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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 24

Meu irmão me encarou, em silêncio. Ok, contar ou não contar sobre o bebê? Ou melhor, fazer ou não fazer um exame para ter certeza? Carregar aquela dúvida para sempre? No momento, parecia a melhor coisa a fazer. Will falava demais. E eu tinha medo de ele contar para alguém, sem querer.

Primeiro eu pensei em não aceitar o emprego de babá do bebê Asheton. Aliás, eu saí daquela entrevista certa de que não aceitaria o absurdo de ter que usar roupas de banho para mostrar que eu poderia salvar a criança.

Mas agora eu não podia me dar ao luxo de recusar. Quanto à barriga? Depois eu daria um jeito. E... talvez ela nunca aparecesse, porque tinha a possibilidade remota de eu não estar grávida.

— O homem do pau enfeitiçado tem um filho? Isso quer dizer que é casado? — perguntou.

— Não, ele é viúvo.

— Coitado. Será que fazia tempo que não pegava ninguém e por isso te comeu tão bem?

— Na verdade acho que é justo o contrário: excesso de experiência. Deve comer tudo que anda e tem uma boceta.

— Então ele pegou errado dessa vez.

Estreitei os olhos:

— Jura? Eu não ando e não tenho uma boceta?

— Você tem cérebro, bebê. O que certamente as vadias que ele pega não tem.

Fazia sentido! Will era bem experiente com aquela coisa de sexo, pegadores e tudo mais.

— E um coração. Grande demais. — suspirei — Eu não queria ter um coração.

— Sim, tem um coração tão grande que faz caridade sendo que precisa mais do dinheiro do que a pessoa que decidiu ajudar.

— Na verdade o meu coração é grande demais porque cabe muita gente nele.

— Eu, papai...

— E o Enzo.

— Você não está apaixonada por ele, bebê. Isso tudo é porque nunca transou antes. É comum ficar maravilhada com o primeiro homem que te come. Principalmente se ele fode bem.

Deitei na cama e suspirei. Will deitou-se também. Viramos ao mesmo tempo nossas cabeças, nos olhando:

— Ele é um sujeito bem estranho. — confessei — parece ter sérios problemas... psicológicos.

— Você não é psicóloga. Aliás, você que precisa urgentemente de terapia. Carência em excesso não te mata. Faz pior: humilha.

— Nada fez sentido naquela entrevista, Will. Todas as candidatas são exatamente iguais a mim. Loiras, olhos azuis... e pasme: nós três temos tatuagens de coração no dedo anelar.

William riu:

— Vai ver ele queria desesperadamente encontrar você e fez o anúncio só para vê-la de novo. Afinal, você... contou que era babá freelancer?

— Acha mesmo que eu lembro o que falei naquela noite?

— Então é isso. Ele queria te encontrar.

Sorri:

— Você... acha que pode ser isso?

— Claro que não, bebê. — ele mexeu a minha cabeça com força, me deixando um pouco tonta — são só coincidências. Ele... comentou algo sobre aquela noite?

— Eu não sei.

— Como assim?

— Ah, Will, eu fiquei um pouco afetada ao vê-lo. Às vezes parece que ele lembrava de mim... outras não.

— Ele... não lembra de você? Como assim?

— Vai ver estava tão bêbado quanto eu.

— Que puta azar... ser comida por um ricaço... e ele esquecer de você.

— Eu sei que foi só uma transa... casual. E que ele foi meu primeiro... mas ainda assim... caralho, ele mexe comigo. Muito.

— Pensa pelo lado positivo: você não precisa dar dinheiro para ele, pois é rico. Já é um avanço. Ah, espera! Você não poderia dar dinheiro para ele. Porque já deu tudo para o Michael. — gargalhou.

— Seu idiota. — bati nele, de leve.

Will alisou meu rosto:

— O salário que este homem está oferecendo é fora da realidade.

— Eu sei... para nós, meros mortais, é quase como ficar rico.

— Pessoas como nós não ficam ricas, Fê. Viram pobre premium.

Suspirei:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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