Naquela noite eu não dormi. Fiquei na cama, observando-a, tentando sobreviver com a culpa. O sono de Maçãzinha era pesado, embora a respiração tranquila. Segundo a médica, em breve o medicamento perderia o efeito e ela voltaria a ficar bem. Mas não havia dúvidas de que todos os dias ela estava sendo dopada. A pergunta agora era: por quê?
Quando o dia começou a raiar, senti minhas costas doerem e as pálpebras pesarem. Eu não queria dormir. Mas meu corpo não obedecia. Maçãzinha não podia ficar sem a minha supervisão direta. Nunca mais.
Alisei sua barriga e dei um beijo em seus lábios doces e suaves.
— Amo vocês duas. E juro que repararei meu erro, embora a culpa eu carregarei pelo resto da vida. Mais uma. Só espero que dessa vez... seja a última.
Adormeci, com a cabeça apoiada na cabeceira e o corpo no colchão.
Eu sonhei com ela. O sonho mais lindo e erótico. Nele, Maçãzinha me pagava um boquete perfeito. Eu sentia os lábios mornos dela lambendo meu pau.
Pus a mão por dentro do lençol, na intenção de me masturbar pensando nela. Mas o que encontrei não foi o meu pau. Foi... a cabeça Maçãzinha.
Abri os olhos e levantei o lençol e lá estava ela, entre as minhas pernas, com aquele sorriso que me fazia querer parar o mundo eternizar seus olhos nos meus.
— Ma... çãzinha? — minha voz mal saiu.
Ela pôs meu pau na boca, começando a chupá-lo desajeitadamente. E foi o gesto desajeitado mais perfeito que eu já vi. Fechei os olhos e gemi. Sabia que seria o melhor sonho que já tive.
Quando senti os dentes cravando no meu pau, soltei um grito e Maçãzinha arregalou os olhos. Não, definitivamente não era um sonho. Acordei com o boquete dela.
Se o efeito colateral do Zolpidem fosse esse, eu mandaria trazer de caminhão para casa.
— Te... machuquei? — ela perguntou.
— Um pouco. Mas pode continuar... porém abra um pouco mais a boca.
— Quer enfiar o seu pau na minha garganta?
— Não. — eu ri — eu estava falando sério quando disse que jamais faria algo que não quisesse e que esse momento devia partir de você.
— Eu quero tentar. E quero... que me ensine.
— Eu posso tentar te ensinar. Mas como eu nunca chupei um pau e nunca vou chupar, não sei exatamente como se deve fazer. Mas uma certeza eu tenho: é a coisa que dá mais tesão no homem. E... sendo feito por... uma pessoa especial... é... — ela começou a me lamber, a língua morna me fazendo querer gozar imediatamente.
Os olhos de Maçãzinha estavam cravados nos meus. Me cobri com o lençol e ficamos os dois sob o tecido.
Quando ela chupou a cabeça do meu pau, como se fosse um pirulito saboroso, levantei os quadris, entorpecido.
Caralho! Realmente não passou pela minha cabeça que aquele momento pudesse ser nada além de perfeito.. Eu amava infinitamente aquela mulher. E mataria e morreria por Maçãzinha, assim como faria por Davi e a minha menina que ela carregava no ventre.
Em meio a um boquete, eu pensei no quanto o meu passado foi traumático. E tive a impressão de que tudo que passei foi para chegar naquele momento. O momento de formar uma família completamente diferente daquela onde eu nasci.
Davi me ensinou sobre o amor verdadeiro. Maçãzinha me fez amar com paixão. Eu não queria mais nada na vida. Quer dizer, eu queria uma coisinha. E envolvia Shirley Yanes.
Só de pensar na babá anzol o meu estômago embrulhou. Meu pau amoleceu um pouco. Não, eu não podia negar fogo agora.
Peguei Maçãzinha pelos cabelos e me enfiei na boca dela, ouvindo seus gemidos. Me flagrei pensando se seria despertado daquele jeito todas os dias. Se fosse assim, eu dormiria o tempo todo.
Minha Bela Adormecida. Minha princesa encantada. Minha Cindy Mancini. Minha vida... todinha ali, debaixo de um lençol.
Eu queria enfiar meu pau até chegar na sua garganta, até fazê-la engasgar-se. Mas sabia que não podia. Porque eu estava entre o tesão e o amor que sentia por Maçãzinha. Não havia a mínima chance de eu fazer qualquer coisa que a machucasse ou causasse um mal-estar.


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