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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 206

Quando saí do banho, enrolada na toalha, Enzo estava na cama, usando só uma cueca branca. Admirei seu corpo perfeito e sorri:

— Isso tudo é só meu.

— Então vem usar o que é seu. — provocou. — li a respeito de brinquedos serem algo que se lambe e morde em alguma fase da infância.

— Minha infância já passou há muito tempo. — ri.

— Vem cá — ele me chamou, de braços abertos.

Me joguei em seus braços, que para mim era o melhor lugar do mundo. Eu estava tão feliz que cheguei a me preocupar. Porque “felizes” para sempre era algo que só acontecia em contos de fadas

Lembrei do Karma e meu corpo se arrepiou.

— Está com frio, Maçãzinha? — Enzo puxou a coberta.

— Sim. — menti.

— Você parece melhor mesmo.

— E estou. — virei na direção dele, beijando-o — mas ficarei ainda melhor se você me disser onde está Shirley ou o que fez com ela.

Enzo ficou sério. Eu realmente queria que Shirley sumisse. Mas me preocupava um pouco com a forma como aquilo aconteceria, afinal, Enzo vinha de uma família de quase mafiosos.

— Eu só tenho uma coisa para lhe dizer quanto a isso: ela nunca mais vai te incomodar, Maçãzinha.

Senti meu coração acelerar:

— Enzo, o que você fez com ela?

Ele não disse nada. Só ficou me olhando.

— Responde, por favor.

— Ela foi muito má. Merece o castigo que levou.

— Você... a matou?

Ele riu, sem humor:

— Acha mesmo que a morte é suficiente para aquela vagabunda?

— Você a esquartejou? Por favor, Enzo, me diga que não fez isso. — implorei, sentindo meu estômago contrair-se.

— Claro que não. Se eu esquartejasse Shirley, ela estaria morta. E como eu disse, morrer não era uma opção para ela. Contente-se com o fato de que nunca mais irá vê-la.

Deus! Eu sabia que Shirley não valia nada. Mas isso não significa que eu queria a morte dela. Preferi não perguntar mais, porque se eu soubesse, me sentiria culpada pelo resto da vida.

Lembrei novamente do Karma que Aayush tinha mencionado.

— Está tudo bem, meu amor? — ele afagou meus cabelos.

— Se um dia eu fizer algo que você não gosta... teria coragem de me matar, Enzo?

Ele arqueou uma sobrancelha:

— Claro que não.

— E se fosse algo horrível?

— Eu jamais te mataria, Maçãzinha. Mas eu mataria toda e qualquer pessoa que se envolveu nisso.

Engoli em seco. Talvez Aayush tinha razão e contar para Enzo agora não era o momento certo. Eu ainda queria participar de um Holi e de um Diwali num futuro próximo e quem sabe visitar todos os lugares incríveis que vi na Índia a través do filme “A princesinha”.

O melhor momento era quando Mary nascesse. Enzo estaria tomado pela emoção e talvez não quisesse me matar quando soubesse que eu falsifiquei meus próprios exames.

— Você... entende que Shirley não fez algo imperdoável, não é mesmo? — eu precisava me tranquilizar com relação àquilo.

— Sim, ela fez algo imperdoável. Shirley dopou eu e Davi com Zolpidem. E... dopou você. Por isso a sua sonolência excessiva. Era ela, Maçãzinha.

Não, não era ela. E eu sabia. Mas tentar explicar que Shirley não era culpada revelaria a minha culpa. Tentei fingir surpresa e disse:

Fui em direção ao consultório e perguntei à Pietra:

— Você sabe o que é que elas querem?

— Não, senhor, eu não sei. Mas acho que é grave.

— Vá preparar a porra do lanche para Maçãzinha — falei, nervoso — E não lhe dê nada que não seja saudável. Aposto que ela comeu um monte de porcarias enquanto esteve fora.

Pietra foi rapidamente na direção contrária à minha. Apressei os passos e assim que abri a porta do consultório encontrei as duas médicas juntas, o que era bem raro.

A doutora Rosana estava com os olhos inchados, demonstrando que havia chorado.

Senti minhas pernas amolecerem e me sentei na cadeira.

— Minha esposa... está morrendo? — minha voz mal saiu.

— Não, senhor Asheton. — disse a doutora Liliana — bem pelo contrário, sua esposa está muito bem.

— Como assim?

Ela me entregou um exame. Li rapidamente e observei que era o que provava a substância hipnótica que apareceu no sangue de Maçãzinha.

A encarei e a médica me entregou outro exame, que era um hemograma que mostrava que estava tudo bem.

— Que porra é essa? — perguntei.

— O exame que detecta a "droga Z" é falso.

— Droga Z? — arqueei uma sobrancelha, confuso.

— Esse exame é falso, senhor Enzo. Não tem selo do laboratório.

— O que você está tentando me dizer, doutora Liliana? — fui objetivo.

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