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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 198

— Posso conhecer o seu castelo? — Will perguntou, ansioso.

— Castelo? — Enzo arqueou uma sobrancelha.

— Castelo. Porque... isso não é uma casa. Impossível chamar isso de casa, Enzo. Você ao menos sabe quantos cômodos tem esse lugar?

— Na verdade... é algo que nunca procurei saber. Mas... obrigado por me fazer lembrar de perguntar aos responsáveis pelo projeto, Will.

Enzo retirou do bolso algo e me deu um beijo na bochecha, entregando-me:

— O aparelho é novo. O seu era muito antigo. Mas a agenda está intacta — murmurou no meu ouvido — só o número de Michael sumiu da sua lista.

Suspirei, mas ao mesmo tempo não consegui conter uma risada. Acho que finalmente tínhamos nos acertado. Até o dia que alguém fosse dopado ou uma embalagem de Zolpidem fosse encontrada pela casa.

Aliás, sobre o Zolpidem... eu teria que contar para Enzo, mais cedo ou mais tarde, que o exame era falso e eu tinha feito aquilo para que ele finalmente acreditasse em mim.

Mas... como ele acreditaria em mim se eu menti?

Enfim, eu pouco me importava. Porque falei a verdade o tempo inteiro e Enzo não acreditou e mim. Agora eu estava mesmo mentindo. Mas ao menos achava que ele ficaria mais atento a Shirley e fizesse algo a respeito.

— Eu gostaria de convidá-los para morar na minha casa. — Enzo disse, surpreendendo a todos nós.

Como assim? Enzo Asheton estava convidando meu pai e meu irmão para morarem ali, comigo?

Fiquei com medo de que no dia seguinte ele acordasse com o pé esquerdo e mandasse todo mundo embora.

— Você está nos convidando... para morar no seu castelo, Enzo? — Will perguntou.

Olhei para o meu pai. Mas meu telefone tocou antes que eu pudesse analisar a sua reação frente ao convite.

— Uau... você recebeu uma ligação em minutos. — Enzo tentou ver o nome que tinha no visor.

Mas eu, quando olhei o nome na tela, senti minhas pernas tremerem e um frio na barriga: Papai Noel.

Sorri, fingindo tranquilidade:

— Não acredito! É uma amiga de infância. — levantei.

Eu poderia não atender e seguir minha vida do jeito que estava: perfeita. Mas estava muito curiosa para saber o que o Papai Noel queria comigo. Afinal, a minha dívida estava quitada.

— Amiga de infância? — meu pai arqueou uma sobrancelha.

Claro que ele sabia que eu nunca tive uma amiga de infância. Michael sempre foi o meu único amigo.

— A... Anita — Will tentou me ajudar — Lembra da Maria Anita, pai?

— Alzheimer.

Caralho! Eu estava fodida. Assim como ele esquecia de cobrar algumas dívidas, também esquecia que outras já haviam sido quitadas. Eu, como era azarada, fiquei com a segunda opção.

— Me recuso a pagar algo que já está pago, senhor Papai Noel.

— Papai Noel? Meu nome é Marcondes.

— Que seja! O senhor não pode me cobrar uma dívida que não existe.

— Dois milhões é o que você me deve.

Me escorei na parede. Dois milhões? Só podia ser brincadeira. Eu teria que vender até o Enzo para pagar aquilo.

— Acha que eu sou idiota, senhor Marcondes?

— A única coisa que eu sei é que você me deve. E que se não pagar, vou pegar primeiro seu irmão, Will. E o torturarei até que ele peça para que eu o mate, para acabar com seu sofrimento. E depois irei para o seu pai, o homem que usa cadeira de rodas e faz comidas gostosas.

O telefone caiu no chão. E fiquei olhando para a tela, desejando que ela se apagasse... para sempre.

Por que mesmo eu pedi a porra daquele celular?

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