O café da manhã chegou junto com Davi. Ele entrou correndo e escalou a cama, se jogando nos braços de Maria Fernanda.
— Oi, mãe. — sorriu — Ainda posso te chamar de mãe? — ficou sério.
Maria Fernanda alisou o rosto dele:
— Claro, meu amor. Eu entendi que a partir de agora, será sempre assim: eu sou sua mãe e você será o meu filho.
Ele alisou a barriga dela:
— Ei, Mary, agora eu sou seu irmão de verdade.
— Você já era, anão. — baguncei os cabelos dele.
— Eu não sou um anão. — reclamou. — sou o príncipe.
— Não, eu sou o príncipe. — deixei claro.
— Não sou um anão. Eu sou uma criança. E sou o príncipe da minha mamãe, não e mesmo? — deitou a cabeça no colo dela, me provocando.
Respirei fundo e pensei em dizer que era eu. Mas daí lembrei que meu filho era mesmo uma criança e não um anão. Mas no conto de fadas ele continuava sendo um anão.
Peguei a bandeja enorme e pus no meio da cama:
— Hoje o café da manhã vai ser diferente. Iremos compartilhar... e na cama.
Maçãzinha respirou fundo, fez careta e pegou a maçã.
— Ainda não gosta de maçã? — questionei.
— Não. Mas faz bem para o bebê. Então... vale o sacrifício.
Peguei o iogurte e comecei a dar na boca dela. Maçãzinha começou a rir:
— Eu... não sei ser mimada desse jeito.
Davi pegou um biscoito e pôs na boca dela. Franzi a testa. Certamente ele estava tentando me testar. Meu filho era meu maior rival. E aquilo era bem estranho, porque ele era só um anão.
Dei um beijo casto nos lábios de Maria Fernanda e Davi pôs as mãozinhas no rosto, fingindo não ver. Depois abriu os olhos e sorriu:
— Papai deu um beijo na mamãe. — Repousou as mãos na barriga de Maria Fernanda — Você não pode ver isso, Mary.
Encerrado o café da manhã, o qual não sobrou muita coisa, Davi foi fazer suas tarefas e eu botar em prática o meu plano.
Maçãzinha se levantou e foi em direção ao closet. E ficou parada na entrada na porta, olhando para o nada, parecendo absorta, longe.

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