— Posso conhecer o seu castelo? — Will perguntou, ansioso.
— Castelo? — Enzo arqueou uma sobrancelha.
— Castelo. Porque... isso não é uma casa. Impossível chamar isso de casa, Enzo. Você ao menos sabe quantos cômodos tem esse lugar?
— Na verdade... é algo que nunca procurei saber. Mas... obrigado por me fazer lembrar de perguntar aos responsáveis pelo projeto, Will.
Enzo retirou do bolso algo e me deu um beijo na bochecha, entregando-me:
— O aparelho é novo. O seu era muito antigo. Mas a agenda está intacta — murmurou no meu ouvido — só o número de Michael sumiu da sua lista.
Suspirei, mas ao mesmo tempo não consegui conter uma risada. Acho que finalmente tínhamos nos acertado. Até o dia que alguém fosse dopado ou uma embalagem de Zolpidem fosse encontrada pela casa.
Aliás, sobre o Zolpidem... eu teria que contar para Enzo, mais cedo ou mais tarde, que o exame era falso e eu tinha feito aquilo para que ele finalmente acreditasse em mim.
Mas... como ele acreditaria em mim se eu menti?
Enfim, eu pouco me importava. Porque falei a verdade o tempo inteiro e Enzo não acreditou e mim. Agora eu estava mesmo mentindo. Mas ao menos achava que ele ficaria mais atento a Shirley e fizesse algo a respeito.
— Eu gostaria de convidá-los para morar na minha casa. — Enzo disse, surpreendendo a todos nós.
Como assim? Enzo Asheton estava convidando meu pai e meu irmão para morarem ali, comigo?
Fiquei com medo de que no dia seguinte ele acordasse com o pé esquerdo e mandasse todo mundo embora.
— Você está nos convidando... para morar no seu castelo, Enzo? — Will perguntou.
Olhei para o meu pai. Mas meu telefone tocou antes que eu pudesse analisar a sua reação frente ao convite.
— Uau... você recebeu uma ligação em minutos. — Enzo tentou ver o nome que tinha no visor.
Mas eu, quando olhei o nome na tela, senti minhas pernas tremerem e um frio na barriga: Papai Noel.
Sorri, fingindo tranquilidade:
— Não acredito! É uma amiga de infância. — levantei.
Eu poderia não atender e seguir minha vida do jeito que estava: perfeita. Mas estava muito curiosa para saber o que o Papai Noel queria comigo. Afinal, a minha dívida estava quitada.
— Amiga de infância? — meu pai arqueou uma sobrancelha.
Claro que ele sabia que eu nunca tive uma amiga de infância. Michael sempre foi o meu único amigo.
— A... Anita — Will tentou me ajudar — Lembra da Maria Anita, pai?

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