— Eu... gosto muito da sua tatuagem de maçã. — comentei, olhando para a tatuagem fracassada que tentava imitar a de Maçãzinha.
— Obrigada.
— Eu só não entendo... como você e a minha esposa tem uma tatuagem igual. Não é muita coincidência?
Shirley ficou muda por alguns segundos, tentando encontrar uma resposta, a qual eu sabia que a explicação seria uma mentira.
— Não, claro que não. Acho que eu e Maria Fernanda... temos o mesmo gosto, afinal, estou aqui com você. — sorriu, se movendo na cama, ficando de bruços para que eu pudesse observá-la melhor.
— Ainda assim é muita coincidência. Será que Maria Fernanda imitou a sua tatuagem?
— Eu aposto que sim. Acho que no dia que fizemos aquele teste na piscina ela observou a minha maçã tatuada e fez um igual.
— Não acredito! Ela foi tão baixa.
— Ela “é” baixa.
— E por que uma maçã?
Novamente um silêncio demorado demais.
— Sensualidade. Fruto proibido.
— Interessante. E tem tudo a ver conosco, não acha? Você é o meu fruto proibido. E a pessoa mais sensual que eu já conheci.
Ok, tempo demais com ela sob o mesmo teto. Deslizei, me jogando na cama. Ficamos de frente um para o outro e ela alisou o meu rosto:
— Eu... sonhei muito com esse momento.
— Eu também.
Quando Shirley se aproximou e fez menção de me beijar, me afastei rapidamente:
— Eu preciso de um banho antes.
— Adoro transar no chuveiro.
— Tenho TOC com isso.
— Mas é higiênico. — ela argumentou.
— Eu não gosto de higiene.
— Não gosta de higiene, mas... vai tomar banho?
— É simples: você gosta de transar no chuveiro, mas eu não. — meu tom de voz foi mais ríspido do que eu planejei.
Shirley deu um passo para trás, arregalando levemente os olhos, assustada.
— Eu vou tomar banho e você trocará de roupa. — ordenei.
— Mas...
— Não quero transar com você na minha casa. Achei que conseguiria, mas acho um desrespeito com o meu filho.
— Mas... você não faz isso com Maria Fernanda?
— Ela é minha esposa.
— Mas isso significa... que você transa com ela? — mordeu o lábio inferior, fingindo decepção.
— Claro que não. Só dormimos na mesma cama. — garanti.
Shirley sorriu:
— Eu... posso te confessar uma coisa?
— Claro, por favor.

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