Quando saí do banho, enrolada na toalha, Enzo estava na cama, usando só uma cueca branca. Admirei seu corpo perfeito e sorri:
— Isso tudo é só meu.
— Então vem usar o que é seu. — provocou. — li a respeito de brinquedos serem algo que se lambe e morde em alguma fase da infância.
— Minha infância já passou há muito tempo. — ri.
— Vem cá — ele me chamou, de braços abertos.
Me joguei em seus braços, que para mim era o melhor lugar do mundo. Eu estava tão feliz que cheguei a me preocupar. Porque “felizes” para sempre era algo que só acontecia em contos de fadas
Lembrei do Karma e meu corpo se arrepiou.
— Está com frio, Maçãzinha? — Enzo puxou a coberta.
— Sim. — menti.
— Você parece melhor mesmo.
— E estou. — virei na direção dele, beijando-o — mas ficarei ainda melhor se você me disser onde está Shirley ou o que fez com ela.
Enzo ficou sério. Eu realmente queria que Shirley sumisse. Mas me preocupava um pouco com a forma como aquilo aconteceria, afinal, Enzo vinha de uma família de quase mafiosos.
— Eu só tenho uma coisa para lhe dizer quanto a isso: ela nunca mais vai te incomodar, Maçãzinha.
Senti meu coração acelerar:
— Enzo, o que você fez com ela?
Ele não disse nada. Só ficou me olhando.
— Responde, por favor.
— Ela foi muito má. Merece o castigo que levou.
— Você... a matou?
Ele riu, sem humor:
— Acha mesmo que a morte é suficiente para aquela vagabunda?
— Você a esquartejou? Por favor, Enzo, me diga que não fez isso. — implorei, sentindo meu estômago contrair-se.
— Claro que não. Se eu esquartejasse Shirley, ela estaria morta. E como eu disse, morrer não era uma opção para ela. Contente-se com o fato de que nunca mais irá vê-la.
Deus! Eu sabia que Shirley não valia nada. Mas isso não significa que eu queria a morte dela. Preferi não perguntar mais, porque se eu soubesse, me sentiria culpada pelo resto da vida.
Lembrei novamente do Karma que Aayush tinha mencionado.
— Está tudo bem, meu amor? — ele afagou meus cabelos.
— Se um dia eu fizer algo que você não gosta... teria coragem de me matar, Enzo?
Ele arqueou uma sobrancelha:
— Claro que não.
— E se fosse algo horrível?
— Eu jamais te mataria, Maçãzinha. Mas eu mataria toda e qualquer pessoa que se envolveu nisso.
Engoli em seco. Talvez Aayush tinha razão e contar para Enzo agora não era o momento certo. Eu ainda queria participar de um Holi e de um Diwali num futuro próximo e quem sabe visitar todos os lugares incríveis que vi na Índia a través do filme “A princesinha”.
O melhor momento era quando Mary nascesse. Enzo estaria tomado pela emoção e talvez não quisesse me matar quando soubesse que eu falsifiquei meus próprios exames.
— Você... entende que Shirley não fez algo imperdoável, não é mesmo? — eu precisava me tranquilizar com relação àquilo.
— Sim, ela fez algo imperdoável. Shirley dopou eu e Davi com Zolpidem. E... dopou você. Por isso a sua sonolência excessiva. Era ela, Maçãzinha.
Não, não era ela. E eu sabia. Mas tentar explicar que Shirley não era culpada revelaria a minha culpa. Tentei fingir surpresa e disse:

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