Vinho! Meu pai estava sentado em sua cadeira de rodas, ao lado de um sofá que valia mais que a nossa casa no subúrbio e tomava vinho importado com Enzo Asheton. Certamente não falavam sobre a bolsa de valores. Tampouco sobre hotéis cinco estrelas bons para se hospedar.
Corri em sua direção e o abracei com força, quase derrubando o vinho que ele tinha na mão
— Eu senti tanta saudade, pai.
— Eu também. E acho que você tem algumas explicações para me dar — olhou para a minha barriga — acho que eu fui o último a saber.
— Eu sei, pai.
Olhei para Enzo, que parecia tranquilo fazendo aquilo... de receber a minha família.
Enzo sorriu, percebendo o quanto aquele gesto me fez feliz. Então me sentei em seu colo e o abracei:
— Obrigada.
— Eu sempre os mantive informados sobre como você estava. — ele confessou.
— Obrigada por isso também.
Enzo ajeitou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e me abraçou, sussurrando no meu ouvido:
— Temos um assunto a tratar. E... é bem sério.
Senti um frio percorrendo a minha barriga. Saí do colo dele e sentei-me ao seu lado, no sofá. Will, curioso, sentou-se de frente para nós, há alguns metros de distância, já que aquela sala era do tamanho de um salão de festas.
— Bem... — Enzo tomou um grande gole do vinho — eu não pedi sua permissão, Elói... mas fiz algumas pesquisas sobre o Nothbridge Institute.
Meu pai sorriu:
— A viagem é na próxima semana.

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