— Enquanto a porta do caixão não estiver fechada, você pode recomeçar quantas vezes forem necessárias. E... isso não é um adeus definitivo...
— Não? — ele me soltou, interrompendo a minha fala.
— Não, não é. Hoje eu não consigo te perdoar. Mas isso não significa que eu nunca te perdoarei.
Eu ainda o amava. E não adiantava enganar a mim mesma. Mas amar não significa que eu tinha que perdoar.
— Desde que você me deixou, essa é a melhor coisa que já ouvi.
— Tenho vários motivos para nunca mais querer te ver de novo, Enzo. E 520 para não te deixar. Você tem que me dar 5201314 motivos para provar que vale a pena eu te dar 520 chances.
Enzo franziu a testa:
— Pode traduzir de forma simples?
— Não.
— Eu só entendi o 520 e o 5201314. Ou seja, você me ama... e para sempre. — ele sorriu.
Meneei a cabeça e me afastei:
— Preciso ficar longe de você. Ainda estou muito machucada.
— Eu sei. E não irei te pressionar.
— Isso significa que... seu eu quiser seguir a minha vida com outra pessoa... — não pude deixar de provocá-lo.
Enzo suspirou, limpando os vestígios de lágrimas:
— Desde que não seja o garoto zumbi, eu tentarei aceitar.
— Por que não ele?
— Porque vocês... são amigos. E amigos... não podem dormir com amigas.
Eu ri. Enzo era muito patético.
— Por enquanto, eu não tenho vontade de me envolver com ninguém. — fui sincera.
Enzo respirou fundo e sorriu:
— Isso é bom. Muitos homens terão suas vidas preservadas por sua causa.
Nada vindo daquele homem me surpreendia. Ele conseguia ser doce e gentil na mesma medida em que era cruel e manipulador.
— Sobre Pietra...
— Eu cozinhei ela.

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