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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 236

— O que é isso? — perguntei ao abrir os olhos, atordoada, percebendo o quarto tomado de flores, incerta se aquilo estava realmente acontecendo ou eu ainda estava anestesiada.

Morri? Sim, certamente morri e aquelas eram as flores do meu funeral. Por que tantas? Eu nem conhecia tantas pessoas para me ter aquela quantidade absurda de flores.

Senti o beijo morno na minha bochecha:

— Bebê, isso é obra do seu marido doente mental. — ouvi a voz de Will — em outra vida, quando “talvez” você o perdoar, avise-o que presentes não fazem esquecer humilhações. E que exageros são coisas que pessoas culpadas tentam usar para se redimir.

Eu sorri:

— Ele... é exagerado... sempre foi. Mas... minha samambaia e meu cachorro imaginário irão adorar isso.

— Sim, realmente espero que só coisas imaginárias gostem disso. Porque você está proibida de gostar de qualquer coisa que venha desse lunático sem coração.

Toquei minha barriga e percebi que ela tinha desaparecido. Ou ao menos boa parte dela.

Quando a porta se abriu, deparei-me com Enzo. E a porra das 520 borboletas começaram a voar dentro do meu estômago. Respirei fundo e tratei de cortar as asas delas.

Enzo se aproximou da cama, com aquela cara de cachorro imaginário que caiu da mudança.

Tentou pegar a minha mão, mas afastei-me. Ele mordeu o lábio antes de perguntar:

— Como se sente?

Tentei sentar na cama, mas senti uma dor leve no baixo ventre.

— Meu bebê — minha voz soou grave — onde está o meu bebê? — não contive as lágrimas ao perceber que Mary já tinha nascido.

Antes que eu pudesse responder, Michael entrou no quarto, acompanhado de uma médica. Os dois olharam ao redor e Michael disse, com firmeza:

— Mande tirar isso tudo daqui. Imediatamente. — dirigiu-se a Enzo.

— Farei isso.

Enzo aceitando ordens de Michael? Certamente eu estava mortinha mesmo.

A doutora se aproximou de mim e pôs a mão no meu ombro.

— Não — meneei a cabeça, atordoada — eu me recuso a ouvir o que vocês têm a dizer. Vão embora. — gritei.

Enzo pegou a minha mão com firmeza. E não consegui tirá-la dessa vez. Nossos dedos se entrelaçaram, de forma automática. O encarei, implorando para que não deixasse que me dissessem que minha filha havia morrido.

— Mary está viva. — Enzo disse, enquanto uma lágrima rolava do canto de seu olho.

Mordi o lábio com força e olhei para todos. Não pareciam nada tranquilos e não me passaram segurança alguma.

— Então... por que você está chorando? — questionei Enzo.

— Estou chorando porque... te amo. E quase perdi vocês duas.

— Mary está na UTI, numa incubadora. Ela nasceu prematura, de 31 semanas. E pesando 1,520 kg. — explicou a médica.

— 1,520? — olhei para a doutora e depois para Enzo — Isso é obra sua?

Ele sorriu e apertou minha mão:

— Se fosse obra minha ela teria nascido com 5201314 kg.

— Isso não é momento de brincar, Enzo.

Olhei para os dedos dele entrelaçados nos meus e retirei minha mão, de forma abrupta. Não era ele que me mandou embora de sua casa me acusando de mentirosa?

— Os cuidados com um bebê prematuro nascido de 31 semanas na UTI neonatal são intensos e focados em substituir as funções que o útero materno desempenharia até o final da gestação — a médica explicou — Nessa idade gestacional, Mary é considerada muito prematura.

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