssemos juntos para o mesmo sanatório.

— Eu quero você, Maçãzinha. Só você. E nada mais.

Amoleci tanto que quase me derreti. Toquei seu rosto carinhosamente e disse:

— 520 é o número de miligramas do veneno na seringa que usei para injetar no seu pescoço.

Enzo arregalou os olhos e levantou, olhando para o chão, desesperado.

— O que você está fazendo? — perguntei, curiosa.

— Preciso encontrar a porra da seringa para ter a chance de encontrar o antídoto.

Fiquei em dúvida se ele estava realmente falando sério. Mas não esperei para ter certeza. Fui para o banho. Eu estava ansiosa por aquele dia. Era o dia em que eu descobriria o sexo do nosso bebê.

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