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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 204

— Eu... gosto muito da sua tatuagem de maçã. — comentei, olhando para a tatuagem fracassada que tentava imitar a de Maçãzinha.

— Obrigada.

— Eu só não entendo... como você e a minha esposa tem uma tatuagem igual. Não é muita coincidência?

Shirley ficou muda por alguns segundos, tentando encontrar uma resposta, a qual eu sabia que a explicação seria uma mentira.

— Não, claro que não. Acho que eu e Maria Fernanda... temos o mesmo gosto, afinal, estou aqui com você. — sorriu, se movendo na cama, ficando de bruços para que eu pudesse observá-la melhor.

— Ainda assim é muita coincidência. Será que Maria Fernanda imitou a sua tatuagem?

— Eu aposto que sim. Acho que no dia que fizemos aquele teste na piscina ela observou a minha maçã tatuada e fez um igual.

— Não acredito! Ela foi tão baixa.

— Ela “é” baixa.

— E por que uma maçã?

Novamente um silêncio demorado demais.

— Sensualidade. Fruto proibido.

— Interessante. E tem tudo a ver conosco, não acha? Você é o meu fruto proibido. E a pessoa mais sensual que eu já conheci.

Ok, tempo demais com ela sob o mesmo teto. Deslizei, me jogando na cama. Ficamos de frente um para o outro e ela alisou o meu rosto:

— Eu... sonhei muito com esse momento.

— Eu também.

Quando Shirley se aproximou e fez menção de me beijar, me afastei rapidamente:

— Eu preciso de um banho antes.

— Adoro transar no chuveiro.

— Tenho TOC com isso.

— Mas é higiênico. — ela argumentou.

— Eu não gosto de higiene.

— Não gosta de higiene, mas... vai tomar banho?

— É simples: você gosta de transar no chuveiro, mas eu não. — meu tom de voz foi mais ríspido do que eu planejei.

Shirley deu um passo para trás, arregalando levemente os olhos, assustada.

— Eu vou tomar banho e você trocará de roupa. — ordenei.

— Mas...

— Não quero transar com você na minha casa. Achei que conseguiria, mas acho um desrespeito com o meu filho.

— Mas... você não faz isso com Maria Fernanda?

— Ela é minha esposa.

— Mas isso significa... que você transa com ela? — mordeu o lábio inferior, fingindo decepção.

— Claro que não. Só dormimos na mesma cama. — garanti.

Shirley sorriu:

— Eu... posso te confessar uma coisa?

— Claro, por favor.

— Alô!

Respirei fundo, fingi estar preocupado e disse, em meio ao som ensurdecedor das hélices:

— Aconteceu alguma coisa com Davi. — gritei.

— O que houve com ele?

— Não tenho certeza. Mas preciso verificar se meu filho está bem.

— E... a gente?

— Você será levada para o hotel e me esperará lá, ok?

— Mas... e se você não puder ir?

— Acha mesmo que eu te deixaria partir assim, babá anzol?

Ela arregalou os olhos:

— Do que me chamou?

Fiz sinal para o piloto, dando autorização para partir.

— Promete que irá me encontrar?

— Claro que sim. — garanti — no raio que a parta.

Os olhos de Shirley foram de pânico. Acenei para ela enquanto o helicóptero levantava voo. Ela poderia pular, caso não quisesse ir para o lugar que lhe reservei. Mal sabia que o helicóptero era só primeiro dos transportes que usaria.

Sorri e fiquei ali, até o helicóptero sumir do meu campo de visão.

— Você está vingada, Maçãzinha. E do jeito que eu gosto: de forma cruel. Não deixarei nem vestígios da existência de Shirley nessa casa. A passagem dela é só de ida.

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