Entrar Via

A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 225

Eu a Aayush embarcamos no jato particular em menos de uma hora depois que recebemos a notícia acerca do estado de saúde de Maria Fernanda e da minha filha.

O meu único objetivo agora era encontrar quem envenenou a minha Maçãzinha. Culpa? Sim, eu tinha. E sabia que talvez Maria Fernanda nunca mais me perdoasse. Ainda assim eu lutaria cada dia. E sempre teria esperanças, porque ela perdoou o garoto zumbi e na minha cabeça eu também teria chance de aquilo acontecer comigo.

Eu tinha dado ordens para que Shirley fosse jogada no inferno. Mas não esperava que o inferno tivesse aquele cheiro de miséria e que, em meus sapatos de mil norians, me sentiria o próprio demônio visitando sua criação.

O beco tinha um asfalto irregular. Eu não pertencia àquele lugar. E aquilo ficava claro pelo modo como eu me vestia, com um terno de grife de três peças e passos firmes.

O beco era um esgoto moral. O esgoto que eu escolhi a dedo ser a cela de Shirley Yanes.

O cheiro de urina e cigarro barato me atingiu, dando náusea. As mulheres estavam encostadas nas paredes descascadas. Homens ficavam de guarda nos vãos das portas. Eu não tinha certeza se eu era um alvo ou um Deus para eles. Para mim, eram apenas ruídos fracos, ratos de esgoto.

O neon vermelho refletia no vidro do meu relógio de ouro, que parecia uma faísca de riqueza no meio da decadência.

Claro que antes de chegarmos, já havíamos nos informado sobre o lugar exato para onde ela havia sido deslocada. Aayush e eu paramos diante de uma porta de metal amassada.

Hesitei por alguns segundos. Pela fresta o cheiro de incenso barato, suor e sexo me enojou. Joguei Shirley naquele lugar para quebrá-la, mas ver o lugar pessoalmente me fez perceber que não apenas a puni, mas a desumanizei.

E isso fez com que minha mente embaralhasse e o coração acelerasse. Era o novo Enzo, aquele que surgiu depois de Davi, brigando com o antigo.

Quando finalmente a avistei, ela estava sob uma luz amarelada e fraca, detrás do balcão, servindo bebidas aos bêbados e prostitutas. Eu tinha a memória de uma Shirley altiva, limpa. A realidade atual era de uma mulher com olheiras, roupas sintéticas e o olhar vazio.

Eu poderia tê-la deixado ali para morrer como uma prostituta. Mas paguei o suficiente por cada dia para que ela não fosse tocada, passando-me pelo cliente oculto que pagava caro por algo que era só dele.

Enfim... o novo Enzo se sobrepondo ao velho dessa vez. O novo teve certa piedade, já que eu não era favorável a prostituição. Mas infelizmente eu não podia mudar aquele lugar, porque ele era daquele jeito desde sempre. O velho Enzo, no entanto, bolou um ótimo plano cruel de vingança.

Se eu deveria ter deixado que ela se tornasse uma prostituta por não ter outra opção naquele lugar? Talvez sim, já que Shirley tinha um passado obscuro, onde vendia o corpo por grandes valores, saindo com homens da alta sociedade para tirar não só dinheiro, mas também vantagens.

Por que não soubemos antes que a mulher que eu botei para dentro da minha casa era uma prostituta de luxo? Eu não sabia. Talvez porque ela escondia muito bem seu passado antes de irmos a fundo nele. Ou porque simplesmente eu não dei a devida importância, já que meu único objetivo tinha sido atingido quando Maçãzinha enfim chegou dentro a minha casa como babá, ficando sob os meus olhos.

Usei Shirley muito mais parar ferir Maria Fernanda e fazê-la sentir ciúme. No fim, fui o responsável pelo estado em que ela e minha filha se encontravam. Porque enquanto eu tentava ferir Maçãzinha, Shirley certamente era cúmplice de alguém dentro da minha casa.

Eu sabia que não tinha sido ela que envenenou Maria Fernanda. Isso porque, mesmo depois de Shirley ir embora, Maçãzinha ainda estava sendo envenenada.

— Levando em conta o inferno pelo qual ela passou, creio que não tenha problemas em me contar a verdade. — comentei com Aayush enquanto íamos de encontro a ela.

Assim que parei diante do balcão, Shirley deu um passo para trás. Ficou me encarando um tempo e depois deu um sorriso sarcástico:

— Veio tomar o que é seu?

— Se tem uma coisa da qual nunca quero me apossar é da porra do seu corpo. Acho que você já o usou o suficiente, não é mesmo?

— Se não veio me tirar desse inferno, dê meia volta e vá embora.

Ela ainda conseguia ser petulante, mesmo com toda a minha “bondade”.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO